Orgão Oficial

CBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

Artigos do Autor

3 resultado(s) para: AsCBC-RJ

A cirurgia plástica na reconstrução da parede torácica: aspectos relevantes - série de casos

Plastic surgery in chest wall reconstruction: relevant aspects - case series

Diogo Franco, TCBC-RJ; João Medeiros Tavares Filho, TCBC-RJ; Paola Cardoso, AsCBC-RJ; Laércio Moreto Filho, AsCBC-RJ; Mario Celso Reis; Carlos Henrique Ribeiro Boasquevisque; Augusto Rocha; Afrânio Coelho-Oliveira; José Aldrovando de Oliveira, ECBC-RJ; Talita Romero Franco, ECBC-RJ

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(6):366-371 : Artigo Original

Resumo PDF PT PDF EN

OBJETIVO: discorrer sobre a participação da Cirurgia Plástica na reconstrução da parede torácica, ressaltando os aspectos relevantes das associações interdisciplinares.
MÉTODOS: foram analisados prontuários de 20 pacientes submetidos a extensas ressecções do tegumento torácico, no período entre 2000 e 2014, quanto à indicação das ressecções, à extensão e à profundidade das áreas cruentas, aos tipos de reconstruções realizadas e às complicações.
RESULTADO: entre os 20 pacientes, com média de 55 anos de idade, cinco eram do sexo masculino e 15 do feminino. Foram ressecados: um carcinoma espinocelular, dois carcinomas basocelulares, cinco condrossarcomas e 12 tumores de mama. A extensão das áreas cruentas variou de 4x9 cm até 25x40 cm. Em 12 pacientes as ressecções abrangeram o plano muscular. Nos oito restantes, a retirada do tumor atingiu a espessura total da parede. Para reconstrução foram utilizados: um retalho muscular associado à enxertia de pele, nove retalhos miocutâneos e dez retalhos fasciocutâneos da região. Em dois pacientes submetidos à reconstrução com retalhos fasciocutâneos houve sofrimento parcial do retalho, resolvido com o emprego de retalho miocutâneo. Nos outros pacientes não houve intercorrências com as técnicas empregadas, sendo necessária somente uma cirurgia.
CONCLUSÃO: a adequada avaliação dos tecidos locais e dos retalhos disponíveis para a reconstrução, além da boa integração da Cirurgia Plástica com as especialidades envolvidas no tratamento, possibilitam extensas ressecções da parede torácica e reconstruções que propiciam a recuperação do paciente.


Palavras-chave: Parede Torácica/cirurgia. Neoplasias da Mama/complicações. Neoplasias da Mama/cirurgia. Retalho Perfurante/cirurgia; Retalho Miocutâneo/cirurgia.

Hemorroidopexia por grampeamento parcial: aspectos clínicos e impacto sob a fisiologia anorretal

Partial stapled hemorrhoidopexy: clinical aspects and impact on anorectal physiology

Marllus Braga Soares, TCBC-RJ; Marcos Bettini Pitombo, TCBC-RJ; Francisco Lopes Paulo; Paulo Cezar de Castro Júnior; Júlia Resende Schlinz, AsCBC-RJ; Annibal Amorim Júnior; Karin Guterres Lohmann Hamada , ACBC-RJ

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(3):278-283 : Artigo Original

Resumo PDF PT PDF EN

OBJETIVO: avaliar o impacto na fisiologia anorretal da hemorroidopexia por grampeamento parcial, das complicações relacionadas à técnica cirúrgica, dor e sangramento pós-operatório e recidiva de doença hemorroidária após um ano de cirurgia.
MÉTODOS: estudo prospectivo, descritivo, em pacientes consecutivos, portadores de doença hemorroidária do tipo mista ou interna, com componente interno classificado como grau III ou IV, submetidos à hemorroidopexia por grampeamento parcial.
RESULTADOS: foram estudados 17 pacientes, dos quais 82% apresentavam hemorroidas internas grau III, e 18% grau IV. A média de tempo operatório foi de 09:09 minutos (07:03 a 12:13 minutos). A mediana de dor no pós-operatório imediato avaliada pela escala numérica de dor foi de 1 (0 a 7). A mediana de retorno ao trabalho foi de nove dias (4 a 19). Nenhum paciente apresentou estenose de canal anal e 76% ficaram satisfeitos com a cirurgia com 90 dias de pós-operatório. Comparando-se os dados manométricos pré-operatórios e após 90 dias, nenhuma das variáveis avaliadas apresentou diferença com significância estatística. Não houve recidiva da doença hemorroidária com um ano de acompanhamento pós-operatório.
CONCLUSÃO: a hemorroidopexia por grampeamento parcial não demonstrou impacto na fisiologia anorretal, apresentando baixos níveis de complicações e de dor pós-operatória, e sem recidivas após um ano de acompanhamento.


Palavras-chave: Hemorroidas. Hemorroidectomia. Grampeadores Cirúrgicos. Grampeamento Cirúrgico.

O tamanho do cálculo renal e o uso do sistema nefrolitométrico podem aumentar a eficácia de predizer o risco de falha de nefrolitotripsia percutânea?

Can renal stone size and the use of the nephrolithometric system increase the efficacy of predicting the risk of failure of percutaneous nephrolithotripsy?

Eduardo Medina Felici, AsCBC-RJ; André Luiz Lima Diniz; Tomas Accioly Souza; Luciano Alves Favorito; José Anacleto Dutra Resende Júnior

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(6):619-625 : Artigo Original

Resumo PDF PT PDF EN

OBJETIVO: verificar a associação entre taxa de sucesso de nefrolitotripsia percutânea, escore de Guy e tamanho do cálculo.
MÉTODOS: foram avaliados 100 pacientes submetidos à nefrolitotripsia percutânea. Todos os cálculos foram classificados de acordo com o escore de Guy. Consideramos o paciente livre de cálculos quando os fragmentos residuais fossem menores ou iguais a 2mm.
RESULTADOS: de acordo com o escore de Guy, 54% tinham escore 1 (Grupo 1), 18% escore 2 (Grupo 2), 15% escore 3 (Grupo 3) e 13% escore 4 (Grupo 4) . Houve resolução de 77,77% no grupo 1, de 27,77% no grupo 2, de 26,6% no grupo 3 e de 7,69% no grupo 4. Houve significância estatística para predição de taxa livre de cálculos entre os pacientes com escore de Guy 1 quando avaliados de acordo com o tamanho do cálculo. Entre os grupos 2, 3 e 4 não houve significância estatística, porém observamos tendência de que quanto maior o tamanho do cálculo, maior a chance de cálculo residual.
CONCLUSÃO: a nefrolitometria pelo Escore de Guy e o tamanho do cálculo são preditores isolados para avaliação de sucesso da nefrolitotripsia percutânea. O tamanho do cálculo pode influenciar a taxa de sucesso de pacientes com Escore de Guy 1.


Palavras-chave: Cálculos Renais. Nefrolitíase. Litotripsia. Pontuação de Propensão.

Copyright 2018 - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões