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CBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

Capa

Ano 2015 - Volume 42 Número 5
Setembro / Outubro

Editorial

1 - Relato de caso baseado em evidência

Evidence based case report

Carlos Alberto Guimarães, TCBC-RJ

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):280

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2 - A cirurgia robótica. Uma realidade entre nós

Robotic surgery. A reality among us

Delta Madureira Filho-TCBC/RJ

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):281-282

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Artigo Original

3 - Hematoma subdural crônico: análise epidemiológica e prognóstica de 176 casos

Chronic subdural hematoma: epidemiological and prognostic analysis of 176 cases

Jamil Farhat Neto; João Luiz Vitorino Araujo; Vinícius Ricieri Ferraz; Luciano Haddad; José Carlos Esteves Veiga TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):283-288

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OBJETIVO: caracterizar os pacientes com hematoma subdural crônico submetidos à intervenção cirúrgica e identificar os indicadores prognósticos.
MÉTODOS: análise retrospectiva de pacientes diagnosticados com hematoma subdural crônico (HSDC) submetidos a tratamento cirúrgico. Foram analisados: idade, período do trauma ao diagnóstico por imagem, escala de coma de Glasgow pré e pós-operatório, tipo de intervenção cirúrgica, comorbidades associadas, utilização de drenagem pós-operatória e acompanhamento ambulatorial.
RESULTADOS: a amostra consistiu em 176 pacientes, 126 do sexo masculino e 50 pacientes do sexo feminino (proporção de 2,5:1), a idade variou de seis meses a 97 anos, com uma média de 59,3 anos. O HSDC foi causado por trauma em 52% dos pacientes, com o intervalo do trauma ao diagnóstico por imagem, em média, de 25,05 dias. Eram hipertensos 37,7% dos pacientes e 20% possuíam alguma doença neurológica. Oitenta e cinco (48,3%) pacientes eram idosos e a alteração da consciência esteve presente em 63% dos casos. Não eram idosos 91 (51,7%)p pacientes, 44% aprresentaram cefaleia, alteração da consciência ocorreu em 40% dos pacientes e as alterações motoras, em 27,5%. O HSDC localizou-se à direita em 41%, à esquerda em 43% e, bilateral em 16% dos pacientes.
CONCLUSÃO: a alteração de consciência foi a alteração clínica mais comum nos idosos e a cefaleia em não idosos. A comorbidade mais associada foi a HAS e a causa mais frequente, o traumatismo craniano. A trepanação com dois orifícios associada ao sistema de drenagem fechado foi a operação mais utilizada, com alta efetividade e baixo índice de complicações.


Palavras-chave: Hematoma Subdural Crônico. Hemorragias Intracranianas. Neurocirurgia. Epidemiologia. Prognóstico.

4 - Correlação entre os achados orofaringolaringoscópicos e a gravidade da síndrome da apneia obstrutiva do sono

Correlation between the oropharyngo-laryngoscopic findings and the severity of obstructive sleep apnea

Priscila Sequeira Dias; Maria Helena de Araujo-Melo; Denise Duprat Neves; Lucas Neves de Andrade Lemes; Manuela Salvador Mosciaro; Sandro Bedoya

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):289-294

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OBJETIVO: correlacionar alterações anatômicas e funcionais de cavidade oral, faringe e laringe com a gravidade da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS).
MÉTODOS: estudo transversal com 66 pacientes de ambos os sexos, com idade entre 21 e 59 anos e queixas de roncos e/ou apneia. Todos passaram por avaliação clínica otorrinolaringológica completa incluindo exame físico, nasolaringofibroscopia epolissonografia noturna. Foram classificados em grupos pelo valor do índice de apneia-hipopneia (IAH), calculadas medidas de associação e analisadas diferenças pelo teste Kruskal-Wallis e do c2.
RESULTADOS: todos os pacientes com obesidade tipo 2 avaliados eram portadores de SAOS. Foi observada relação entre a projeção de úvula durante o exame fibronasoendoscopico e a SAOS (OR:4,9; p-valor: 0.008; IC: 1.25-22.9). Além disso, notou-se uma importante força de associação entre o formato circular da faringe e a presença de SAOS moderado ou grave (OR: 9,4, p-valor: 0,002), embora o IC seja amplo (1.80-53.13).O desvio septal e a hipertrofia de concha inferior foram as alterações nasais mais frequentes, porém sem relação com a gravidade. A obstrução nasal foi quatro vezes mais comum nos pacientes sem sonolência diurna. As demais alterações anatômicas craniofaciais não se mostraram preditoras para a ocorrência de SAOS.
CONCLUSÃO: concluímos que alterações orais, faríngeas e laríngeas participam da fisiopatologia da SAOS. A realização do exame endoscópico é de grande valia para a avaliação destes pacientes.


