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CBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

Ano 2018 - Volume 45 Número 3
Maio / Junho


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Artigo Original

Tratamento cirúrgico de hidradenite supurativa - acne inversa: ressecção radical e cobertura local - análise de resultados

Radical resection and local coverage of hidradenitis suppurativa - acne inversa: analysis of results

Rogério Rafael da Silva Mendes; Rafael Ferreira Zatz; Miguel Luiz Antonio Modolin, ECBC-SP; Fábio de Freitas Busnardo; Rolf Gemperli, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-9; e1719

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OBJETIVO: avaliar o desfecho primário de complicações locais e de recidiva tardia em pacientes com diagnóstico de hidradenite supurativa submetidos à ressecção radical e reconstrução específica.
MÉTODOS: análise retrospectiva baseada nos prontuários dos pacientes atendidos pelo serviço universitário de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, entre 2010 a 2016. Foram incluídos apenas pacientes submetidos à ressecções radicais de hidradenite supurativa em grau avançado, submetidos à reconstrução através de fechamento primário, enxertos ou retalhos.
RESULTADOS: foram analisadas 34 lesões, das quais 64,5% apresentaram complicações locais, porém com 73,5% de cicatrização eficiente após 12 semanas de pós-operatório. Recidiva tardia foi observada em 47%, porém, isoladamente, 22,2% das lesões reconstruídas com retalhos locorregionais apresentaram recidiva tardia após um ano.
CONCLUSÃO: a estratégia de ressecção ampla e radical da doença associada à cobertura da ferida com retalho locorregional (pediculado ou perfurante) demonstrou ser o melhor manejo em termos de resultados tardios.


Palavras-chave: Hidradenite Supurativa. Retalhos Cirúrgicos. Foliculite. Fístula Cutânea. Anormalidades da Pele. Reconstrução.

Avaliação do adesivo de nicotina no controle da dor em pacientes submetidos à colecistectomia videolaparoscópica

Evaluation of nicotine patch in pain control of patients undergoing laparoscopic cholecystectomy

Euclides Dias Martins Filho, TCBC-PE; César Freire de Melo Vasconcelos; Fernando de Santa Cruz Oliveira; Adriano da Fonseca Pereira; Álvaro Antônio Bandeira Ferraz, TCBC-PE

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-12; e1756

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OBJETIVO: analisar os efeitos do adesivo de nicotina sobre o controle da dor, ocorrência de náuseas e suas repercussões hemodinâmicas em cirurgias de colecistectomia videolaparoscópica.
MÉTODOS: estudo analítico, do tipo ensaio clínico, prospectivo, randomizado e triplo-cego realizado entre janeiro e julho de 2017. A amostra foi composta de 17 pacientes em pós-operatório de colecistectomia videolaparoscópica para tratamento de colelitíase. Nove pacientes fizeram uso do adesivo com nicotina e oito de adesivo placebo. As variáveis estudadas foram: dor, náusea, satisfação do paciente, pressão arterial, frequência cardíaca, oximetria e resgate de morfina.
RESULTADOS: levando em consideração os parâmetros dor e náuseas, não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p>0,05). Ainda, a avaliação da medicação de resgate, tanto opioide como procinéticos, também não evidenciou diferença estatística relevante entre os grupos. Dentre os parâmetros hemodinâmicos, só houve diferença estatística nas análises da saturação de oxigênio e da pressão arterial sistólica (PAS) seis horas após a cirurgia: a média da saturação de oxigênio foi maior no grupo Teste (97,89 x 95,88) e a média da PAS foi maior no grupo Controle (123,89 x 110,0).
CONCLUSÃO: apesar dos níveis de dor terem sido menores para nicotina no intervalo de 24 horas, a ação da nicotina e a necessidade de opioide de resgate no controle da dor não foram estatisticamente significantes entre os grupos e intervalos de tempo estudados. Não houve repercussão clínica nos parâmetros hemodinâmicos.


Palavras-chave: Nicotina. Dor. Colecistectomia Laparoscópica. Náusea.

Endometriose umbilical primária

Primary umbilical endometriosis

Paulo Vicente dos Santos Filho, TCBC-SE; Marcelo Protásio dos Santos; Samanta Castro; Valdinaldo Aragão de Melo, ECBC-SE

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-7; e1746

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OBJETIVO: relatar as características, evolução e desfecho de pacientes portadoras de endometriose umbilical primária.
MÉTODOS: estudo observacional e descritivo de pacientes portadoras de endometriose umbilical primária diagnosticada entre 2014 e 2017. As variáveis clínicas avaliadas foram: idade, quadro clínico, características das lesões, métodos diagnósticos, tratamento e recidiva.
RESULTADOS: seis pacientes com diagnóstico de endometriose umbilical primária, com idades entre 28 e 45 anos foram operadas no período do estudo. Elas apresentavam lesões que variavam de 1,0cm a 2,5cm de diâmetro, de cor violácea em cinco pacientes e eritemato-violácea em uma. O tempo de duração dos sintomas até o diagnóstico variou de um a três anos e em todos os casos estudados o diagnóstico foi feito por meio das manifestações clínicas e confirmado por meio da análise histopatológica. Nenhum caso foi associado com alterações neoplásicas. Todas as pacientes avaliadas apresentavam como manifestação clínica dor e sangramento umbilical no período menstrual.
CONCLUSÃO: a endometriose umbilical é uma doença pouco frequente e deve ser incluída no diagnostico diferencial de mulheres como nódulo umbilical. O tratamento de eleição é a exérese total da lesão.


Palavras-chave: Endometriose/cirurgia. Umbigo. Cirurgia Geral.

Expressão do receptor do fator de crescimento epitelial (EGFR) em colangiocarcinomas: fatores preditivos e sobrevida

Expression of epidermal growth factor receptor (EGFR) in cholangiocarcinomas: predictive factors and survival

Rodrigo Vieira Gomes; Michele Ângela Rodrigues; João Bernardo Sancio Rocha Rodrigues, ACBC-MG; Paula Teixeira Vidigal; Karine Araújo Damasceno; Henrique Araújo Lima; Dawidson Assis Gomes; Carla Jorge Machado; Vivian Resende, TCBC-MG

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-9; e1826

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OBJETIVO: avaliar a expressão do receptor do fator de crescimento epitelial (EGFR) por meio de imuno-histoquímica, e verificar sua associação com fatores prognósticos e com a sobrevida dos pacientes operados por colangiocarcinoma.
MÉTODOS: a expressão imunohistoquímica de EGFR foi verificada em 35 peças cirúrgicas de colangiocarcinomas (CCA). Curvas de sobrevida foram obtidas pelo método de Kaplan-Meier.
RESULTADOS: expressão significativa de EGFR foi encontrada em dez (28,6%) de 35 CCA, oito com escore 3 e dois com escore 2. Estágios avançados (III e IV) apresentaram maior expressão de EGFR (p=0,07). As características clínicas que mais estiveram associadas com a expressão positiva de EGFR foram o sexo feminino (p=0,06) e ausência de comorbidades (p=0,06). A sobrevida global aos 12, 24, 36 e 48 meses foi de 100%, 82,5%, 59% e 44,2%, respectivamente. A sobrevida de pacientes EGFR positivos aos 12, 24, 36 e 48 meses foi de 100%, 75%, 50% e 0%, enquanto que para EGFR negativos foi de 100%, 87,5%, 65,6% e 65,6%, respectivamente.
CONCLUSÃO: a expressão do EGFR ocorreu em 28,6% dos casos estudados e esteve associada a menor sobrevida.


Palavras-chave: Colangiocarcinoma. Genes erbB-1. Prognóstico. Análise de Sobrevida.

Cisto de colédoco na população pediátrica: experiência de 13 procedimentos laparoscópicos em dois anos de uma única instituição

Choledochal cyst in the pediatric population: experience of 13 laparoscopic procedures in two years at a single institution

Carolina Talini; Bruna Cecília Neves de-Carvalho; Letícia Alves Antunes; Claudio Schulz; Cesar Cavalli Sabbaga; Sylvio Gilberto Andrade Avilla; João Carlos Garbers; Luiz Roberto Farion de-Aguiar; Leila Grisa Telles; Giovana Camargo de-Almeida; Fernando Antonio Bersani Amado; Elisangela de Mattos e-Silva, ACBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-6; e1854

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OBJETIVO: descrever os primeiros 13 casos de correção laparoscópica de cisto do ducto biliar comum no Hospital Pequeno Príncipe, Curitiba, Paraná, Brasil.
MÉTODOS: análise retrospectiva dos registros médicos em prontuário dos casos de cisto de colédoco operados por via laparoscópica entre março de 2014 e setembro de 2016.
RESULTADOS: dos 13 pacientes, oito eram do sexo feminino e a média de idade na ocasião da cirurgia foi de 7,8 anos. O sintoma mais comum foi dor abdominal. A anastomose hepático-duodenal foi a técnica de reconstrução mais utilizada, em 84,6% dos casos. Não houve conversão para laparotomia ou complicações intraoperatórias. Apenas um paciente apresentou fístula da anastomose e foi reoperado por laparotomia. Todos permanecem em acompanhamento ambulatorial, com tempo de seguimento médio de 16 meses, assintomáticos e não apresentaram episódio de colangite após a cirurgia.
CONCLUSÃO: a laparoscopia é um método seguro para correção dos cistos de colédoco, mesmo em crianças mais jovens, com baixas taxas de complicações e baixas taxas de conversão para cirurgia aberta quando realizada por cirurgiões com bom treinamento.


