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CBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

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Ano 2018 - Volume 45 Número 1
Janeiro / Fevereiro

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Artigo Original

Preservação de implante esplênico autógeno após conservação em solução de Ringer-lactato

Splenic implant preservation after conservation in lactated Ringer´s solution

Argos Soares de Matos Filho, TCBC-MG; Andy Petroianu, ECBC-MG; Valbert Nascimento Cardoso; Paula Vieira Teixeira Vidigal

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-7; e1346

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OBJETIVO: avaliar morfologia e função de tecido esplênico autógeno, implantado no omento maior, 24 horas após conservação em solução de Ringer-lactato.
MÉTODOS: foram estudados 35 ratos machos, distribuídos em sete grupos (n=5): Grupo 1: sem esplenectomia; Grupo 2: esplenectomia total sem implante; Grupo 3: esplenectomia total e implante autógeno imediato; Grupo 4: esplenectomia total, preservação do baço em Ringer-lactato à temperatura ambiente, em seguida, fatiado e implantado; Grupo 5: esplenectomia total, baço fatiado e preservado em Ringer-lactato à temperatura ambiente antes de ser implantado; Grupo 6: esplenectomia total com preservação do baço em Ringer-lactato a 4°C e, em seguida, fatiado e implantado; Grupo 7: esplenectomia total e baço fatiado, para preservação em Ringer-lactato a 4°C antes de ser implantado. Após 90 dias, realizaram-se estudos cintilográficos com estanho coloidal-Tc99m (fígado, pulmão, baço ou implante e coágulo), hematológicos (eritrograma, leucometria, plaquetas), bioquímicos (eletroforese de proteínas) e anatomopatológicos.
RESULTADOS: ocorreu regeneração dos implantes esplênicos autógenos nos animais dos grupos com preservação do baço a 4ºC. A captação de estanho coloidal foi superior nos grupos 1, 3, 6 e 7 em relação aos demais. Não houve diferença nos valores hematimétricos nos sete grupos. A eletroforese de proteínas mostrou diminuição da fração gama no grupo de animais esplenectomizados em relação aos grupos operados.
CONCLUSÃO: o tecido esplênico conservado em solução de Ringer-lactato à temperatura de 4ºC mantém sua estrutura morfológica e permite a recuperação funcional após ser implantado sobre o omento maior.


Palavras-chave: Baço. Implantes Experimentais. Redução do Dano. Preservação de Órgãos.

Avaliação do nível glicêmico em retalho miocutâneo do reto abdominal monopediculado após oclusão venosa: estudo experimental em ratos

Glucose level evaluation in monopedicled rectus abdominis myocutaneous flap after venous occlusion: experimental study in rats

Gustavo Levacov Berlim; Antônio Carlos Pinto Oliveira; Ciro Paz Portinho; Emerson Morello; Carolina Barbi Linhares; Marcus Vinicius Martins Collares

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-6; e1276

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OBJETIVO: validar um modelo experimental para mensuração de níveis glicêmicos em retalhos cirúrgicos com a utilização de glicosímetros comuns, e analisar os critérios diagnósticos para hipoperfusão destes retalhos.
MÉTODOS: foram realizados retalhos miocutâneos verticais de reto abdominal com pedículos superiores, bilateralmente, em 20 ratos Wistar machos, divididos em dois grupos: com e sem oclusão venosa do pedículo. Os níveis de glicose foram mensurados nos retalhos e na circulação sistêmica com glicosímetros comuns. A acurácia de critérios diagnósticos alternativos foi testada para a detecção de hipoperfusão.
RESULTADOS: a partir de 15 minutos de oclusão venosa, houve uma redução significativa dos níveis de glicose medidos no retalho congesto (p<0,001). Utilizando como critério diagnóstico uma diferença mínima de 20mg/dl nos níveis glicêmicos do retalho e do sangue sistêmico, 30 minutos após a oclusão, a sensibilidade foi de 100% (intervalo de confiança de 95% - 83,99 a 100%) e especificidade de 90% (intervalo de confiança de 95% - 69,90 a 97,21%) para o diagnóstico de congestão do retalho.
CONCLUSÃO: os resultados demonstraram que é possível medir níveis de glicose em retalhos miocutâneos verticais de reto abdominal de ratos Wistar, perfundidos ou congestos, utilizando um glicosímetro comum. Os critérios diagnósticos que comparam os níveis de glicose nos retalhos com os níveis sistêmicos foram mais precisos na avaliação da perfusão tecidual.


Palavras-chave: Modelos Animais. Perfusão. Retalhos Cirúrgicos. Glucose. Diagnóstico.

Aplicação dos escores POSSUM e P-POSSUM como preditores de morbimortalidade em cirurgia colorretal

The applicability of POSSUM and P-POSSUM scores as predictors of morbidity and mortality in colorectal surgery

Maria Emília Carvalho-e-Carvalho; Fábio Lopes de-Queiroz; Breno Xaia Martins-da-Costa; Marcelo Giusti Werneck-Côrtes; Vinícius Pires-Rodrigues

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-6; e1347

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OBJETIVO: aplicar os escores POSSUM e P-POSSUM como ferramenta para predizer morbimortalidade em cirurgia colorretal.
MÉTODOS: estudo de coorte prospectivo de 551 pacientes submetidos à cirurgia colorretal em um hospital terciário de referência em cirurgia colorretal no Brasil. Os pacientes foram agrupados em categorias de risco pré-estabelecidas para comparação entre as taxas de morbimortalidade esperada e observada pelo POSSUM e P-POSSUM.
RESULTADOS: na análise de morbidade pelo POSSUM, a morbidade geral esperada foi significativamente maior que a observada (39,2% x 15,6%). O mesmo ocorreu com os pacientes agrupados na categoria II (28,9% x 10,5) e na categoria III (64,6% x 24,5%). Na categoria I, a morbidade esperada e observada foi semelhante (13,7% x 9,1%). Com relação à avaliação da mortalidade, esta foi estatisticamente maior do que a observada, nos pacientes da categoria III, e no total dos pacientes (11,3% x 5,6%). Nas categorias I e II observou-se o mesmo padrão da categoria III, porém sem significância estatística. Ao avaliar a mortalidade pelo escore P-POSSUM, a mortalidade geral esperada e observada foi semelhante (5,8% x 5,6%). Dos 31 pacientes que morreram, 20,2% foram submetidos a procedimentos de urgência e a sepse foi a principal causa.
CONCLUSÃO: o escore P-POSSUM foi uma ferramenta acurada para predizer mortalidade podendo ser utilizado com segurança neste perfil populacional, ao contrário do escore POSSUM.


Palavras-chave: Indicadores de Morbimortalidade. Cirurgia Colorretal. Mortalidade. Morbidade.

Perfil dos pacientes com gangrena de Fournier e sua evolução clínica

Profile of patients with Fournier’s gangrene and their clinical evolution

Djoney Rafael dos-Santos; Ulisses Luiz Tasca Roman; André Pereira Westphalen, TCBC-PR; Keli Lovison; Fernando Antonio C. Spencer Neto, TCBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-5; e1430

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OBJETIVO: analisar o perfil dos pacientes com gangrena de Fournier tratados em um hospital público terciário do oeste do Paraná.
MÉTODOS: estudo transversal, retrospectivo e descritivo de pacientes portadores de gangrena de Fournier atendidos no período de janeiro de 2012 a novembro de 2016.
RESULTADOS: foram tratados 40 pacientes com gangrena de Fournier no período: 29 (72,5%) homens e 11 (27,5%) mulheres. A média de idade foi de 51,7±16,3 anos. A média de tempo de evolução da doença, do sintoma inicial até a internação, foi de 10,5±1,2 dias. Todos os pacientes apresentaram algum sinal clínico como dor, abaulamento, eritema, entre outros, e 38 (95%) tinham comorbidades associadas, sendo as mais comuns diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica. A maioria (30 pacientes -75%) apresentava como etiologia provável abscesso perianal. Todos os pacientes foram submetidos à antibioticoterapia e tratamento cirúrgico com média de 1,8±1,1 cirurgias por paciente. Nove (22,5%) pacientes morreram. Houve forte correlação entre a presença de sepse na admissão e mortalidade.
CONCLUSÃO: pacientes portadores de gangrena de Fournier, nesta casuística, apresentavam longo tempo de doença e elevada prevalência de comorbidades com alto índice de mortalidade.


Palavras-chave: Gangrena de Fournier. Fasciíte Necrosante/epidemiologia.

Balões intragástricos em obesos de alto risco em um centro brasileiro: experiência inicial

Intragastric balloons in high-risk obese patients in a Brazilian center: initial experience

Alana Costa Borges; Paulo César Almeida; Stella M. T. Furlani; Marcelo de Sousa Cury; Shantanu Gaur

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-5; e1448

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OBJETIVO: identificar a eficácia em curto prazo, a tolerância e as complicações em obesos mórbidos de alto risco, tratados com balão intragástrico como ponte para cirurgia.
MÉTODOS: estudo de análise post-hoc em um hospital acadêmico brasileiro durante o período de 2010 a 2014, de 23 pacientes adultos com IMC de 48kg/m2 que receberam um único balão intragástrico de ar ou líquido. Eficácia foi definida como perda de excesso de peso de 10%, e complicações como eventos adversos consequentes ao balão intragástrico diagnosticados após o período acomodativo inicial. Expressaram-se os resultados antropométricos com média ± desvio padrão, comparando os grupos com testes T Pareado / T de Student, quando apropriado, com p<0,05 considerado estatisticamente significante.
RESULTADOS: os balões foram efetivos em 91,3% dos pacientes, permaneceram in situ por em média 5,5 meses e a maioria deles (65,2%) era de ar, com perda média de excesso peso de 23,7kg±9,7 (perda de excesso de peso de 21,7%±8,9) e redução média de IMC de 8,3kg/m2±3,3. As complicações (17,3%) compreenderam desconforto abdominal, deflação do balão e intolerância tardia, sem casos graves. A maioria dos participantes (82,7%) não experimentou efeitos adversos, seus balões intragástricos foram extraídos em tempo, sem intercorrências e 52,2% desses pacientes submeteram-se à cirurgia bariátrica no intervalo de um mês.
CONCLUSÃO: no nosso centro, balões intragástricos podem ser usados com sucesso como procedimento inicial de perda ponderal, com boa tolerância e taxas aceitáveis de complicações.


Palavras-chave: Balão Gástrico. Risco. Obesidade Mórbida. Cirurgia Bariátrica.

Cirurgia de controle de danos: estamos perdendo controle das indicações?

Damage control surgery: are we losing control over indications?

Silvânia Klug Pimentel, TCBC-PR; Tulio Rucinski; Melina Paula de Araújo Meskau; Guilherme Pasquini Cavassin, AcCBC-PR; Nathan Harmuch Kohl

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-6; e1474

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OBJETIVO: analisar as indicações subjetivas, por parte do cirurgião, para cirurgia de controle de danos, correlacionando com dados objetivos sobre o estado fisiológico do paciente, no momento em que a cirurgia foi escolhida.
MÉTODOS: estudo prospectivo realizado entre janeiro de 2016 e fevereiro de 2017, de 46 pacientes vítimas de traumas e submetidos à cirurgia de controle de danos. Após cada cirurgia era aplicado um questionário ao cirurgião responsável, abordando as motivações para a escolha do procedimento. Foram coletados dados nos prontuários para avaliar as condições hemodinâmicas, pressão arterial sistólica e frequência cardíaca na chegada ao pronto socorro (choque grau III ou IV na chegada ao pronto socorro justificaria parcialmente a escolha). Elevação do nível sérico de lactato, tempo de protrombina alargado e pH abaixo de 7,2 foram usados como indicadores laboratoriais de pior prognóstico, corroborando objetivamente com a escolha subjetiva pela cirurgia de controle de danos.
RESULTADOS: as principais indicações para cirurgia de controle de danos foram instabilidade hemodinâmica (47,8%) e lesões de alta complexidade (30,4%). Alterações hemodinâmicas e laboratoriais corroboraram a escolha em 65,2% dos pacientes, independente do momento; 23,9% apresentaram alterações hemodinâmicas compatíveis com choque grau III e IV, porém sem alterações laboratoriais; 4,3% apresentavam somente as alterações laboratoriais e 6,5% estavam sem alteração alguma.
CONCLUSÃO: na maioria dos casos optou-se precocemente pela cirurgia de controle de danos, baseando-se principalmente no estado hemodinâmico e gravidade das lesões, sendo que em 65,2% a decisão foi compatível com alterações de dados objetivos do estado hemodinâmico e laboratoriais.


Palavras-chave: Centros de Traumatologia. Cirurgia Geral. Cuidados de Suporte Avançado de Vida no Trauma. Ferimentos e Lesões. Laparotomia

O papel da tomografia no trauma abdominal penetrante

The role of computerized tomography in penetrating abdominal trauma

Eduardo Lopes Martins Filho; Melissa Mello Mazepa; Camila Roginski Guetter, AcCBC-PR; Silvânia Klug Pimentel, TCBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-7; e1348

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OBJETIVO: avaliar o papel da tomografia computadorizada de abdome no manejo do trauma abdominal penetrante.
MÉTODOS: estudo de coorte histórico de pacientes tratados por trauma penetrante em abdome anterior, dorso ou transição tóraco-abdominal que realizaram tomografia computadorizada à admissão. Avaliou-se a localização do ferimento e a presença de achados tomográficos, e o manejo desses pacientes quanto ao tratamento não operatório ou laparotomia. A sensibilidade e especificidade da tomografia computadorizada foram calculadas de acordo com a evolução do tratamento não operatório ou com os achados cirúrgicos.
RESULTADOS: foram selecionados 61 pacientes, 31 com trauma em abdome anterior e 30 em dorso ou transição tóraco-abdominal. A taxa de mortalidade foi de 6,5% (n=4), todos no pós-operatório tardio. Onze pacientes com trauma em abdome anterior foram submetidos a tratamento não operatório e 20 à laparotomia. Dos 30 pacientes com trauma em dorso ou transição tóraco-abdominal, 23 realizaram tratamento não operatório e sete foram submetidos à laparotomia. Houve três falhas do tratamento não operatório. Em traumas penetrantes do abdome anterior, a sensibilidade da TC foi de 94,1% e o valor preditivo negativo, 93,3%. Em lesões de dorso ou transição tóraco-abdominal, a sensibilidade foi de 90%, e o valor preditivo negativo foi de 95,5%. Em ambos os grupos, a especificidade e o valor preditivo positivo foram de 100%.
CONCLUSÃO: a acurácia da tomografia computadorizada foi adequada para direcionar o manejo de pacientes estáveis que puderam ser tratados de forma conservadora, evitando cirurgia mandatória em 34 pacientes e reduzindo a morbimortalidade de laparotomias não terapêuticas.


Palavras-chave: Tomografia. Traumatismos Abdominais. Sensibilidade e Especificidade. Tratamento Conservador. Traumatismo Múltiplo.

Avaliação de treinamento básico em ultrassom na triagem inicial do trauma abdominal

Basic ultrasound training assessment in the initial abdominal trauma screening

Luan Geraldo Ocaña Oliveira; Debora Tagliari; Mariana Juliato Becker; Thiago Adame; José Cruvinel Neto, TCBC-SP; Fernando Antônio Campelo Spencer Netto, TCBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-6; e1556

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OBJETIVO: verificar a eficiência e a utilidade do treinamento básico em ultrassom no trauma (Focused Assessment with Sonography in Trauma - FAST) para emergencistas, na avaliação primária do trauma abdominal.
MÉTODOS: estudo longitudinal, observacional, realizado durante o período de 2015 a 2017, com 11 emergencistas do Hospital Universitário do Oeste do Paraná, submetidos ao treinamento em ultrassom na emergência e trauma (USET® - SBAIT). Resultados dos FAST começaram ser coletados dois meses após o curso. Estes foram comparados com escore composto de exames complementares e achados cirúrgicos. Informações foram armazenadas em banco de dados do programa Microsoft Excel® e submetidas à análise estatística.
RESULTADOS: foram realizados FAST em 120 pacientes. No estudo, 38,4% dos pacientes avaliados apresentavam índice de choque ≥0,9. O escore composto detectou 40 pacientes com líquido livre peritoneal. FAST detectou 27 casos de líquido livre peritoneal. A sensibilidade do método foi de 67,5%, a especificidade de 98,7%, o valor preditivo positivo de 96,4%, o valor preditivo negativo de 85,39% e a acurácia foi de 88%. Todos que tiveram FAST positivo apresentavam índice de choque ≥0,9. Quinze pacientes com FAST positivo e sinais de instabilidade foram conduzidos imediatamente para cirurgia.
CONCLUSÕES: o treinamento básico de emergencistas em FAST demonstrou eficiência e utilidade na avaliação do trauma abdominal. Por seu baixo custo e facilidade de implantação, esta modalidade deve ser considerada como estratégia de triagem de pacientes com trauma abdominal nos sistemas de saúde.