Palavras-chave: Apneia do Sono Tipo Obstrutiva. Ronco. Endoscopia. Polissonografia. Variação Anatômica. Obstrução das Vias Respiratórias.

5 - Aplicação da videotoracoscopia no trauma - experiência de um serviço

Aplication of videothoracoscopy in trauma - experience of a service

Bruno Vaz de Melo, TCBC-RJ; Felipe Guedes Siqueira; Thales Siqueira Di Tano; Paulo Oliveira Silveira; Mariama Barroso de Lima

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):295-298

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OBJETIVO: avaliar os resultados obtidos com o emprego da videotoracoscopia na avaliação dos traumas toracoabdominais e no tratamento das complicações do trauma torácico.
MÉTODOS: análise retrospectiva dos pacientes submetidos à videotoracoscopia no período de julho de 2007 a maio de 2015, com base em banco de dados criado no início deste período e na coleta dos dados dos pacientes submetidos à videotoracoscopia. Foram avaliados: a eficácia e as indicações do procedimento, a taxa de conversão, as complicações e mortalidade. Foram incluídos os pacientes que apresentavam coleções pleurais pós-traumáticas, como hemotórax retido e empiema pleural, e lesões penetrantes na transição toracoabdominal. Todos os pacientes submetidos apresentavam estabilidade hemodinâmica e consentimento informado do procedimento.
RESULTADOS: no período analisado, 53 pacientes foram submetidos à toracoscopia, dentre estes, 24 traumas penetrantes (45,3%) e 29 contusos (54,7%) com predominância do sexo masculino (75,5%). O procedimento foi realizado em 26 casos de hemotórax retido (49%), 14 empiemas (26,5%) e em 13 pacientes para avaliação de lesões da transição toracoabdominal (24,5%). A toracoscopia foi eficaz na resolução de 36 casos (80%) sem necessidade de novo procedimento. Houve uma a taxa de conversão de 15,5% e três complicações relacionadas ao procedimento (6,6%). A mortalidade foi nula.
CONCLUSÃO: apesar da série ainda ser pequena, a videotoracoscopia é um procedimento factível, com várias indicações e aplicações em pacientes traumatizados e, na nossa série, a mortalidade foi nula e a incidência de complicações, pequena.


Palavras-chave: Toracoscopia. Traumatismos Torácicos. Cirurgia Torácica Videoassistida. Hemotórax. Volume Residual.

6 - Esofagectomia com gastroplastia no megaesôfago avançado: análise tardia da importância do uso do omeprazol

Esophagectomy with gastroplasty in advanced megaesophagus: late results of omeprazole use

Celso de Castro Pochini, TCBC-SP; Danilo Gagliardi, TCBC-SP; Roberto Saad Júnior, TCBC-SP; Ruy França de Almeida, TCBC-SP; Paulo Roberto Corsi, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):299-304