Palavras-chave: Pediatria. Cisto do Colédoco. Laparoscopia. Anastomose em-Y de Roux. Anastomose Cirúrgica.

Metástases pulmonares em crianças: estamos operando desnecessariamente?

Pulmonary metastases in children: are we operating unnecessarily?

Andrey Kaliff Pontes; Fabio Mendes Botelho Filho, ASCBC-MG; Marcelo Eller Miranda; Karla Emília de Sá Rodrigues; Bernardo Almeida Campos; Paulo Custódio Furtado Cruzeiro; Clecio Picarro; Edson Samesima Tatsuo; Diogo Ramalho Tavares Marinho; Thiago Luiz do Nascimento Lazaroni; Renan Farias Rolim Viana; Ricardo de Mattos Paixão

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-6; e1129

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OBJETIVO: determinar, em pacientes pediátricos portadores de neoplasias malignas, as características de nódulos pulmonares identificados à tomografia computadorizada, capazes de diferenciar nódulos benignos de metástases.
MÉTODOS: estudo retrospectivo de pacientes submetidos a ressecções pulmonares de nódulos diagnosticados como metástases em um período de sete anos. Achados de tomografia e da cirurgia, assim como resultados dos exames anatomopatológicos foram comparados.
RESULTADOS: nove pacientes, submetidos a 11 intervenções cirúrgicas, foram estudados. Entre as variáveis estudadas, apenas o tamanho do nódulo, maior do que 12,5mm provou ser estatisticamente significante para predizer malignidade.
CONCLUSÃO: esse estudo sugere que, entre as características tomográficas de nódulos pulmonares de crianças portadoras de neoplasias malignas, apenas o tamanho da lesão foi preditor de malignidade.


Palavras-chave: Neoplasias Pulmonares. Metástase Neoplásica/diagnóstico por imagem. Osteossarcoma. Tomografia Computadorizada por Raios X. Toracotomia. Criança.

Avaliação da qualidade de vida, perda de peso e comorbidades de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica

Evaluation of quality of life, weight loss and comorbidities of patients undergoing bariatric surgery

Christiane Ramos Castanha; Álvaro Antônio Bandeira Ferraz, TCBC-PE; Alessandra Ramos Castanha; Giselle de Queiroz Menezes Batista Belo; Rosana Maria Resende Lacerda; Lúcio Vilar

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-9; e1864

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OBJETIVO: mensurar a eficácia da perda de peso, analisar a evolução de comorbidades, investigar a qualidade de vida e avaliar o protocolo BAROS (Bariatric Analysis and Reporting Outcome System) no pós-operatório de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica.
MÉTODOS: estudo transversal e quantitativo, com força de verdade de 95% (P=0,05), de 103 pacientes submetidos à Gastrectomia Vertical SLEEVE (40) e à Derivação Gástrica em Y de Roux (63), a partir de quatro meses de pós-operatório. A pesquisa foi realizada no Ambulatório de Cirurgia Geral do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, tendo sido utilizado o protocolo BAROS.
RESULTADOS: a maioria dos pacientes era do sexo feminino (89,3%). A média de idade foi de 44,23 anos. A média de perda percentual do excesso de peso foi de 69,35%. A média de tempo de seguimento pós-cirúrgico foi de 41,87 meses (±37,35). As comorbidades com maior percentagem de resolução foram: apneia do sono (90,2%), diabetes (80,7%) e hipertensão (70,8%). As complicações mais frequentes foram queda de cabelo (79,6%), deficiência nutricional (37,9%) e anemia (35%). O protocolo BAROS demonstrou que a qualidade de vida foi avaliada de forma positiva em 93,2% dos casos. O questionário Moorehead-Ardelt demonstrou que a qualidade de vida "melhorou" ou "melhorou muito" para 94,1% dos pacientes.
CONCLUSÃO: a cirurgia bariátrica demonstrou ser um procedimento eficaz no tratamento da obesidade mórbida e no controle das comorbidades. A análise da qualidade de vida foi avaliada de forma positiva através do protocolo BAROS.


Palavras-chave: Cirurgia Bariátrica. Comorbidade. Obesidade. Perda de Peso. Qualidade de Vida.

Síndrome compartimental abdominal: análise do conhecimento da equipe médica de um Hospital Universitário de Curitiba

Abdominal compartment syndrome: knowledge of the medical staff of a University Hospital in Curitiba

Luiz Carlos Von Bahten, TCBC-PR; Paulo Afonso Lopes Lange; Renan Fernando Ferreira Alves; Herick Muniz Nequer Soares; Thiago Magalhães de Souza; Aline Cadena Von Bahten, ACBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-8; e1884

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OBJETIVO: identificar o conhecimento dos médicos com relação à hipertensão intra-abdominal e síndrome compartimental abdominal e compará-lo com a conduta estabelecida na literatura.
MÉTODOS: estudo quantitativo descritivo, observacional, transversal. Foram entrevistados 38 médicos por meio de um questionário auto-aplicado composto por perguntas objetivas. O estudo foi realizado em um hospital universitário, de referência terciária, localizado em Curitiba, Paraná.
RESULTADOS: a média de idade dos participantes foi de 28 anos, 60,5% era do sexo feminino e o tempo médio de experiência médica foi de 3,5 anos. Em relação ao conhecimento sobre o tema, 57,9% considerou que a síndrome compartimental abdominal se inicia com a hipertensão intra-abdominal grau III, 50% considerou a pressão de perfusão abdominal o método mais fidedigno para determinar hipertensão intra-abdominal, 89,4% considerou a técnica de aferição intravesical como a mais utilizada, 71,1% considerou a oligúria o sinal precoce de síndrome compartimental abdominal. Não mensurou a pressão intra-abdominal 81,6% dos entrevistados, por não haver protocolo definido pelo serviço. Setenta e nove por cento dos entrevistados afirmou não conhecer as definições do consenso do World Society of the Abdominal Compartment Syndrome (WSACS).
CONCLUSÃO: metade dos médicos foi capaz de classificar hipertensão intra-abdominal e indicar o início de um quadro de síndrome compartimental abdominal corretamente.


Palavras-chave: Hipertensão Intra-Abdominal. Educação Médica Continuada. Medicina de Emergência.

Cirurgia bariátrica robótico-assistida: análise de série de casos e comparação com via laparoscópica

Robotic-assisted bariatric surgery: case series analysis and comparison with the laparoscopic approach

Alexandre Amado Elias, TCBC-SP; Marcelo Roque-de-Oliveira; Josemberg Marins Campos, TCBC-PE; Walter Takeiti Sasake; Álvaro Antônio Bandeira, TCBC-PE; Lyz Bezerra Silva; Brenda Ferreira; Renato Massaru Ito; Henrique Yoshio Shirozaki; Fernanda Antico Benetti; Laércio da Silva Paiva; Arthur Belarmino Garrido Júnior, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-9; e1806

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OBJETIVO: relatar uma série de casos de cirurgia bariátrica robótica no tratamento da obesidade no Brasil.
MÉTODOS: foram avaliados pacientes submetidos à cirurgia bariátrica robótica no Instituto Garrido, e realizada comparação com grupo submetido à cirurgia laparoscópica convencional.
RESULTADOS: foram analisados 45 pacientes, com média de idade de 39,44 anos, sendo 34 do sexo feminino, com média de IMC inicial de 41,26Kg/m2. Dentre as cirurgias realizadas, 91,11% foram bypass gástrico em Y de Roux, enquanto 8,89% foram do tipo gastrectomia vertical. A média de tempo total de cirurgia foi de 158 (±56,54) minutos, com tempo médio de docking de 7,93 (±3,9) minutos e tempo de console 113,0 (±41,4) minutos. A média de dor apresentada na recuperação pós-anestésica foi de 2,61 (±3,30) pontos, em escala de 0 a 10, com quatro pacientes apresentando sinais leves de náusea, respondendo bem ao tratamento medicamentoso. Somente um paciente necessitou internação em UTI por um período de dois dias após a cirurgia, devido à cardiopatia prévia. Em dois casos ocorreram hérnia incisional em sítio de trocater, tratados cirurgicamente, sem posteriores complicações. Na comparação entre os grupos de cirurgia robótica versus laparoscópica, foram selecionados 45 pacientes para cada grupo. O tempo operatório foi significativamente mais longo na via robótica, sendo a maior parte das outras variáveis equivalentes, inclusive controle pós-operatório de comorbidades.
CONCLUSÃO: a cirurgia bariátrica robótica é um procedimento seguro, com resultados comparáveis à cirurgia laparoscópica.