Palavras-chave: Ultrassonografia. Capacitação/ultrassom. Traumatismo Múltiplo. Traumatismos Abdominais. Sistemas Automatizados de Assistência Junto ao Leito. Cuidados de Suporte Avançado de Vida no Trauma.

Reconstrução escrotal com retalho fasciocutâneo superomedial da coxa

Scrotal reconstruction with superomedial fasciocutaneous thigh flap

Daniel Francisco Mello, TCBC-SP; Americo Helene Júnior

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-6; e1389

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OBJETIVO: descrever a utilização do retalho fasciocutâneo superomedial da coxa para a reconstrução escrotal em áreas cruentas secundárias ao tratamento cirúrgico da fasceíte necrosante do períneo (gangrena de Fournier).
MÉTODOS: análise retrospectiva de casos atendidos no Serviço de Cirurgia Plástica da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, no período de 2009 a 2015.
RESULTADOS: quinze pacientes foram submetidos à reconstrução escrotal utilizando o retalho proposto. A média de idade foi de 48,9 anos (28 a 66). A estimativa de perda cutânea da região escrotal variou de 60 a 100 %. A reconstrução definitiva foi realizada em média 30,6 dias (22 a 44) após o tratamento cirúrgico inicial. O tempo cirúrgico médio foi de 76 minutos (65 a 90) para a realização dos retalhos, bilaterais em todos os casos. O tamanho dos retalhos variou de 10cm a 13cm no sentido longitudinal por 8cm a 10cm no sentido transverso. O índice de complicações observado foi de 26,6% (quatro casos), referentes à ocorrência de deiscências segmentares e parciais.
CONCLUSÃO: o retalho fasciocutâneo superomedial da coxa é uma opção confiável e versátil para a reconstrução de áreas cruentas na região escrotal, apresentando resultados estéticos e funcionais adequados.


Palavras-chave: Escroto. Pele. Ferimentos e Lesões. Técnicas de Fechamento de Ferimentos. Gangrena de Fournier

Comparação entre diferentes métodos de escolha de volume de implantes mamários e o grau de satisfação pós-operatório

Comparison between different methods of breast implant volume choice and degree of postoperative satisfaction

Rafael Daibert de Souza Motta; Ana Claudia Weck Roxo; Fabio Xerfan Nahas; Fernando Serra-Guimarães

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-7; e1345

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OBJETIVOS: avaliar o grau de satisfação de pacientes submetidas à mamoplastia de aumento e comparar três métodos diferentes, fáceis, baratos e universais, de escolha pré-operatória de volume de implante mamário.
MÉTODOS: estudo prospectivo, realizado no Hospital Universitário Pedro Ernesto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em 94 mulheres naturais do Rio de Janeiro, com idades entre 18 e 49 anos, e submetidas à cirurgia de mamoplastia de aumento com implante, por hipomastia. Todos os implantes eram texturizados, com base redonda e projeção alta e foram introduzidos na loja retroglandular, por via inframamária. As pacientes foram divididas em três grupos: Controle, Silicone e MamaSize®, com 44, 25 e 25 pacientes, respectivamente. Foram realizados questionários de satisfação nos períodos pré e pós-operatórios pelo mesmo avaliador, através de escala analógico-visual, em que 0 significava muito insatisfeita e 100 significava muito satisfeita para as quatro variáveis: forma, tamanho, simetria e consistência. No período pós-operatório avaliou-se também o grau de satisfação com a cicatriz cirúrgica.
RESULTADO: quando comparados os graus de satisfação do pré-operatório com os do pós-operatório, houve diferença em todas as variáveis dos três grupos, com significância estatística. Entretanto, quando comparados os dados dos pós-operatórios entre si, não houve diferença significativa. O grau de satisfação com a cicatriz cirúrgica foi elevado.
CONCLUSÃO:
a mamoplastia de aumento com implante teve um grande índice de satisfação entre as pacientes. No entanto, não houve diferença no grau de satisfação no período pós-operatório entre as três metodologias de mensuração de volume mamário.