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OBJETIVO: analisar os resultados tardios do tratamento do megaesôfago chagásico avançado através da esofagectomia associada ao IBP (omeprazol), com vistas à incidência de esofagite e esôfago de Barrett do coto esofagiano remanescente.
MÉTODO: foram estudados pacientes com megaesôfago avançado submetidos à esofagectomia e à esofagogastroplastia transmediastinal posterior. Os pacientes foram distribuídos em três grupos: A (20) com substituição esofagiana por meio do estômago total, sem o uso do omeprazol; B (20) com substituição esofagiana por meio do estômago total, sem o uso do omeprazol durante este período; após a primeira endoscopia, realizada no pós-operatório, foi introduzido IBP (omeprazol 40mg/dia) e mantido por seis anos; e C (30) com substituição esofagiana por meio do tubo gástrico com uso do omeprazol. A disfagia, a perda ponderal e o IMC foram os parâmetros clínicos analisados. A endoscopia digestiva alta foi realizada em todos os pacientes. Foi determinada a altura da anastomose, a aparência do aspecto da mucosa, com especial atenção para possíveis lesões oriundas de refluxo gastresofágico, a patência da anastomose esofagogástrica.
RESULTADOS: na primeira endoscopia, a esofagite erosiva esteve presente em nove pacientes (18%) e o esôfago Barrett, em quatro (8%); na última endoscopia, a esofagite erosiva esteve presente em quatro pacientes (8%) e o esôfago de Barrett em um (2%). Comparando-se os grupos B e C, não houve redução da esofagite e do esôfago de Barrett. Porém, comparando-se os grupos A e C, houve redução de complicações do refluxo, como esofagite e o esôfago de Barrett (p<0,005).
CONCLUSÃO: os resultados obtidos permitem concluir que o uso de omeprazol (40mg/dia) reduziu o aparecimento de esofagite erosiva e esôfago de Barrett no decorrer do pós-operatório tardio.


Palavras-chave: Doença de Chagas. Esofagite. Esôfago de Barrett. Esofagectomia. Omeprazol.

7 - Impacto da derivação gástrica em Y-de-Roux no perfil inflamatório e lipídico

Impact of Roux-en-Y gastric bypass on lipid and inflammatory profiles

Cleiton da Silva Oliveira; Bruna Teles Soares Beserra; Raphael Salles Granato Cunha; Ana Gabriela Estevam Brito; Rafaella Cristina Dimbarre de Miranda; Lúcia Andréia Zanette Ramos Zeni; Everson Araújo Nunes; Erasmo Benicio Santos de Moraes Trindade

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):305-310

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OBJETIVO: avaliar o comportamento das proteínas de fase aguda e o perfil lipídico em pacientes submetidos à derivação gástrica em Y-de-Roux.
MÉTODOS: estudo prospectivo, constituído por três momentos: M1 - pré-cirúrgico (24 horas antes do procedimento cirúrgico); M2 - 30 dias pós-cirúrgico; e M3 - 180 dias pós-cirúrgico. Foram realizadas aferição antropométrica de peso, altura e IMC, como também determinação das concentrações das proteínas de fase aguda (proteína c reativa (PCR), albumina e alfa-1-glicoproteína-ácida) e de colesterol total, LDL-c, HDL-c e triacilglicerol.
RESULTADOS: participaram desse estudo 25 indivíduos, com média de idade de 39,28±8,07, sendo 72% do sexo feminino. Em todos os momentos do estudo observou-se diferença estatística significativa quanto à redução de peso e IMC. Verificou-se diminuição com diferença nas concentrações da PCR entre os momentos M1 e M3 (p=0,041); M2 e M3 (p=0,018). As concentrações da α1-GA reduziram e foram diferentes entre os momentos M1 e M2 (p=0,023); M1 e M3 (p=0,028). Os valores de albumina aumentaram, mas não diferiram entre os momentos. O colesterol total e o triacilglicerol diminuíram com diferença entre todos os momentos. As concentrações de LDL-c diminuíram e diferiram entre os momentos M1 e M2 (p=0,001); M1 e M3 (p=0,001). Os valores de HDL-c aumentaram, entretanto apenas diferiram entre os momentos M1 e M2 (p=0,050).
CONCLUSÃO: a derivação gástrica em Y-de-Roux promoveu diminuição nas concentrações plasmáticas da PCR e alfa-1-glicoproteína ácida, melhorando o perfil inflamatório e lipídico.


Palavras-chave: Derivação Gástrica. Obesidade. Mediadores da Inflamação. Perda de Peso.

8 - Indicadores de lesões intra-abdominais "ocultas" em pacientes vítimas de trauma fechado admitidas sem dor abdominal ou alterações no exame físico do abdome

Predictors of "occult" intra-abdominal injuries in blunt trauma patients

José Gustavo Parreira, TCBC-SP; Juliano Mangini Dias Malpaga; Camilla Bilac Olliari; Jacqueline A. G. Perlingeiro, TCBC-SP; Silvia C. Soldá, TCBC-SP; José Cesar Assef, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):311-317

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OBJETIVO: avaliar os indicadores de lesões intra-abdominais em vítimas de trauma fechado admitidas sem dor abdominal ou alterações no exame físico do abdome.
MÉTODO: estudo retrospectivo das vítimas de trauma fechado com idade superior a 13 anos, admitidas no período de 2008-2010. Selecionamos para estudo todos que foram submetidos à tomografia computadorizada de abdome e/ou laparotomia exploradora e que, à admissão, não apresentavam dor abdominal ou alterações ao exame físico do abdome. Os doentes foram separados em: Grupo 1 (com lesões intra-abdominais) e Grupo 2 (sem lesões intra-abdominais). As variáveis foram comparadas entre os grupos, considerando p<0,05 como significativo. Em um segundo passo, selecionamos as variáveis com p<0,20 na análise bivariada para criar modelo de regressão logística pelo método forward stepwise.
RESULTADOS: foram incluídos 268 casos. Os doentes com lesão abdominal caracterizaram-se por apresentar, significativamente (p<0,05), menor média de AIS em segmento cefálico (1,0 ± 1,4 vs. 1,8 ± 1,9), bem como, maior média de AIS em tórax (1,6 ± 1,7 vs. 0,9 ± 1,5) e de ISS (25,7 ± 14,5 vs. 17,1 ± 13,1). A frequência de lesões abdominais foi significativamente maior nas vítimas de atropelamentos (37,3%) e motociclistas (36%) (p<0,001). A regressão logística construiu um modelo utilizando as seguintes variáveis: motociclista como mecanismo de trauma (p<0,001- OR=5,51; IC95% 2,40-12,64), presença de fraturas de costelas (p<0,003 - OR=3,00; IC95% 1,47-6,14), atropelamento como mecanismo de trauma (p=0,008 - OR=2,85; IC95% 1,13-6,22) e exame físico neurológico anormal a admissão (p=0,015 - OR=0,44; IC95% 0,22-0,85).
CONCLUSÃO: as lesões intra-abdominais foram relacionadas principalmente com o mecanismo de trauma e a presença de lesões torácicas.


Palavras-chave: Diagnóstico. Diagnóstico Tardio. Causas Externas. Traumatismo Múltiplo. Traumatismos Abdominais.

9 - Ressecções videoassistidas. Ampliação do acesso à cirurgia hepática minimamente invasiva?

Video assisted resections. Increasing access to minimally invasive liver surgery?

Fabricio Ferreira Coelho, TCBC-SP; Marcos Vinícius Perini; Jaime Arthur Pirola Kruger; Renato Micelli Lupinacci; Fábio Ferrari Makdissi; Luiz Augusto Carneiro D'Albuquerque, TCBC-SP; Ivan Cecconello, TCBC-SP; Paulo Herman, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):318-324

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OBJETIVO: avaliar os resultados perioperatórios, segurança e exequibilidade das ressecções videoassistidas para lesões hepáticas primárias e secundárias.
MÉTODOS: a partir de um banco de dados prospectivo, foram analisados os resultados perioperatórios (até 90 dias) de 25 pacientes consecutivos submetidos à ressecções videoassistidas, no período entre junho de 2007 e junho de 2013.
RESULTADOS: a média de idade foi 53,4 anos (23 a 73 anos), sendo 16 (64%) pacientes do sexo feminino. Do total, 84% eram portadores de patologias malignas. Foram realizadas 33 ressecções (1 a 4 nódulos por paciente). Os procedimentos realizados foram: ressecções não regradas (n=26), segmentectomia (n=1), bissegmentectomia 2/3 (n=1), bissegmentectomia 6/7 (n=1), hepatectomia esquerda (n=2), hepatectomia direita (n=2). Do total, 66,7% dos procedimentos foram em segmentos póstero-superiores, necessitaram de resecções múltiplas ou ressecções maiores. O tempo médio de operação foi 226 minutos (80-420 min) e o tempo de anestesia de 360 minutos (200-630 min). O tamanho médio dos nódulos ressecados foi 3,2cm (0,8 a 10 cm) e as margens cirúrgicas foram livres em todos os espécimes analisados. Foram transfundidos 8% dos pacientes e nenhum caso foi convertido. O tempo de internação foi 6,5 dias (3 a 16 dias). Complicações pós-operatórias ocorreram em 20% dos pacientes, não havendo mortalidade perioperatória.
CONCLUSÃO: a ressecção hepática videoassistida é exequível e segura, devendo fazer parte do armamentário do cirurgião de fígado para ressecções de lesões hepáticas primárias e secundárias.


