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CBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

Artigos do Autor

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Abdômen aberto: experiência em uma única instituição

Open abdomen management: single institution experience

Adilson Costa Rodrigues Junior; Fernando da Costa Ferreira Novo; Rafael de Castro Santana Arouca; Francisco de Salles Collet e Silva, TCBC-SP; Edna Frasson de Souza Montero,TCBC-SP; Edivaldo Massazo Utiyama, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(2):93-96 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar o resultado da integridade da parede abdominal após utilização do fechamento assistido a vácuo e da bolsa de Bogotá.
MÉTODOS: um estudo retrospectivo foi realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), identificando os pacientes submetidos à técnica de fechamento abdominal temporário (FAT) entre janeiro de 2005 e dezembro de 2011. Os dados foram coletados por meio de revisão de prontuários. Os critérios de inclusão foram indicação de FAT e sobrevivência até o fechamento definitivo da parede abdominal. No período pós-operatório, apenas um grupo de três cirurgiões, seguiu todos os pacientes e realizou as reoperações. Além disso, independente da técnica de FAT utilizada, foi aplicada a tática de fechamento fascial progressivo durante as reoperações.
RESULTADOS: Vinte e oito pacientes foram incluídos. Não houve diferença estatística nas taxas de fechamento primário e tempo médio de fechamento fascial.
CONCLUSÃO: O fechamento assistido a vácuo e a bolsa de Bogotá não diferem significativamente em relação ao resultado da integridade da parede abdominal após as reoperações. Isso se deve ao acompanhamento de uma equipe específica e a adoção de técnica de fechamento fascial progressivo.


Palavras-chave: Peritonite. Trauma. Sepse. Tratamento de Ferimentos com Pressão Negativa. Técnicas de Fechamento de Ferimentos Abdominais. Síndrome Compartimental Abdominal.

Desenluvamentos de tronco e membros: comparação dos resultados da avaliação precoce ou tardia pela cirurgia plástica

Degloving injuries of trunk and limbs: comparison of outcomes of early versus delayed assessment by the plastic surgery team

Daniel Francisco Mello; José Cesar Assef, TCBC-SP; Sílvia Cristine Soldá, TCBC-SP; AméRico Helene Jr

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(3):143-148 : Artigo Original

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OBJETIVO: analisar os casos de desenluvamentos de tronco e membros, comparando os resultados da avaliação precoce ou tardia pela equipe de cirurgia plástica.
MÉTODOS: análise retrospectiva de prontuários. Os pacientes foram separados em dois grupos: Avaliação precoce - Grupo I (realizada no intervalo de até 12 horas após o trauma) e Avaliação tardia - Grupo II (realizada mais de 12 horas após o trauma). Definiu-se como enxertia primária aquela realizada com pele proveniente do retalho traumático. Foram excluídos os casos com acometimento de mãos, pés ou genitália.
RESULTADOS: foram atendidos 47 pacientes. A superfície corporal lesada média foi 8,2%. Os membros inferiores foram os locais mais acometidos, em 95,7%, isoladamente ou em associação com lesões em outros locais. A avaliação da Cirurgia Plástica foi solicitada tardiamente em 25 casos. Observou-se tempo médio de internação de 36,1 dias para o grupo I e de 57,1 para o grupo II (p=0,026). Em relação ao número de cirurgias (enxertias de pele), observou-se média de 1,3 no grupo I e 1,6 no grupo II (p=0,034).
CONCLUSÃO: em doentes politraumatizados, vítimas de desenluvamento de tronco e membros, podemos concluir, no que se refere ao tempo de internação e número de operações, que a avaliação da Cirurgia Plástica deve ser precoce.


Palavras-chave: Transplante de pele. Lesões dos Tecidos Moles. Técnicas de Fechamento de Ferimentos. Procedimentos Cirúrgicos Dermatológicos. Fáscia/cirurgia.

Maio amarelo: um movimento ativo para prevenir lesões no trânsito

Yellow may: an active campaign to prevent road traffic injury

Gustavo Pereira Fraga, TCBC-SP; Paulo Roberto Carreiro, TCBC-MG; Hamilton Petry de Souza, TCBC-RS; Sandro Scarpelini, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(4):200-201 : Editorial

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Análise comparativa das lesões diagnosticadas e de sua gravidade entre vítimas de atropelamento e outros mecanismos de trauma fechado

Comparative analysis of the frequency and the severity of diagnosed lesions between pedestrians struck by motor vehicles and other blunt trauma mechanisms victims

José Gustavo Parreira, TCBC-SP; Rafael Krieger Martins; Julio Slongo; Jacqueline A. Giannini Perlingeiro, TCBC-SP; Silvia Cristine Soldá, TCBC-SP; José Cesar Assef, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(4):253-258 : Artigo Original

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OBJETIVO: comparar, entre vítimas de atropelamento e de outros mecanismos de trauma fechado, a frequência e gravidade das lesões identificadas.
MÉTODOS: análise retrospectiva das informações do registro de trauma, incluindo as vítimas de trauma fechado, com idade superior a 13 anos de idade, admitidas entre 2008-2010. Avaliamos o mecanismo de trauma, dados vitais à admissão e lesões diagnosticadas. A estratificação de gravidade da amostra foi realizada pelos índices RTS, AIS-90, ISS e TRISS. As vítimas de trauma fechado foram separadas em dois grupos: Grupo A- pedestres vítimas de atropelamento; Grupo B- vítimas dos demais mecanismos de trauma fechado. As variáveis foram comparadas entre os dois grupos.
RESULTADOS: foram incluídos no estudo 5785 casos, sendo que, 1217 (21,0%) foram vítimas de atropelamento. Observamos que os traumatizados do grupo A apresentaram, significativamente (p<0,05), maior média etária, de frequência cardíaca à admissão, de ISS, de AIS no segmento cefálico, torácico, abdominal e em extremidades, bem como, menor média de escala de coma de Glasgow, pressão arterial sistólica a admissão, RTS e TRISS. As vítimas de atropelamento também apresentaram (p<0,05), maior frequência de hematomas extradurais, hematomas subdurais agudos, hemorragia subaracnoidea, Brain Swelling, contusão cerebral, lesão axonal difusa, fraturas de arcos costais, pneumotórax, tórax flácido, contusão pulmonar, bem como, fraturas de pelve, de membros superiores, inferiores e expostas de membros inferiores.
CONCLUSÃO: as vítimas de atropelamento apresentam maior frequência e gravidade de lesões intracranianas, torácicas, abdominais e em extremidades quando comparadas às vítimas de outros mecanismos de trauma fechado em conjunto.


Palavras-chave: Acidentes de Trânsito. Traumatismo Múltiplo. Índices de Gravidade do Trauma. Prevenção de Acidentes. Ferimentos e Lesões.

Hematoma subdural crônico: análise epidemiológica e prognóstica de 176 casos

Chronic subdural hematoma: epidemiological and prognostic analysis of 176 cases

Jamil Farhat Neto; João Luiz Vitorino Araujo; Vinícius Ricieri Ferraz; Luciano Haddad; José Carlos Esteves Veiga TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):283-288 : Artigo Original

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OBJETIVO: caracterizar os pacientes com hematoma subdural crônico submetidos à intervenção cirúrgica e identificar os indicadores prognósticos.
MÉTODOS: análise retrospectiva de pacientes diagnosticados com hematoma subdural crônico (HSDC) submetidos a tratamento cirúrgico. Foram analisados: idade, período do trauma ao diagnóstico por imagem, escala de coma de Glasgow pré e pós-operatório, tipo de intervenção cirúrgica, comorbidades associadas, utilização de drenagem pós-operatória e acompanhamento ambulatorial.
RESULTADOS: a amostra consistiu em 176 pacientes, 126 do sexo masculino e 50 pacientes do sexo feminino (proporção de 2,5:1), a idade variou de seis meses a 97 anos, com uma média de 59,3 anos. O HSDC foi causado por trauma em 52% dos pacientes, com o intervalo do trauma ao diagnóstico por imagem, em média, de 25,05 dias. Eram hipertensos 37,7% dos pacientes e 20% possuíam alguma doença neurológica. Oitenta e cinco (48,3%) pacientes eram idosos e a alteração da consciência esteve presente em 63% dos casos. Não eram idosos 91 (51,7%)p pacientes, 44% aprresentaram cefaleia, alteração da consciência ocorreu em 40% dos pacientes e as alterações motoras, em 27,5%. O HSDC localizou-se à direita em 41%, à esquerda em 43% e, bilateral em 16% dos pacientes.
CONCLUSÃO: a alteração de consciência foi a alteração clínica mais comum nos idosos e a cefaleia em não idosos. A comorbidade mais associada foi a HAS e a causa mais frequente, o traumatismo craniano. A trepanação com dois orifícios associada ao sistema de drenagem fechado foi a operação mais utilizada, com alta efetividade e baixo índice de complicações.


Palavras-chave: Hematoma Subdural Crônico. Hemorragias Intracranianas. Neurocirurgia. Epidemiologia. Prognóstico.

Esofagectomia com gastroplastia no megaesôfago avançado: análise tardia da importância do uso do omeprazol

Esophagectomy with gastroplasty in advanced megaesophagus: late results of omeprazole use

Celso de Castro Pochini, TCBC-SP; Danilo Gagliardi, TCBC-SP; Roberto Saad Júnior, TCBC-SP; Ruy França de Almeida, TCBC-SP; Paulo Roberto Corsi, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):299-304 : Artigo Original

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OBJETIVO: analisar os resultados tardios do tratamento do megaesôfago chagásico avançado através da esofagectomia associada ao IBP (omeprazol), com vistas à incidência de esofagite e esôfago de Barrett do coto esofagiano remanescente.
MÉTODO: foram estudados pacientes com megaesôfago avançado submetidos à esofagectomia e à esofagogastroplastia transmediastinal posterior. Os pacientes foram distribuídos em três grupos: A (20) com substituição esofagiana por meio do estômago total, sem o uso do omeprazol; B (20) com substituição esofagiana por meio do estômago total, sem o uso do omeprazol durante este período; após a primeira endoscopia, realizada no pós-operatório, foi introduzido IBP (omeprazol 40mg/dia) e mantido por seis anos; e C (30) com substituição esofagiana por meio do tubo gástrico com uso do omeprazol. A disfagia, a perda ponderal e o IMC foram os parâmetros clínicos analisados. A endoscopia digestiva alta foi realizada em todos os pacientes. Foi determinada a altura da anastomose, a aparência do aspecto da mucosa, com especial atenção para possíveis lesões oriundas de refluxo gastresofágico, a patência da anastomose esofagogástrica.
RESULTADOS: na primeira endoscopia, a esofagite erosiva esteve presente em nove pacientes (18%) e o esôfago Barrett, em quatro (8%); na última endoscopia, a esofagite erosiva esteve presente em quatro pacientes (8%) e o esôfago de Barrett em um (2%). Comparando-se os grupos B e C, não houve redução da esofagite e do esôfago de Barrett. Porém, comparando-se os grupos A e C, houve redução de complicações do refluxo, como esofagite e o esôfago de Barrett (p<0,005).
CONCLUSÃO: os resultados obtidos permitem concluir que o uso de omeprazol (40mg/dia) reduziu o aparecimento de esofagite erosiva e esôfago de Barrett no decorrer do pós-operatório tardio.


Palavras-chave: Doença de Chagas. Esofagite. Esôfago de Barrett. Esofagectomia. Omeprazol.

Indicadores de lesões intra-abdominais "ocultas" em pacientes vítimas de trauma fechado admitidas sem dor abdominal ou alterações no exame físico do abdome

Predictors of "occult" intra-abdominal injuries in blunt trauma patients

José Gustavo Parreira, TCBC-SP; Juliano Mangini Dias Malpaga; Camilla Bilac Olliari; Jacqueline A. G. Perlingeiro, TCBC-SP; Silvia C. Soldá, TCBC-SP; José Cesar Assef, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):311-317 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar os indicadores de lesões intra-abdominais em vítimas de trauma fechado admitidas sem dor abdominal ou alterações no exame físico do abdome.
MÉTODO: estudo retrospectivo das vítimas de trauma fechado com idade superior a 13 anos, admitidas no período de 2008-2010. Selecionamos para estudo todos que foram submetidos à tomografia computadorizada de abdome e/ou laparotomia exploradora e que, à admissão, não apresentavam dor abdominal ou alterações ao exame físico do abdome. Os doentes foram separados em: Grupo 1 (com lesões intra-abdominais) e Grupo 2 (sem lesões intra-abdominais). As variáveis foram comparadas entre os grupos, considerando p<0,05 como significativo. Em um segundo passo, selecionamos as variáveis com p<0,20 na análise bivariada para criar modelo de regressão logística pelo método forward stepwise.
RESULTADOS: foram incluídos 268 casos. Os doentes com lesão abdominal caracterizaram-se por apresentar, significativamente (p<0,05), menor média de AIS em segmento cefálico (1,0 ± 1,4 vs. 1,8 ± 1,9), bem como, maior média de AIS em tórax (1,6 ± 1,7 vs. 0,9 ± 1,5) e de ISS (25,7 ± 14,5 vs. 17,1 ± 13,1). A frequência de lesões abdominais foi significativamente maior nas vítimas de atropelamentos (37,3%) e motociclistas (36%) (p<0,001). A regressão logística construiu um modelo utilizando as seguintes variáveis: motociclista como mecanismo de trauma (p<0,001- OR=5,51; IC95% 2,40-12,64), presença de fraturas de costelas (p<0,003 - OR=3,00; IC95% 1,47-6,14), atropelamento como mecanismo de trauma (p=0,008 - OR=2,85; IC95% 1,13-6,22) e exame físico neurológico anormal a admissão (p=0,015 - OR=0,44; IC95% 0,22-0,85).
CONCLUSÃO: as lesões intra-abdominais foram relacionadas principalmente com o mecanismo de trauma e a presença de lesões torácicas.