Palavras-chave: Obesidade. Gastroplastia. Robótica. Cirurgia Bariátrica.

Tamponamento cardíaco por cateter central de inserção periférica em prematuros: papel da ultrassonografia à beira do leito e abordagem terapêutica

Cardiac tamponade by peripherally inserted central catheter in preterm infants: role of bedside ultrasonography and therapeutic approach

Livia Lopes Barreiros; FiLipe Moreira de Andrade, TCBC-MG; Ronaldo Afonso Torres; Lucas Vilas Boas Magalhães; Bruno dos Santos Farnetano; Rossano Kepler Alvim Fiorelli, TCBC-RJ

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-7; e1818

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OBJETIVO: determinar a incidência de derrame pericárdico com tamponamento cardíaco em recém-natos prematuros em uma unidade de terapia intensiva pediátrica, com ênfase na relação entre o derrame pericárdico e a inserção de cateter central de inserção periférica, e avaliar o papel da ultrassonografia à beira do leito na abordagem desses casos.
MÉTODOS: análise retrospectiva dos pacientes internados em unidade de terapia intensiva pediátrica, entre julho de 2014 e dezembro de 2016, que apresentaram derrame pericárdico com repercussão hemodinâmica, avaliados por ultrassonografia.
RESULTADOS: foram estudados 426 pacientes admitidos na unidade neonatal de cinco leitos, com realização 285 ultrassonografias à beira do leito. Foram encontrados seis casos de derrame pericárdico, sendo quatro casos com choque obstrutivo e necessidade de realização de drenagem pericárdica, sem mortalidade relacionada ao procedimento e com melhora hemodinâmica em todos os pacientes após o procedimento. A incidência de derrame pericárdico foi de 2,4 casos por ano.
CONCLUSÃO: a incidência de derrame pericárdico é baixa em neonatos, porém o diagnóstico precoce é fundamental devido à alta morbimortalidade, especialmente nos casos de instalação abrupta. Todos os casos foram diagnosticados pela ultrassonografia à beira do leito, demonstrando sua importância no rastreio desses casos, especialmente em nos quadros de choque de etiologia incerta e neonatos com instabilidade hemodinâmica de início súbito que estão em uso de acesso venoso central.


Palavras-chave: Derrame Pericárdico. Tamponamento Cardíaco. Recém-Nascido Prematuro. Unidades de Terapia Intensiva Neonatal.

Avaliação e classificação da disfagia pós-extubação em pacientes críticos

Evaluation and classification of post-extubation dysphagia in critically ill patients

Fernanda Chiarion Sassi; Gisele Chagas de Medeiros; Lucas Santos Zambon; Bruno Zilberstein, ECBC-SP; Claudia Regina Furquim de Andrade

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-9; e1687

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OBJETIVO: identificar os fatores associados à disfagia em pacientes submetidos à intubação orotraqueal prolongada (IOTp) e as consequências pós-extubação.
MÉTODOS: participaram do estudo 150 pacientes submetidos à IOTp, avaliados segundo o nível funcional da deglutição (American Speech Language - Hearing Association National Outcome Measurement System - ASHA NOMS), a determinação da gravidade (The Simplified Acute Physiology Score - SOFA) e a coleta das seguintes variáveis: idade, mortalidade, dias de intubação orotraqueal, número de atendimentos para introdução da alimentação oral e dias para alta hospitalar. Os pacientes foram agrupados de acordo com a classificação do ASHA: 1 (níveis 1 e 2), 2 (níveis 3, 4 e 5) e 3 (níveis 6 e 7).
RESULTADOS: as análises indicaram as seguintes variáveis associadas a pior funcionalidade da deglutição: idade (p<0,001), mortalidade (p<0,003); dias de IOT (p=0,001), número de atendimentos para introdução de dieta oral (p<0,001) e dias para alta hospitalar (p=0,018). As comparações múltiplas indicaram diferença significante na comparação dos grupos ASHA1 e ASHA2 em relação ao grupo ASHA3. Os grupos ASHA1 e ASHA2 apresentaram menor score na SOFA quando comparados ao grupo ASHA3 (p=0,004). Somente 20% dos pacientes do grupo ASHA1 e 32% dos pacientes do ASHA2 apresentaram níveis seguros de deglutição antes da alta hospitalar.
CONCLUSÃO: os fatores associados à disfagia em pacientes submetidos à IOTp foram: idade acima de 55 anos e tempo de intubação orotraqueal (maior nos casos com pior funcionalidade da deglutição). As consequências pósextubação foram: aumento da mortalidade e do tempo de internação hospitalar na presença da disfagia.


Palavras-chave: Unidades de Terapia Intensiva. Intubação Intratraqueal. Transtornos de Deglutição.

Artigo de Revisão

Autoimplante esplênico deve ser considerado para pacientes submetidos à esplenectomia total por trauma?

Should splenic autotransplantation be considered after total splenectomy due to trauma?

Daniel Linhares Cardoso; Florentino de Araújo Cardoso Filho, TCBC-CE; Amanda Linhares Cardoso; Marcelo Lima Gonzaga; Antônio José Grande

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-9; e1687

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O trauma é um problema de saúde pública e a causa mais comum de óbito em pessoas com menos de 45 anos de idade. Nos traumas abdominais contusos, o baço é o órgão mais comumente lesado. A esplenectomia continua sendo o tratamento mais comum, especialmente em lesões de alto grau, apesar do aumento do tratamento não operatório. A remoção do baço gera aumento da suscetibilidade a infecções, devido ao seu papel na função imune. Sepse pós-esplenectomia é uma importante complicação e apresenta alta taxa de mortalidade. Pacientes submetidos à esplenectomia devem receber imunização para germes encapsulados, por serem os agentes mais comumente relacionados a essas infecções. Autoimplante esplênico é um procedimento simples, que pode ser alternativa para reduzir índices de infecção consequentes à esplenectomia total, e que pode reduzir custos relacionados à internações. Este trabalho de revisão objetiva prover informações baseadas em evidências sobre o autoimplante esplênico e seu impacto no prognóstico de pacientes submetidos à esplenectomia total. Foram realizadas buscas na Cochrane Library, Medline/PubMed, SciELO e Embase, de janeiro de 2017 a janeiro de 2018 e selecionados artigos em inglês e português, datados de 1919 a 2017. Verificou-se que o risco ajustado de morte em pacientes esplenectomizados é maior do que o da população geral, e quando a esplenectomia total é realizada, o autoimplante esplênico é o único método capaz de preservar a função esplênica, evitando infecções, principalmente sepse pósesplenectomia. Profissionais de saúde devem estar familiarizados com as consequências do método escolhido para manejar o paciente vítima de trauma esplênico.


Palavras-chave: Transtornos Relacionados a Trauma e Fatores de Estresse. Baço. Esplenectomia. Sepse. Transplante Autólogo.

Ensino

Modelo de curso presencial e via telemedicina para preparação em desastres: uma análise comparativa

In-person and telemedicine course models for disaster preparedness: a comparative analysis

Alcir Escócia Dorigatti; Bruno Monteiro Tavares Pereira, TCBC-SP; Romeo Lages Simões; Juliana Rodrigues Matsuguma; Thiago Rodrigues Araujo Calderan; Gustavo Pereira Fraga, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-5; e1710

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OBJETIVO: comparar o desempenho dos alunos nos cursos presenciais e via telemedicina para a capacitação e atuação necessária em desastres, se valendo da telemedicina como uma ferramenta efetiva de treinamento.
MÉTODOS: pesquisa online realizada após o término do curso de preparação em desastres, realizado presencialmente, bem como, por videoconferência. Comparou-se o desempenho dos alunos do curso presencial e via telemedicina.
RESULTADOS: na comparação dos resultados obtidos com os dados pré e pós-teste entre os alunos que cursaram via telemedicina e presencialmente, observou-se que nas duas modalidades do curso houve aumento do conhecimento (p<0,001). Constatou-se ainda que não houve diferenças estatisticamente significativas na avaliação posterior entre os cursos presenciais e via telemedicina (p=1,0), no entanto, houve diferença com significância no momento avaliativo pré-teste (p<0,001).
CONCLUSÃO: as videoconferências podem ser utilizadas de forma efetiva para a capacitação de profissionais da área de saúde na gestão de desastres, sendo capaz de prover o conhecimento de forma adequada e ser ferramenta importante para alcance à distância em educação continuada.


Palavras-chave: Telemedicina. Educação Médica. Videoconferência. Traumatismo Múltiplo. Centros de Traumatologia. Planejamento em Desastres.

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