Palavras-chave: Neoplasias Hepáticas. Hepatectomia. Laparoscopia. Cirurgia Videoassistida.

10 - Avaliação da gravidade da pancreatite aguda: aplicando o sistema de pontuação de Marshall

Severity assessment of acute pancreatitis: applying Marshall scoring system

André Lanza Carioca; Debora Rodrigues Jozala; Lucas Oliveira de Bem; Jose Mauro da Silva Rodrigues, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):325-328

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OBJETIVO: analisar a eficácia do sistema de pontuação de Marshall na avaliação da gravidade da pancreatite aguda.
MÉTODOS: foi realizado um estudo prospectivo e observacional em 39 pacientes com PA, avaliados pelo sistema de pontuação dos critérios de Marshall e Ranson (admissão e 48 horas). Foi avaliada a evolução do quadro clínico durante sete dias e comparados os dados dos dois critérios.
RESULTADOS: sete pacientes morreram durante o período de observação e um morreu após esse período. Todos os óbitos possuíam, pelo sistema de Marshall, falência de pelo menos um sistema.
CONCLUSÃO: concluímos que o sistema de pontuação de Marshall pode ser utilizado, por ser um método eficaz e de aplicação simplificada, para avaliar a gravidade da pancreatite aguda.


Palavras-chave: Pancreatite. Insuficiência de Múltiplos Órgãos. Escores de Disfunção Orgânica. Pancreatite Necrosante Aguda.

11 - Emprego de telas cirúrgicas de diferentes composições na correção de defeito da parede abdominal de ratos

Use of surgical mesh of different compositions in the correction of the abdominal wall defect in rats

Ana Cristina Isa, ACBC-PR; Jorge Eduardo Fouto Matias, ACBC-PR; Celia Toshie Yamamoto; Rosana Hapsi Isa; Antônio Carlos Ligocki Campos, TCBC-PR; Júlio Cezar Uili Coelho, TCBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):329-336

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OBJETIVO: analisar o desempenho de duas telas cirúrgicas de composições diferentes durante o processo de cicatrização de defeito de parede abdominal de ratos.
MÉTODOS: trinta e três ratos Wistar, machos adultos foram anestesiados e submetidos à retirada de parede abdominal anterior, exceto pele, com área de 1,5cmx2cm; 17 animais tiveram o defeito corrigido pela sutura borda a borda de tela cirúrgica, composta de polipropileno + poliglecaprone (Grupo U - Ultrapro®); 16 animais tiveram defeito corrigido utilizando tela cirúrgica composta de polipropileno + polidioxanone + celulose (Grupo P - Proceed®). Cada grupo foi dividido em dois subgrupos, de acordo com o momento da eutanásia (sete dias ou 28 dias após a operação). Foram analisados parâmetros macroscópicos (aderência), microscópicos (quantificação do colágeno maduro e imaturo) e tensiométricos (tensão máxima e força máxima de ruptura).
RESULTADO: houve um aumento do colágeno tipo I no grupo Proceed® do período de sete dias para o de 28 dias, com p=0,047. E houve um aumento na tensão de ruptura quando comparados os dois períodos, nas duas telas analisadas. Houve menor tensão de ruptura e deformidade dos tecidos com a tela Proceed® em sete dias, levando a uma igualdade com 28 dias.
CONCLUSÃO: as telas conservam semelhanças no resultado final e mais estudos com número maior de animais devem ser realizados para melhor avaliação.


Palavras-chave: Parede abdominal/cirurgia. Hérnia Abdominal. Telas Cirúrgicas. Aderências Teciduais.

