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CBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

Artigos do Autor

6 resultado(s) para: Rolf Gemperli

Mastopexia de aumento após cirurgia bariátrica: avaliação da satisfação das pacientes e resultados cirúrgicos

Augmentation mastopexy after bariatric surgery: evaluation of patient satisfaction and surgical results

Wilson Cintra Junior, TCBC-SP; Miguel Luiz Antonio Modolin, ECBC-SP; Rodrigo Itocazo Rocha; Rolf Gemperli, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(3):160-164 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar a satisfação das pacientes e os resultados cirúrgicos obtidos após a mastopexia com inclusão de implantes mamários.
MÉTODOS: estudo prospectivo com 20 pacientes consecutivas do sexo feminino, com média etária de 39,9 anos, que foram submetidas à mastopexia de aumento. Foram aplicadas entrevistas psicológicas semidirigidas nos períodos pré e pós-operatórios e cujas respostas foram tabuladas, divididas em categorias, e possibilitaram a avaliação da satisfação das pacientes. Foi realizada avaliação dos resultados cirúrgicos através da análise fotográfica por três cirurgiões plásticos independentes, nos períodos pré e pós-operatórios, que atribuíram notas aos seguintes itens: forma da mama, volume da mama, simetria entre as mamas, posicionamento do complexo aréolo-papilar e qualidade e extensão das cicatrizes.
RESULTADOS: dezenove pacientes (95%) referiram satisfação com o resultado cirúrgico obtido (p<0,001). A média das somatórias das notas atribuídas pelos três cirurgiões, referentes a cada paciente, variou entre 4,7 e 10, sendo a média geral de 7,28. Os resultados foram considerados bons ou ótimos para 65% da amostra e pobres para 8,4%.
CONCLUSÃO: houve satisfação de 95% das pacientes com os resultados obtidos pela mastopexia de aumento. A análise fotográfica dos resultados obteve nota média de 7,28, caracterizado como bom resultado, apesar da fraca concordância entre os avaliadores.


Palavras-chave: Mamoplastia. Implantes de Mama. Satisfação do Paciente. Obesidade Mórbida. Cirurgia Plástica.

Experiência inicial com terapia por pressão negativa por instilação em feridas complexas

Initial experience with negative-pressure wound therapy with instillation in complex wounds

Dimas André Milcheski; Marcelo Lima Portocarrero; Daniel Mamere Alvarez; Luiz Guilherme de Moraes Prado Mazuca; Araldo Ayres Monteiro Junior; Rolf Gemperli

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(4):348-353 : Artigo Original

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OBJETIVO: relatar a experiência inicial com a terapia por pressão negativa por instilação em feridas complexas infectadas ou contaminadas.
MÉTODOS: a terapia por pressão negativa por instilação utilizada foi o V.A.C. Ulta com instilação Veraflo (Kinetic Concepts, Inc). O modo de operação foi contínuo com pressão sub-atmosférica ajustada em 125 mmHg por duas horas e instilação entre as pausas. O tempo de instilação foi de 20 minutos (tempo de contato do agente tópico com a ferida) e a substância instilada foi solução salina padrão a 0,9%. Após obtenção de preparo adequado da ferida, ela foi coberta com enxerto ou retalho.
RESULTADOS: foram operados dez pacientes com feridas complexas contaminadas ou infectadas. O número médio de trocas da TPNi foi 1,4, o número médio total de cirurgias foi de 2,4, o intervalo até a cobertura da ferida foi de 6,3 dias e o intervalo até a alta foi de 11,4 dias.
CONCLUSÃO: a comparação da terapia por pressão negativa por instilação com dois estudos prévios (controle histórico) evidenciou um tempo de internação menor, favorecendo a TPNi. Este estudo teve um caráter inicial, fazendo-se necessário conduzir um trabalho randomizado e controlado para confirmar a eficácia desta terapia e verificar a sua custo-efetividade.


Palavras-chave: tratamento de ferimentos com pressão negativa. Técnicas de Fechamento de Ferimentos. Curativos Oclusivos. Cirurgia Plástica.

Protocolo de internação breve para tratamento cirúrgico de lesões por pressão: preparo ambulatorial e cobertura em tempo único

Brief hospitalization protocol for pressure ulcer surgical treatment: outpatient care and one-stage reconstruction

Dimas André Milcheski; Rogério Rafael da Silva Mendes; Fernando Ramos de Freitas; Guilherme Zaninetti; Araldo Ayres Moneiro Júnior; Rolf Gemperli, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(6):574-581 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar o protocolo de internação breve para tratamento de lesões por pressão, em vigência no Grupo de Feridas Complexas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com ênfase na seleção do paciente, no tempo de internação, na cobertura cutânea realizada, nas complicações e nas recidivas das lesões.
MÉTODOS: coorte retrospectiva de 20 pacientes consecutivos com 25 lesões por pressão Grau IV. Todos os pacientes foram preparados em ambulatório e foram internados para fechamento cirúrgico da lesão por pressão em cirurgia única.
RESULTADOS: no total foram confeccionados 27 retalhos para cobertura de 25 feridas abordadas. Foram verificados três casos (11,1%) de deiscências menores. Não foi observada recidiva no período de seguimento pós-operatório. Nenhum paciente foi reoperado e nenhum retalho sofreu necrose parcial ou total. O tempo de internação médio foi de 3,6 dias (dois a seis dias) e o seguimento foi de 9,1 meses, em média, oscilando entre dois e 18 meses. Todos os pacientes permaneceram com a lesão fechada e nenhum deles apresentou recidiva da lesão durante o seguimento.
CONCLUSÃO: o protocolo de internação breve para resolução de lesões por pressão foi considerado adequado, com curto tempo de internação e baixos índices de deiscência de ferida cirúrgica.


Palavras-chave: Lesão por Pressão. Ferimentos e Lesões. Retalhos Cirúrgicos. Cirurgia Plástica.

Tratamento cirúrgico de hidradenite supurativa – acne inversa: ressecção radical e cobertura local – análise de resultados

Radical resection and local coverage of hidradenitis suppurativa – acne inversa: analysis of results

Rogerio Rafael da Silva Mendes; Rafael Ferreira Zatz; Miguel Luiz Antonio Modolin, ECBC-SP; Fábio de Freitas Busnardo; Rolf Gemperli, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 0;0(0): : Artigo Original

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Influência da idade avançada sobre a evolução pós-operatória e a perda total da reconstrução mamária: análise crítica de 560 reconstruções

Influence of advanced age on postoperative outcomes and total loss following breast reconstruction: a critical assessment of 560 cases

Walter Koiti Matsumoto; Alexandre Mendonça Munhoz; Alberto Okada; Eduardo Montag; Eduardo Gustavo Arruda; Alexandre Fonseca; Orlando Ferrari; José Augusto Brasil; Lia Pretti; José Roberto Filassi; Rolf Gemperli, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(2):1-9 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar o papel da idade no risco de complicações pós-operatórias de pacientes submetidas à reconstrução mamária unilateral pós-mastectomia, com ênfase na perda total da reconstrução.
MÉTODOS: estudo retrospectivo de pacientes submetidas à reconstrução mamária, cujas variáveis incluídas foram: dados oncológicos e da técnica de reconstrução, complicações pós-operatórias, incluindo perda da reconstrução e complicações da ferida operatória. As pacientes foram divididas de acordo com a classificação da Política Nacional do Idoso e Estatuto do Idoso em dois grupos: jovens (idade <60 anos) e idosas (60 anos ou mais). Também foram agrupadas de acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde: jovens (idade <44 anos); meia-idade (idade 45-59 anos); idosas (idade 60-89 anos) e velhice extrema (90 anos ou mais). A classificação do risco cirúrgico da Sociedade Americana de Anestesiologistas foi aplicada para investigar o papel do estado físico pré-operatório como possível preditor de complicações.
RESULTADOS: das 560 pacientes operadas, 94 (16,8%) apresentavam 60 anos ou mais. Observou-se taxa de complicações locais de 49,8%, a maioria, limitadas. As incidências de necrose, infecção e deiscência foram de 15,5%, 10,9% e 9,3%, respectivamente. Pacientes com 60 anos ou mais apresentaram chance de complicação 1,606 vezes maior do que as jovens. Quarenta e cinco (8%) pacientes apresentaram perda da reconstrução e não houve diferença estatisticamente significante na média de idade das pacientes que apresentaram ou não esse desfecho (p=0,321).
CONCLUSÃO: em pacientes selecionadas, a reconstrução mamária pode ser considerada segura; a maioria das complicações documentadas foi limitada e pode ser tratada conservadoramente.


Palavras-chave: Procedimentos Cirúrgicos Reconstrutivos. Mastectomia. Grupos Etários. Complicações Pós-Operatórias. Neoplasias da Mama.

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