Palavras-chave: Diagnóstico. Diagnóstico Tardio. Causas Externas. Traumatismo Múltiplo. Traumatismos Abdominais.

Ressecções videoassistidas. Ampliação do acesso à cirurgia hepática minimamente invasiva?

Video assisted resections. Increasing access to minimally invasive liver surgery?

Fabricio Ferreira Coelho, TCBC-SP; Marcos Vinícius Perini; Jaime Arthur Pirola Kruger; Renato Micelli Lupinacci; Fábio Ferrari Makdissi; Luiz Augusto Carneiro D'Albuquerque, TCBC-SP; Ivan Cecconello, TCBC-SP; Paulo Herman, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):318-324 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar os resultados perioperatórios, segurança e exequibilidade das ressecções videoassistidas para lesões hepáticas primárias e secundárias.
MÉTODOS: a partir de um banco de dados prospectivo, foram analisados os resultados perioperatórios (até 90 dias) de 25 pacientes consecutivos submetidos à ressecções videoassistidas, no período entre junho de 2007 e junho de 2013.
RESULTADOS: a média de idade foi 53,4 anos (23 a 73 anos), sendo 16 (64%) pacientes do sexo feminino. Do total, 84% eram portadores de patologias malignas. Foram realizadas 33 ressecções (1 a 4 nódulos por paciente). Os procedimentos realizados foram: ressecções não regradas (n=26), segmentectomia (n=1), bissegmentectomia 2/3 (n=1), bissegmentectomia 6/7 (n=1), hepatectomia esquerda (n=2), hepatectomia direita (n=2). Do total, 66,7% dos procedimentos foram em segmentos póstero-superiores, necessitaram de resecções múltiplas ou ressecções maiores. O tempo médio de operação foi 226 minutos (80-420 min) e o tempo de anestesia de 360 minutos (200-630 min). O tamanho médio dos nódulos ressecados foi 3,2cm (0,8 a 10 cm) e as margens cirúrgicas foram livres em todos os espécimes analisados. Foram transfundidos 8% dos pacientes e nenhum caso foi convertido. O tempo de internação foi 6,5 dias (3 a 16 dias). Complicações pós-operatórias ocorreram em 20% dos pacientes, não havendo mortalidade perioperatória.
CONCLUSÃO: a ressecção hepática videoassistida é exequível e segura, devendo fazer parte do armamentário do cirurgião de fígado para ressecções de lesões hepáticas primárias e secundárias.


Palavras-chave: Neoplasias Hepáticas. Hepatectomia. Laparoscopia. Cirurgia Videoassistida.

Avaliação da gravidade da pancreatite aguda: aplicando o sistema de pontuação de Marshall

Severity assessment of acute pancreatitis: applying Marshall scoring system

André Lanza Carioca; Debora Rodrigues Jozala; Lucas Oliveira de Bem; Jose Mauro da Silva Rodrigues, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):325-328 : Artigo Original

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OBJETIVO: analisar a eficácia do sistema de pontuação de Marshall na avaliação da gravidade da pancreatite aguda.
MÉTODOS: foi realizado um estudo prospectivo e observacional em 39 pacientes com PA, avaliados pelo sistema de pontuação dos critérios de Marshall e Ranson (admissão e 48 horas). Foi avaliada a evolução do quadro clínico durante sete dias e comparados os dados dos dois critérios.
RESULTADOS: sete pacientes morreram durante o período de observação e um morreu após esse período. Todos os óbitos possuíam, pelo sistema de Marshall, falência de pelo menos um sistema.
CONCLUSÃO: concluímos que o sistema de pontuação de Marshall pode ser utilizado, por ser um método eficaz e de aplicação simplificada, para avaliar a gravidade da pancreatite aguda.


Palavras-chave: Pancreatite. Insuficiência de Múltiplos Órgãos. Escores de Disfunção Orgânica. Pancreatite Necrosante Aguda.

Esofagogastrectomia total nas neoplasias do esôfago e transição esofagogástrica: quando deve ser indicada?

Total esophagogastrectomy in the neoplasms of the esophagus and esofagogastric junction: when must be indicated?

Nelson Adami Andreollo, TCBC-SP; João de Souza Coelho Neto, TGCB-SP; Guilherme Delfino Calomeni; Luiz Roberto Lopes, TCBC-SP; Valdir Tercioti Junior, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(6):360-365 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar as indicações e resultados da esofagogastrectomia total seguida de esofagocoloplastia, nas neoplasias do esôfago distal e da transição esofagogástrica.
MÉTODOS: foram avaliados os dados epidemiológicos, o quadro clínico, a indicação cirúrgica, o tipo de reconstrução, as complicações clínicas e cirúrgicas e a mortalidade.
RESULTADOS: Nas reconstruções foram realizadas oito esofagocoloduodenoplastias e as demais foram esofagocolojejunoplastias em Y de Roux, visando prevenir o refluxo alcalino. Três casos eram estádios I/II, enquanto 15 (85%) casos eram estádios III/IV, refletindo o diagnóstico tardio destes tumores. A mortalidade operatória foi cinco pacientes (25%): uma mediastinite secundária à necrose do cólon transposto, uma celulite abdominal secundária à infecção de ferida operatória, uma broncopneumonia grave, um choque irreversível e uma sepse associada à fístula colojejunal. Quatro doentes morreram no primeiro ano de pós-operatório, sendo que três (15%) deveram-se à recidiva tumoral e um (5%) secundário à broncopneumonia. A sobrevida de cinco anos foi 15%.
CONCLUSÃO: a esofagogastrectomia total associada à esofagocoloplastia apresenta elevada morbimortalidade, necessitando indicação precisa. Os pacientes corretamente selecionados beneficiam-se da operação, sendo o risco-benefício aceitável, contribuindo para o aumento da sobrevida e melhora da qualidade de vida.


Palavras-chave: Adenocarcinoma. Esôfago. Procedimentos Cirúrgicos Operatórios. Esofagectomia.