Palavras-chave: Mamoplastia. Satisfação do Paciente. Cirurgia Plástica. Implantes de Mama. Percepção de Tamanho.

Transplante de tecido ovariano criopreservado e restauração do metabolismo ósseo em ratas castradas

Criopreserved ovarian tissue transplantation and bone restoration metabolism in castrated rats

Lígia Helena Ferreira Melo e Silva; João Marcos de Meneses e Silva; Mahmoud Salama; Luiz Gonzaga Porto Pinheiro, ECBC-CE; Franciele Osmarini Lunardi; Paulo Goberlânio Barros da Silva; Carlos Gustavo Hirth; Igor Freitas de Lucena; Glauco Jorge da Costa Gomes; José Alberto Dias Leite

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-11; e-1577

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OBJETIVOS: avaliar os níveis de estradiol e os efeitos do autotransplante de tecido ovariano aquecido, após vitrificação, no metabolismo ósseo de ratas previamente ooforectomizadas bilateralmente.
MÉTODOS: trabalho experimental com 27 ratas com idades entre 11 e 12 semanas e pesando 200g a 300g, submetidas à ooforectomia bilateral e criopreservação de tecido ovariano para posterior reimplante. Os animais foram divididos em dois grupos, A e B, com oito e 19 ratas, respectivamente. O autotransplante ocorreu em dois períodos de acordo com o tempo de castração: após uma semana, no grupo A, e após um mês no grupo B. Mensurações de estradiol sérico e análise histológica de ovário e tíbia foram feitos antes e após o período de ooforectomia (precoce ou tardio) e um mês após o reimplante.
RESULTADOS: nos grupos A e B, as espessuras corticais médias da tíbia foram 0,463±0,14mm (média±DP) na linha de base, 0,360±0,14mm após ooforectomia e 0,445±0,17mm em um mês após o reimplante (p<0,005). As médias trabeculares foram 0,050±0,08mm (média±DP) na linha de base, 0,022±0,08mm após ooforectomia e 0,049±0,032mm em um mês após o reimplante (p<0,005). Não houve diferença estatística entre a variação do estradiol entre os dois grupos de estudo (p=0,819).
CONCLUSÃO: o transplante de tecido ovariano criopreservado restabeleceu os parâmetros ósseos, e estes resultados sugerem que a reimplantação ovariana em mulheres pode apresentar os mesmos efeitos benéficos sobre o metabolismo ósseo.


Palavras-chave: Menopausa. Osteoporose Pós-Menopausa. Estrogênios. Insuficiência Ovariana Primária.

Estudo comparativo da resposta inflamatória sistêmica no pós-operatório precoce entre pacientes idosos e não idosos submetidos à colecistectomia vídeo-laparoscópica

Comparative study of systemic early postoperative inflammatory response among elderly and non-elderly patients undergoing laparoscopic cholecystectomy

Luciana Fialho; José Antonio Cunha-e-Silva; Antonio Felipe Santa-Maria, TCBC-RJ; Fernando Athayde Madureira; Antonio Carlos Iglesias, TCBC-RJ

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-7; e1586

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OBJETIVO: avaliar e comparar a resposta inflamatória sistêmica no pós-operatório precoce de pacientes idosos e não idosos submetidos à colecistectomia vídeo-laparoscópica, realizando, sobretudo, análise quantitativa de interleucina-6 (IL-6), que representa um marcador de atividade inflamatória sistêmica.
MÉTODOS: estudo de série de casos, comparativo, realizado num período de seis meses, no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, envolvendo 60 pacientes com indicação de colecistectomia laparoscópica eletiva. Amostragem não probabilística por conveniência foi utilizada, selecionando, a partir dos critérios de inclusão, os primeiros 30 pacientes com idades entre 18 e 60 anos, que compuseram o grupo I e os 30 pacientes com idade igual ou maior que 60 anos, que formaram o grupo II.
RESULTADOS: os 60 pacientes envolvidos foram acompanhados por no mínimo 30 dias após o término da cirurgia e não houve complicações. Não houve conversão para cirurgia aberta. Os valores das medianas encontrados nas dosagens da IL-6, nos grupos I e II, para cada momento analisado (pré-operatório, três horas após e 24 horas após) foram, respectivamente: 3,1 x 4,7 pg/ml no pré-operatório, 7,3 x 14,1 pg/ml após três horas do procedimento e 4,4 x 13,3 pg/ml na 24ª hora do pós-operatório.
CONCLUSÃO: pacientes idosos responderam de forma mais exacerbada ao trauma cirúrgico e apresentaram elevação dos níveis de IL-6 por um período maior do que o grupo de não idosos.


Palavras-chave: Colecistectomia Laparoscópica. Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica. Interleucina-6.

Artigo de Revisão

Oclusão ressuscitativa por meio de balão endovascular da aorta (REBOA): revisão atualizada

Resuscitative endovascular balloon occlusion of the aorta (REBOA): an updated review

Marcelo Augusto Fontenelle Ribeiro Júnior, TCBC-SP; Megan Brenner; Alexander T. M. Nguyen; Célia Y. D. Feng; Raíssa Reis de-Moura; Vinicius C. Rodrigues; Renata L. Prado

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-9; e1709

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Em um cenário atual onde a lesão traumática e suas consequências representam 9% das causas de morte no mundo, o manejo da hemorragia não compressível do tronco pode ser problemático. Com a melhoria da medicina, a abordagem desses pacientes deve ser precisa e imediata, para que as consequências possam ser mínimas. Portanto, visando o método ideal de manejo, estudos levaram ao desenvolvimento da técnica de oclusão ressuscitativa por balão endovascular da aorta (Resuscitative Endovascular Balloon Occlusion of the Aorta – REBOA). Este procedimento foi utilizado em centros de trauma selecionados como um complemento durante a reanimação para pacientes vítimas de trauma com hemorragia não compressível do tronco. Embora o uso dessa técnica esteja aumentando, sua eficácia ainda não é clara. Este artigo objetiva, por meio de uma revisão detalhada, trazer uma visão atualizada sobre este procedimento, sua técnica, variações, benefícios, limitações e futuro.


Palavras-chave: Radiologia Intervencionista. Traumatismo Múltiplo. Abdome. Choque Hemorrágico.

Ensino

A experiência de uma Liga Acadêmica: impacto positivo no conhecimento sobre trauma e emergência

The experience of an Academic League: the positive impact on knowledge about trauma and emergency

Luciana Thurler Tedeschi; Luiz Paulo Junqueira Rigolon; Flávio de Oliveira Mendes; Marianna Martini Fischmann; Isabella de Almeida Klein; Valéria Troncoso Baltar

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-8; e1482

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OBJETIVO: avaliar o crescimento do conhecimento dos integrantes da Liga de Trauma, Reanimação e Emergência em comparação com um grupo não participante, de características semelhantes, na Universidade Federal Fluminense.
MÉTODOS: foram avaliados 50 ligantes e 50 não ligantes (grupo controle), através de questionários aplicados no início e no fim de um ano letivo. Foi utilizado um modelo linear generalizado, com efeito de interação entre grupos e provas (comparações múltiplas com correção de Bonferroni). Foram incluídas como variáveis de controle: sexo, período, idade e realização de algum outro curso sobre tema similar.
RESULTADOS: observou-se um incremento de 22 pontos percentuais (p<0,001) para o grupo com mais de 75% de presença na Liga em comparação aos oito pontos do grupo controle (p<0,05). Não houve crescimento com significância estatística para o grupo com menos de 75% de presença.
CONCLUSÃO: o crescimento de conhecimento foi significativamente maior no grupo assiduamente participante da Liga, o que reforça sua importância na complementação do conteúdo tradicional dos cursos de medicina.


Palavras-chave: Ensino. Educação Médica. Estudantes de Medicina. Emergências. Traumatologia.

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