Nota Técnica

12 - Colecistectomia videolaparoscópica através de acesso único: técnica sem necessidade de materiais especiais e melhor ergonomia

Single access laparoscopic cholecystectomy: technique without the need for special materials and with better ergonomics

Marco Aurélio Lameirão Pinto, TCBC-RJ; Raphael Fernando Costa Gomes de Andrade; Luiz Gustavo de Oliveira e Silva, TCBC-RJ; Marco Aurélio de Lacerda Pinto; Roberto Jamil Muharre, TCBC-RJ; Ricardo Ary Leal, TCBC-RJ

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):337-340

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Os autores descrevem uma técnica operatória que permite, sem aumento do custo, realizar a colecistectomia videolaparoscópicas, por única incisão, sem necessidade de utilizar materiais específicos, com melhor ergonomia cirúrgica. A técnica consiste na incisão umbilical longitudinal, descolamento de cicatriz umbilical, utilização de trocarter permanente de 10mm e duas pinças atravessando diretamente a aponeurose bilateralmente sem uso de trocarteres de 5mm, reparo de vesícula biliar transcutânea com fio de algodão de agulha reta, ligadura com fio inabsorvível e extração de peça cirúrgica por incisão umbilical. A técnica apresentada viabiliza o procedimento com materiais convencionais e permanentes, melhora a ergonomia cirúrgica, com segurança e vantagens estéticas.


Palavras-chave: Colecistectomia, Colecistectomia Laparoscópica. Cirurgia Videoassistida.

Ensino

13 - Habilidades básicas para cirurgias ambulatoriais na graduação médica

Basic skills for outpatient surgery in medical graduation

Kátia Sheylla Malta Purim; James Skinovsky, TCBC-PR; Júlio Wilson Fernandes, TCBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):341-344

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Estudantes de Medicina devem ter domínio de habilidades básicas de cirurgia antes de iniciarem etapas mais avançadas no aprendizado cirúrgico. Os autores apresentam sistema prático e reprodutível de circuito de técnicas operatórias, idealizado e frequentemente aplicado aos alunos do quarto ano médico de uma instituição privada de ensino. Este método tem permitido avaliação precisa das habilidades dos estudantes, aprimorando seu desempenho, e preparando-os para etapas mais avançadas do aprendizado cirúrgico.


Palavras-chave: Ensino. Educação de Graduação em Medicina. Educação Médica. Procedimentos Cirúrgicos Ambulatoriais. Aptidão.

Revisão

14 - Laparoscopia no câncer de colo uterino. Estado atual e revisão da literatura

Laparoscopy in uterine cervical cancer. Current state and literature review

Audrey Tieko Tsunoda, ACBC-SP; Carlos Eduardo Mattos da Cunha Andrade; Marcelo Andrade Vieira; Ricardo dos Reis

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):345-351

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O câncer de colo uterino permanece o tumor ginecológico mais incidente no Brasil e em diversos países em desenvolvimento. As técnicas minimamente invasivas, principalmente a videolaparoscopia, têm sido progressivamente mais empregadas nestes tumores. Este artigo tem o objetivo de descrever as principais aplicações da videolaparoscopia no tratamento e no estadiamento do câncer de colo. Para os estádios iniciais, é possível oferecer a cirurgia preservadora de fertilidade, na forma de traquelectomia radical e, em protocolo de estudo, na cirurgia conservadora de função, evitando-se a parametrectomia e a morbidade associada. A histerectomia radical totalmente videolaparoscópica está adequadamente padronizada na literatura e tem a tendência de se tornar o padrão de tratamento nos casos iniciais, para pacientes com prole definida. Nos estádios avançados, a cirurgia minimamente invasiva pode oferecer a transposição ovariana, com intenção de evitar a castração actínica, sem prejudicar o tempo para o início do tratamento radioterápico e quimioterápico. A cirurgia laparoscópica estadiadora, incluindo linfadenectomia pélvica e paraórtica, tem sido alvo de estudos, uma vez que tem o potencial de modificar a extensão do tratamento radioterápico, na dependência da extensão da disseminação linfonodal.


Palavras-chave: Neoplasias do Colo. Laparoscopia. Estadiamento de Neoplasias. Terapêutica. Histerectomia. Excisão de Linfonodo.

Relato de Caso Baseado em Evidência

15 - Agenesia ou pseudoagenesia do pâncreas dorsal

Agenesis or pseudoagenesis of the dorsal pancreas

Alberto Brunning Guimarães; Carlos Alberto Guimarães, TCBC-RJ; José Eduardo Ferreira Manso, TCBC-RJ

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):352-355

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Os autores apresentam um relato de caso baseado em evidência de uma paciente com agenesia ou pseudoagenesia de pâncreas dorsal.


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