Tratamento endovascular de aneurisma de artéria poplítea: resultados em curto e médio prazo

Endovascular treatment of popliteal artery aneurysm. Early and midterm results

Rodrigo Borges Domingues; André Camacho Oliveira Araújo; Bonno Van Bellen, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(1):37-42 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar a eficácia da correção endovascular do aneurisma de artéria poplítea quanto à manutenção da perviedade da endoprótese, em curto e médio prazo.
MÉTODOS: trata-se de estudo retrospectivo, descritivo e analítico, realizado no Serviço de Cirurgia Vascular Integrada do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Foram acompanhados 15 pacientes com aneurisma de poplítea totalizando 18 membros tratados com endoprótese, no período de maio de 2008 a dezembro 2012.
RESULTADOS: o tempo médio de seguimento foi 14,8 meses. Nesse período, 61,1% das endopróteses estavam pérvias. A média de diâmetro dos aneurismas foi 2,5cm, variando de 1,1 a 4,5cm. A extensão média encontrada foi 5cm, variando de 1,5 a 10cm. Em oito casos (47,1%), a lesão cruzava a linha articular e, em quatro destes, ocorreu oclusão da prótese. Em 66,7% dos casos, o tratamento foi eletivo e apenas 33,3% eram pacientes sintomáticos, tratados em caráter de urgência. As endopróteses usadas foram a Viabahn (Gore) em 12 casos (66,7%), Fluency (Bard) em três casos (16,7%), Multilayer (Cardiatis) em dois casos (11,1%) e Hemobahn (Gore) em apenas um caso (5,6%). Em três casos, ocorreu oclusão precoce (16,6%). Durante o seguimento, 88,2% dos pacientes mantiveram a antiagregação plaquetária. No seguimento ultrassonográfico não foi observado nenhum vazamento (endoleak). Não foi verificada nenhuma fratura nos Stents.
CONCLUSÃO: Os resultados obtidos nesse estudo são semelhantes aos de outras séries publicadas. Provavelmente com o desenvolvimento de novos dispositivos que suportem as particularidades mecânicas encontradas na região poplítea, haverá como melhorar o desempenho e prognóstico da restauração endovascular.


Palavras-chave: Procedimentos Endovasculares. Artéria Poplítea. Aneurisma. Doenças Vasculares Periféricas.

Impacto da terapia neoadjuvante na diminuição do estádio no adenocarcinoma de reto baixo: papel da ressonância magnética da pelve na determinação do estádio

Impact of neoadjuvant therapy in downstaging of lower rectal adenocarcinoma and the role of pelvic magnetic resonance in staging

Karina Dagre Magri; Fang Chia Bin, TCBC-SP; Fernanda Bellotti Formiga; Thiago da Silveira Manzione, ACBC-SP; Caroline Merci Caliari de Neves Gomes; Paulo de Azeredo Passos Candelári,TCBC-SP; Jorge Alberto Ortiz,TCBC-SP; Wilmar Artur Klug; José Mandia Neto; Peretz Capelhuchnik, TCBC-SP1

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(2):102-109 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar o efeito da terapia neoadjuvante, nos pacientes portadores de adenocarcinoma de reto, sobre o estádio (TNM) e validar o emprego da ressonância magnética como método de determinação do estádio locorregional.
MÉTODOS: estudo retrospectivo de 157 pacientes com diagnóstico de adenocarcinoma de reto baixo, que foram divididos em dois grupos: Grupo 1, 81 pacientes (52%), submetidos ao tratamento cirúrgico de princípio, cuja finalidade foi analisar a acurácia da determinação do estádio locorregional pela ressonância magnética da pelve, através da comparação entre os achados radiológicos e os achados anatomopatológicos; Grupo 2, 76 pacientes (48%), encaminhados à terapia neoadjuvante (quimioterapia e radioterapia), antes do tratamento cirúrgico definitivo, com o intuito de avaliar seus efeitos sobre o estádio, através da comparação dos achados clínico-radiológicos com os anatomopatológicos.
RESULTADOS: no grupo 1, a acurácia da determinação da profundidade da lesão (T) e do comprometimento linfonodal (N), foram de 91,4% e 82,7%, respectivamente. No grupo 2, a terapia neoadjuvante diminuiu o estádio T, estádio N e o estádio TNM em 51,3%, 21% e 48,4% dos casos, respectivamente.
CONCLUSÃO: a terapia neoadjuvante nos pacientes com adenocarcinoma de reto é efetiva na diminuição do estádio e a ressonância magnética da pelve é eficaz na determinação do estádio locorregional.


Palavras-chave: Adenocarcinoma. Neoplasias Retais. Terapia Neoadjuvante. Imagem por Ressonância Magnética. Estadiamento de Neoplasias.

Mastopexia de aumento após cirurgia bariátrica: avaliação da satisfação das pacientes e resultados cirúrgicos

Augmentation mastopexy after bariatric surgery: evaluation of patient satisfaction and surgical results

Wilson Cintra Junior, TCBC-SP; Miguel Luiz Antonio Modolin, ECBC-SP; Rodrigo Itocazo Rocha; Rolf Gemperli, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(3):160-164 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar a satisfação das pacientes e os resultados cirúrgicos obtidos após a mastopexia com inclusão de implantes mamários.
MÉTODOS: estudo prospectivo com 20 pacientes consecutivas do sexo feminino, com média etária de 39,9 anos, que foram submetidas à mastopexia de aumento. Foram aplicadas entrevistas psicológicas semidirigidas nos períodos pré e pós-operatórios e cujas respostas foram tabuladas, divididas em categorias, e possibilitaram a avaliação da satisfação das pacientes. Foi realizada avaliação dos resultados cirúrgicos através da análise fotográfica por três cirurgiões plásticos independentes, nos períodos pré e pós-operatórios, que atribuíram notas aos seguintes itens: forma da mama, volume da mama, simetria entre as mamas, posicionamento do complexo aréolo-papilar e qualidade e extensão das cicatrizes.
RESULTADOS: dezenove pacientes (95%) referiram satisfação com o resultado cirúrgico obtido (p<0,001). A média das somatórias das notas atribuídas pelos três cirurgiões, referentes a cada paciente, variou entre 4,7 e 10, sendo a média geral de 7,28. Os resultados foram considerados bons ou ótimos para 65% da amostra e pobres para 8,4%.
CONCLUSÃO: houve satisfação de 95% das pacientes com os resultados obtidos pela mastopexia de aumento. A análise fotográfica dos resultados obteve nota média de 7,28, caracterizado como bom resultado, apesar da fraca concordância entre os avaliadores.


Palavras-chave: Mamoplastia. Implantes de Mama. Satisfação do Paciente. Obesidade Mórbida. Cirurgia Plástica.

Síndrome de Mirizzi graus III e IV: tratamento cirúrgico

Mirizzi syndrome grades III and IV: surgical treatment

Ronald Reverdito; André de Moricz, TCBC-SP; Tércio de Campos, TCBC-SP; Adhemar Monteiro Pacheco Júnior, TCBC-SP; Rodrigo Altenfelder Silva, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(4):243-247 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar a epidemiologia e os resultados do tratamento cirúrgico de doentes portadores de graus III e IV, mais avançados, da Síndrome de Mirizzi (SM) de acordo com a classificação de Csendes.
MÉTODOS: estudo retrospectivo, de corte transversal através da revisão de prontuários de 13 pacientes portadores de graus III e IV da SM operados de dezembro de 2001 a setembro de 2013, entre 3691 colecistectomias realizadas neste período.
RESULTADOS: a incidência da SM foi 0,6% (23 casos) e os graus III e IV perfizeram 0,35% deste número. Houve um predomínio de tipo IV (12 casos). O diagnóstico pré-operatório foi possível em 53,8% dos casos. A conduta preferencial foi derivação biliodigestiva (10 casos) e foi optado por drenagem com tubo "T" e sutura da via biliar em três ocasiões especiais. Três pacientes apresentaram fístula biliar resolvida com conduta expectante e um caso de coleperitônio necessitou reoperação. No seguimento ambulatorial dos pacientes que realizaram a anastomose biliodigestiva (oito), 50% estão assintomáticos, 25% apresentaram estenose da anastomose e 25% perderam seguimento. O tempo médio de acompanhamento foi 41,8 meses.
CONCLUSÃO: de incidência baixa e de diagnóstico pré-operatório em apenas metade dos casos, a SM em graus avançados tem na anastomose biliodigestiva sua melhor conduta, porém não isenta de morbimortalidade.


Palavras-chave: Síndrome de Mirizzi. Icterícia Obstrutiva. Epidemiologia. Terapêutica. Procedimentos Cirúrgicos Operatórios.

Abordagem cervical por via retroauricular modificada com uso da técnica robótica: experiência inicial na América Latina

Robotic-assisted modified retroauricular cervical approach: initial experience in Latin America

Thiago Celestino Chulam; Renan Bezerra Lira; Luiz Paulo Kowalski, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(4):289-291 : Nota Técnica

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A preocupação com a melhoria dos resultados estéticos e funcionais sem comprometimento dos resultados oncológicos na cirurgia de cabeça e pescoço tem aumentado significativamente. Os procedimentos minimamente invasivos e principalmente aqueles que utilizam a tecnologia robótica permitiram o desenvolvimento de novas abordagens, incluindo o acesso retroauricular, que agora é usado rotineiramente, especialmente na Coréia do Sul. A presente nota irá ilustrar a técnica e a experiência inicial na América Latina, demonstrando que esta abordagem é viável, segura e eficaz oncologicamente, podendo ser utilizada em casos selecionados com um benefício estético evidente.


Palavras-chave: Robótica. Procedimentos Cirúrgicos Minimamente Invasivos. Esvaziamento Cervical.

Estudo comparativo de técnicas de fechamento temporário da cavidade abdominal durante o controle de danos

Comparative study of abdominal cavity temporary closure techniques for damage control

Marcelo A. F. Ribeiro Jr, TCBC-SP; Emily Alves Barros; Sabrina Marques de Carvalho; Vinicius Pereira Nascimento; José Cruvinel Neto, TCBC-SP; Alexandre Zanchenko Fonseca

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(5):368-373 : Artigo de Revisão

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A cirurgia de controle de danos, com ênfase em peritoneostomia, geralmente resulta em retração da aponeurose e perda da capacidade de fechar a parede abdominal, levando à formação de hérnias ventrais incisionais. Atualmente, várias técnicas oferecem maiores chances de fechamento da cavidade abdominal, com menor tensão. Deste modo, este estudo tem por objetivo avaliar três técnicas de fechamento temporário da cavidade abdominal: fechamento a vácuo (Vacuum-Assisted Closure Therapy – VAC), Bolsa de Bogotá e Vacuum-pack. Realizou-se uma revisão sistemática da literatura com seleção de 28 artigos publicados nos últimos 20 anos. As técnicas de Bolsa de Bogotá e Vacuum-pack tiveram como vantagem o acesso fácil ao material, na maioria dos centros, e baixo custo, ao contrário do que se observa na terapia a vácuo, VAC, que além de apresentar alto custo, não está disponível em grande parte dos hospitais. A técnica  VAC, por outro lado, foi mais eficaz na redução da tensão nas bordas das lesões, ao remover fluidos estagnados e detritos, além de exercer ação a nível celular, aumentando as taxas de proliferação e divisão celular, e apresentou as maiores taxas de fechamento primário da cavidade abdominal.


Palavras-chave: Abdome. Peritonite. Ferimentos e Lesões. Parede Abdominal. Infecção.

Cirurgia de controle de danos torácico

Thoracic damage control surgery

Roberto Gonçalves, TCBC-SP; Roberto Saad Jr, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(5):374-381 : Artigo de Revisão

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A cirurgia de controle de danos surgiu com a filosofia de se aplicar manobras essenciais para controle de sangramento e contaminação abdominal, em doentes traumatizados, nos limites de suas reservas fisiológicas. Este conceito se estendeu para as lesões torácicas, onde manobras relativamente simples, podem abreviar o tempo operatório de doentes in extremis. Este artigo tem como objetivo, revisar as diversas técnicas de controle de dano em órgãos torácicos, que devem ser de conhecimento do cirurgião que atua na emergência.


Palavras-chave: Traumatismo Múltiplo. Traumatismos Torácicos. Medicina de Emergência.

Perfil das apendicectomias realizadas no Sistema Público de Saúde do Brasil

Profile of the appendectomies performed in the Brazilian Public Health System

Fernanda dos Santos; Gabriel Flamarim Cavasana; Tercio de Campos, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(1):4-8 : Artigo Original

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OBJETIVO: analisar o perfil das apendicectomias realizadas no Sistema de Saúde Pública (SUS) do Brasil e comparar as técnicas de apendicectomia, por via laparoscópica e laparotômica.
MÉTODO: este trabalho utilizou informações do DataSus de 2008 a 2014 (http://datasus.saude.gov.br). Foram comparados os dados dos doentes submetidos à apendicectomia laparotômica com aqueles submetidos à apendicectomia laparoscópica.
RESULTADOS: ao se comparar o crescimento total das apendicectomias, a via laparoscópica aumentou 279,7%, enquanto o aumento da cirurgia laparotômica foi 25% (p<0,001) no período do estudo. Com relação aos custos com despesas médicas e hospitalares, a apendicectomia vídeo-laparoscópica representou apenas 2,6% do gasto total em apendicectomias realizadas por hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) com custo médio 7,6% inferior ao das cirurgias por via laparotômica, porém sem significância estatística. A taxa de mortalidade foi 57,1% menor na via laparoscópica quando comparado com a laparotômica.
CONCLUSÃO: vem havendo um aumento significativo da via laparoscópica no tratamento das apendicites, mas o método ainda é pouco utilizado nos doentes do SUS. Os custos da apendicectomia laparoscópica se mostraram semelhantes aos observados nos acessos laparotômicos.


Palavras-chave: Apendicite. Apendicectomia. Laparoscopia. Gastos em Saúde

Impacto do curativo de espuma não aderente com Ibuprofeno na vida dos pacientes com úlcera venosa

Impact of non-adherent Ibuprofen foam dressing in the lives of patients with venous ulcers

Geraldo Magela Salomé; Lydia Masako Ferreira, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(2):116-124 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar a dor em pacientes portadores de úlcera venosa de membros inferiores que utilizaram curativo de espuma não aderente com Ibuprofeno (CEI).
MÉTODOS: estudo prospectivo de pacientes portadores de úlceras venosas de membros inferiores tratados no período de abril de 2013 a agosto de 2014. Foram utilizados os questionários Escala Numérica e Questionário de Dor de McGille, as avaliações eram feitas no momento da inclusão do paciente no estudo e a cada oito dias, totalizando cinco consultas. Os pacientes foram divididos em dois grupos: 40 no Grupo Estudo (GE), que foram tratados com CEI, e 40 no Grupo Controle (GC), tratados com curativo primário, conforme o tipo de tecido e exsudato.
RESULTADOS: na primeira consulta os pacientes de ambos os grupos relataram dor intensa. No quinto dia os pacientes do GE relataram ausência de dor e a maioria do GC relatou dor moderada. Com relação ao Questionário de Dor de McGill, a maioria dos pacientes de ambos os grupos, no início da coleta de dados, relataram sensações relacionadas aos descritores sensorial, afetivo, avaliativo e miscelânea, sendo que entre os pacientes do GE houve discreta melhora após a segunda consulta. Após a terceira consulta já não referiram os descritores citados. Os pacientes do GC manifestaram todas as sensações desses descritores até quinta a consulta.
CONCLUSÃO: o curativo de espuma não aderente com Ibuprofeno é eficaz na redução da dor de pacientes portadores de úlceras venosas.


Palavras-chave: Úlcera Varicosa. Extremidade Inferior. Medição da Dor.Ibuprofeno. Qualidade de vida. Assistência Centrada no Paciente.

Lesões traqueobrônquicas no trauma torácico: experiência de 17 anos

Tracheobronchial injuries in chest trauma: a 17-year experience

Roberto Saad Jr, TCBC-SP; Roberto Gonçalves, TCBC-SP; Vicente Dorgan Neto, TCBC-SP; Jacqueline Arantes G. Perlingeiro, TCBC-SP; Jorge Henrique Rivaben, ACBC-SP; Márcio Botter, TCBC-SP; José César Assef, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(2):194-201 : Artigo Original

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OBJETIVO: discutir os aspectos clínicos e terapêuticos de lesões traqueobrônquicas em vítimas de trauma torácico.
MÉTODOS: análise de dados dos prontuários de pacientes com lesões traqueobrônquicas atendidas na Santa Casa de São Paulo no período de abril de 1991 a junho de 2008. A caracterização da gravidade dos doentes foi feita por meio de índices de trauma fisiológico (RTS) e anatômicos (ISS, PTTI). O TRISS (Trauma Revised Injury Severity Score) foi utilizado para avaliar a probabilidade de sobrevida.
RESULTADOS: nove doentes tinham lesões traqueobrônquicas, todos do sexo masculino, com idades entre 17 e 38 anos. Os valores médios dos índices de trauma foram: RTS-6,8; ISS-38; PTTI-20,0; TRISS-0,78. Com relação ao quadro clínico, seis apresentaram apenas enfisema de parede torácica ou do mediastino e três doentes se apresentaram com instabilidade hemodinâmica ou respiratória. O intervalo de tempo necessário para se firmar o diagnóstico, desde a admissão do doente, variou de uma hora a três dias. Cervicotomia foi realizada em dois pacientes e toracotomia foi realizada em sete (77,7%), sendo bilateral em um caso. O tempo de internação variou de nove a 60 dias, média de 21 dias. Complicações apareceram em quatro pacientes (44%) e a mortalidade foi nula.
CONCLUSÃO: o trauma da árvore traqueobrônquica é raro, pode evoluir com poucos sintomas, o que dificulta o diagnóstico imediato, e apresenta alto índice de complicações embora com baixa mortalidade.


Palavras-chave: Brônquios. Traumatismos Torácicos. Cirurgia Torácica. Traqueia.

Incidência de câncer colorretal em pacientes jovens

Incidence of colorectal cancer in young patients

Fábio Guilherme C. M. de Campos, TCBC-SP; Marleny Novaes Figueiredo; Mariane Monteiro; Sérgio Carlos Nahas, TCBC-SP; Ivan Cecconello, ECBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(2):208-215 : Artigo de Revisão

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O câncer colorretal (CCR) esporádico é tradicionalmente diagnosticado após a sexta década de vida, embora uma pequena porcentagem de casos seja diagnosticada em doentes abaixo dos 40 anos de idade, e a incidência está aumentando. Existe uma grande controvérsia a respeito da evolução clínica de doentes jovens portadores de CCR em comparação aos mais idosos. Os objetivos deste estudo foram avaliar a prevalência de CCR em doentes jovens, rever a literatura pertinente e discutir suas características mais importantes nesta faixa etária. Para tanto realizou-se revisão da literatura envolvendo doentes com CCR com foco na idade ao diagnóstico. A informação extraída da revisão de literatura demonstrou uma tendência de redução da incidência em pessoas mais idosas com efeito oposto em adolescentes e adultos jovens. Sua agressividade biológica ainda não foi claramente reconhecida, embora seja usualmente diagnosticado mais tardiamente e em associação com características histológicas adversas. Apesar disso, estas características não afetam a evolução. Este aparente aumento na incidência de CCR entre pacientes jovens durante as últimas décadas levanta a necessidade de uma maior suspeita diagnóstica na avaliação de sintomas comuns neste grupo. Assim, programas educacionais devem disseminar informação tanto para população como para médicos a fim de melhorar a prevenção e o diagnóstico precoce.


Palavras-chave: Neoplasias Colorretais. Idade. Incidência. Adulto Jovem. Prognóstico.

Necrose pancreática com infecção: estado atual do tratamento

Management of infected pancreatic necrosis: state of the art

Roberto Rasslan, TCBC-SP; Fernando da Costa Ferreira Novo; Alberto Bitran, TCBC-SP; Edivaldo Massazo Utiyama, TCBC-SP; Samir Rasslan, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(5):521-529 : Artigo de Revisão

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A necrose pancreática ocorre em 15% das pancreatites agudas. A presença de infecção é o fator mais importante na evolução da pancreatite. Confirmar o diagnóstico de infecção ainda é um desafio. A mortalidade na necrose infectada é de 30% e na vigência de disfunção orgânica, chega a 70%. Nas últimas décadas, ocorreu uma verdadeira revolução no tratamento da necrose pancreática infectada. Mesmo assim, persiste o desafio e há múltiplas questões ainda não resolvidas: tratamento exclusivo com antibiótico, drenagem percutânea guiada por tomografia, drenagem por via endoscópica, desbridamento extra-peritoneal vídeo-assistido, acesso extra-peritoneal, necrosectomia por via aberta? Foi proposto o tratamento por etapas, “step up approach”, iniciando-se com as medidas menos invasivas e reservando-se a intervenção operatória para os casos em que o procedimento anterior não resolver definitivamente o problema. A indicação e o momento da intervenção devem ser determinados pela evolução clínica. O ideal é que a intervenção seja feita apenas depois da quarta semana de evolução, quando já existe melhor delimitação da necrose. O tratamento deve ser individualizado. Não existe um procedimento que deva ser o primeiro e a melhor opção para todos os doentes. O objetivo deste trabalho é fazer uma análise crítica do estado atual do tratamento da necrose pancreática infectada.


Palavras-chave: Pancreatite. Pancreatite Necrosante Aguda. Infecção. Drenagem.

Exclusão de lesões intra-abdominais em vítimas de trauma fechado através de variáveis clínicas e ultrassom abdominal completo

Ruling out intra-abdominal injuries in blunt trauma patients using clinical criteria and abdominal ultrasound

Flávia Helena Barbosa Moura, AsCBC-SP; José Gustavo Parreira, TCBC-SP; Thiara Mattos; Giovanna Zucchini Rondini; Cristiano Below; Jacqueline Arantes G. Perlingeiro, TCBC-SP; Silvia Cristine Soldá, TCBC-SP; José Cesar Assef, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(6):626-632 : Artigo Original

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OBJETIVO: identificar vítimas de trauma fechado de abdome nas quais as lesões intra-abdominais possam ser excluídas por critérios clínicos e por ultrassonografia abdominal completa.
MÉTODOS: análise retrospectiva de vítimas de trauma fechado em que se analisou as seguintes variáveis clínicas: estabilidade hemodinâmica, exame neurológico normal à admissão, exame físico do tórax, do abdome e da pelve normais à admissão e ausência de lesões distrativas (Abbreviated Injury Scale >2 em crânio, tórax e/ou extremidades). Em seguida estudou-se o resultado da ultrassonografia no grupo de pacientes com todas as variáveis clínicas avaliadas.
RESULTADOS: estudamos 5536 vítimas de trauma fechado. Lesões intra-abdominais com AIS>1 foram identificadas em 144 (2,6%) casos; em pacientes com estabilidade hemodinâmica, estavam presentes em 86 (2%); naqueles com estabilidade hemodinâmica e exame neurológico normal à admissão em 50 (1,8%); nos casos com estabilidade hemodinâmica, exame neurológico e do tórax normais à admissão em 39 (1,5%); em pacientes com estabilidade hemodinâmica e com exame neurológico, do tórax, do abdome e da pelve normais em 12 (0,5%); naqueles com estabilidade hemodinâmica e com exame neurológico, do tórax, do abdome e da pelve normais e ausência de lesões distrativas, em apenas dois (0,1%) pacientes. Nos pacientes com todas as variáveis clínicas, 693 apresentavam ultrassonografia abdominal completa normal e, neste grupo, não foram identificadas lesões intra-abdominais posteriormente.
CONCLUSÃO: pela somatória de critérios clínicos e ultrassonografia abdominal completa, é possível identificar um grupo de vítimas de trauma fechado com baixa chance de apresentar lesões intra-abdominais significativas.


Palavras-chave: Traumatismos Abdominais. Diagnóstico Tardio. Diagnóstico. Ultrassonografia. Causas Externas. Traumatismo Múltiplo.

Reconstrução escrotal com retalho fasciocutâneo superomedial da coxa

Scrotal reconstruction with superomedial fasciocutaneous thigh flap

Daniel Francisco Mello, TCBC-SP; Americo Helene Júnior

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-6 : Artigo Original

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OBJETIVO: descrever a utilização do retalho fasciocutâneo superomedial da coxa para a reconstrução escrotal em áreas cruentas secundárias ao tratamento cirúrgico da fasceíte necrosante do períneo (gangrena de Fournier).
MÉTODOS: análise retrospectiva de casos atendidos no Serviço de Cirurgia Plástica da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, no período de 2009 a 2015.
RESULTADOS: quinze pacientes foram submetidos à reconstrução escrotal utilizando o retalho proposto. A média de idade foi de 48,9 anos (28 a 66). A estimativa de perda cutânea da região escrotal variou de 60 a 100 %. A reconstrução definitiva foi realizada em média 30,6 dias (22 a 44) após o tratamento cirúrgico inicial. O tempo cirúrgico médio foi de 76 minutos (65 a 90) para a realização dos retalhos, bilaterais em todos os casos. O tamanho dos retalhos variou de 10cm a 13cm no sentido longitudinal por 8cm a 10cm no sentido transverso. O índice de complicações observado foi de 26,6% (quatro casos), referentes à ocorrência de deiscências segmentares e parciais.
CONCLUSÃO: o retalho fasciocutâneo superomedial da coxa é uma opção confiável e versátil para a reconstrução de áreas cruentas na região escrotal, apresentando resultados estéticos e funcionais adequados.


Palavras-chave: Escroto. Pele. Ferimentos e Lesões. Técnicas de Fechamento de Ferimentos. Gangrena de Fournier

O impacto da terapia física descongestiva e da bandagem elástica no controle da dor de pacientes com úlceras venosas

The impact of decongestive physical therapy and elastic bandaging on the control of pain in patients with venous ulcers

Geraldo Magela Salomé; Lydia Masako Ferreira, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(2):1-9 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar a dor em indivíduos com úlceras venosas tratadas com bandagem elástica e com terapia física descongestiva.
MÉTODOS: foram estudados 90 pacientes, divididos em três grupos com 30 pacientes cada: grupo tratado com bandagem elástica e terapia física descongestiva; grupo tratado com bandagem elástica; e grupo tratado sem bandagem elástica e com curativo primário conforme o tipo de tecido e exsudato. Utilizou-se a Escala Numérica de Dor para quantificar a intensidade da dor e o Questionário de Dor de McGill para a avaliação qualitativa da dor.
RESULTADOS: na primei ra avaliação, todos os pacientes que participaram do estudo relataram dor intensa. Na quinta avaliação, a maioria dos pacientes tratados com bandagem elástica e terapia física descongestiva não relatou dor; a maioria dos pacientes do grupo da bandagem elástica relatou dor leve; e a maioria dos pacientes tratados apenas com curativo primário relatou dor leve a moderada. A maioria dos pacientes dos grupos bandagem elástica e curativo primário, nas cinco avaliações realizadas através do questionário de McGill, utilizou descritores dos grupos sensorial, afetivo, avaliativo e miscelânea para descrever a dor. Porém, na quarta e quinta avaliações, a maioria dos pacientes do grupo bandagem elástica e terapia física descongestiva não utilizaram nenhum dos descritores.
CONCLUSÃO: os pacientes tratados com terapia física descongestiva e bandagem elástica apresentaram melhora da dor a partir da terceira avaliação realizada.


Palavras-chave: Úlcera da Perna. Úlcera Varicosa. Bandagens Compressivas. Modalidades de Fisioterapia. Medição da Dor.

Fatores preditores de complicações da drenagem de tórax em pacientes vítimas de trauma

Predictors of chest drainage complications in trauma patients

p>Cecília Araújo Mendes; Elcio Shiyoiti Hirano, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(2):1-6 : Artigo Original

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OBJETIVO: identificar fatores preditores de complicações da drenagem torácica em pacientes vítimas de trauma, atendidos em um Hospital Universitário.
MÉTODOS: estudo retrospectivo de 68 pacientes submetidos à drenagem torácica pós-trauma, no período de um ano. Foram analisadas as seguintes variáveis: sexo, idade, mecanismo de trauma, índices de trauma, lesões torácicas e associadas, ambiente em que foi realizado o procedimento, tempo de permanência do dreno, grau de experiência do executor do procedimento, complicações e evolução.
RESULTADOS: a média de idade dos pacientes foi de 35 anos e o sexo masculino foi o mais prevalente (89%). O trauma contuso foi o mais frequente, com 67% dos casos, e destes, 50% por acidentes de trânsito. A média do TRISS (Trauma and Injury Severity Score) foi 98, com taxa de mortalidade de 1,4%. As lesões torácicas e associadas mais frequentes foram, respectivamente, fraturas de costelas (51%) e trauma abdominal (32%). A média de permanência do dreno foi de 6,93 dias, sendo maior nos pacientes sob ventilação mecânica (p=0,0163). A taxa de complicações foi de 26,5%, com destaque para o mau posicionamento do dreno (11,77%). A drenagem hospitalar foi realizada, em 89% dos casos, por médicos do primeiro ano de especialização. A drenagem torácica realizada no atendimento pré-hospitalar apresentou nove vezes mais chances de complicações (p=0,0015).
CONCLUSÃO: os fatores preditores de complicações para drenagem torácica pós-trauma foram: procedimento realizado em local adverso e ventilação mecânica. A alta taxa de complicações demonstra a importância dos protocolos de cuidados com a drenagem torácica.


Palavras-chave: Traumatismos Torácicos. Drenagem. Complicações Pós-Operatórias.

Perfil do residente de Cirurgia Geral: quais as mudanças no Século XXI?

Profile of the General Surgery resident: what are the changes in the 21st Century

Samir Rasslan, TCBC-SP; Mariana Sousa Arakaki; Roberto Rasslan, TCBC-SP; Edivaldo Massazo Utiyama, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(2):1-7 : Artigo Original

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OBJETIVO: verificar o perfil dos residentes de Cirurgia Geral do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
MÉTODOS: foram avaliados os residentes aprovados no concurso do Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral do HC-FMUSP nos anos de 2014, 2015 e 2016. O estudo foi realizado por meio de coleta de dados de questionário e informações obtidas da Comissão de Residência Médica da Instituição. Foram analisados: dados da identificação, origem do candidato, escola da graduação, ensino cirúrgico recebido, razão da escolha pela Cirurgia, expectativas na residência, escolha da especialidade futura e pretensões ao término da residência médica. Também foi analisado o resultado do exame de acesso às especialidades.
RESULTADOS: a média de idade foi de 25,8 anos, sendo 74,3% do sexo masculino. A maioria (84,4%) cursou a graduação em escolas públicas, sendo 68% no Sudeste; 85,2% dos residentes foram aprovados no primeiro concurso. A escolha da especialidade estava definida em 75,9% no início da residência, porém 49,5% mudaram ao longo do treinamento. Cirurgia Plástica, Urologia e Cirurgia do Aparelho Digestivo foram escolhidas por 61,5%. Consideraram adequadas as 60 horas semanais 83,3%. Eram favoráveis ao acesso direto à especialidade 27,3%. Ao término da especialidade, 53,3% pretendiam continuar em São Paulo e 26,2% retornar ao Estado de origem. A pósgraduação stricto sensu era pretendida por 68,3%.
CONCLUSÃO: o perfil atual do residente revela redução na procura pela Cirurgia Geral, definição mais precoce da especialidade, opções por áreas cada vez mais específicas e uma atividade que ofereça melhor qualidade de vida.


Palavras-chave: Internato e Residência. Educação Médica. Especialidades cirúrgicas. Escolha da Profissão.

Estudo retrospectivo dos pacientes portadores de melanoma cutâneo atendidos na Universidade Federal de São Paulo

Retrospective study of patients with cutaneous melanoma treated at the Federal University of São Paulo

Tácito Ferreira; Ivan Dunshee de Abranches Oliveira Santos; Andrea Fernandes Oliveira; Lydia Masako Ferreira, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;46(4):1-12 : Artigo Original

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Opções de tratamento cirúrgico em lesões cutâneas por extravasamento acidental de drogas: experiência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Surgical treatment of extravasation injuries: experience of the Hospital das Clínicas of the Faculty of Medicine, University of São Paulo

Dimas André Milcheski; Wellington Menezes Motta; Rodolfo Costa Lobato; Araldo Ayres Monteiro Júnior; Rolf Gemperli, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;46(4):1-14 : Artigo Original

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Como reduzir complicações relacionadas à drenagem pleural utilizando uma técnica guiada por ultrassom

How to reduce pleural drainage complications using an ultrasoundguided technique

Carlos Augusto Metidieri Menegozzo, TCBC-SP; Adriano Ribeiro Meyer-Pflug, TCBCSP; Edivaldo Massazo Utiyama, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;46(4):1-6 : Carta ao Editor

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