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CBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

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14 resultado(s) para: Corona Mortis. Variação Anatômica. Anatomia. Cirurgia Geral.

Estudo anatômico topográfico da relação do nervo ciático com o portal posterior nas artroscopias de quadril

Topographic anatomical study of the sciatic nerve relationship to the posterior portal in hip arthroscopy

Berliet Assad Gomes, Max Rogério Freitas Ramos, Rossano Kepler Alvim Fiorelli, Camila Rodrigues de Almeida, Stênio Karlos Alvim Fiorelli

Rev. Col. Bras. Cir. 2014;41(6):440-444 : Artigo Original

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Objetivo: avaliar a relação anatômica topográfica entre o nervo ciático, em relação ao músculo piriforme, e o portal posterior utilizado para a realização da artroscopia de quadril. Métodos: foi realizada a dissecção de 40 quadris, de 20 cadáveres, indivíduos adultos, brasileiros, sendo 17 do sexo masculino e três do feminino, seis negros, seis pardos e oito brancos. Foram estudadas a relação anatômica entre o nervo ciático e o músculo piriforme com suas respectivas variações e a distância entre o bordo lateral do nervo ciático e o portal posterior, utilizado na artroscopia de quadril. Foram classificadas as alterações anatômicas encontradas no trajeto do nervo ciático relativo ao musculo piriforme. Resultados: dezessete cadáveres apresentavam bilateralmente a relação entre o nervo ciático e o músculo piriforme enquadradas no tipo A. Foram encontradas as seguintes variações anatômicas: 12,5% de variante tipo B e uma distância média entre o nervo ciático e o portal para artroscopia de 2,98cm. Um corpo apresentava variação anatômica tipo B no quadril esquerdo e tipo A no direito. Conclusão: a confecção do portal artroscópico posterior para a articulação do quadril deve ser realizada com marcação criteriosa do maciço trocantérico; havendo dificuldade para localizá-lo, recomenda-se um pequeno acesso cirúrgico. O ponto de acesso para o portal não deve ultrapassar dois centímetros em direção posterior à faceta póstero-superior do grande trocanter, e deve ser confeccionado com o membro em rotação interna de 15 graus.


Palavras-chave: Artroscopia, Quadril, Variação anatômica, Nervo ciático, Ortopedia

Construção e validação de um instrumento de avaliação de habilidades técnicas para programas de residência em cirurgia geral

Construction and validation of a surgical skills assessment tool for general surgery residency program

Elizabeth Gomes dos Santos, TCBC-RJ; Gil Fernando da Costa Mendes de Salles

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(6):407-412 : Ensino

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OBJETIVO: construir e validar um instrumento para aferir a aquisição de habilidades técnicas na realização de operações de graus crescentes de dificuldade para ser utilizado na Residência Médica em Cirurgia Geral (RMCG).
MÉTODOS: foi construído um instrumento de avaliação de habilidades cirúrgicas contendo 11 operações em níveis crescentes de dificuldade. Para a validação do instrumento foi usado o método de validação de face. Por meio de uma ferramenta de pesquisa eletrônica (Survey MonKey®) um questionário foi enviado para membros Titulares e Eméritos do CBC de todos os estados brasileiros, portadores de Título de Especialista pelo CBC.
RESULTADOS: Dos 307 questionários enviados foram recebidas 100 respostas. Para a análise dos dados coletados foi utilizado o teste alfa de Cronbach. Observou-se, de uma forma geral, que os alfas globais se apresentaram com valores próximos ou superiores a 0,70, expressando uma boa consistência interna das perguntas para avaliar os respectivos aspectos de interesse.
CONCLUSÃO: O instrumento de avaliação construído foi validado e pode ser usado como um método de avaliação da aquisição de habilidade técnica na Residência Médica em Cirurgia Geral no Brasil.


Palavras-chave: Residência Médica. Cirurgia Geral. Educação Médica. Programas de Treinamento.

Perfil clínico-epidemiológico da apendicite aguda: análise retrospectiva de 638 casos

Clinical-epidemiological profile of acute appendicitis: retrospective analysis of 638 cases

Amanda Pereira Lima; Felipe José Vieira; Gabriela Procópio de Moraes Oliveira; Plínio dos Santos Ramos; Marielle Elisa Avelino; Felipe Garcia Prado; Gilson Salomão Júnior; Francisco Campos Silva; João Vicente Linhares Rodrigues

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(4):248-253 : Artigo Original

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OBJETIVO: descrever o perfil clinicoepidemiológico da apendicite aguda (AA) dos pacientes atendidos em um centro de referência da macrorregião de Juiz de Fora, MG.
MÉTODOS: estudo observacional retrospectivo, realizado no Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Geraldo Teixeira. Um total de 638 pacientes diagnosticados com AA foram selecionados. As variáveis analisadas foram sexo, idade, fase evolutiva, tempo de internação, diagnóstico anatomopatológico, uso de antibióticos, uso de dreno, complicações e mortalidade.
RESULTADOS: a AA foi mais prevalente no adulto jovem (19-44 anos) e no sexo masculino (65,20%). O tempo médio de internação foi de sete dias e a fase II foi a mais prevalente. O diagnóstico anatomopatológico de tumor primário de apêndice foi realizado em seis pacientes (0,94%), sendo o adenocarcinoma o tipo histológico mais frequente (66,7%). Quanto ao uso de antibióticos, 196 pacientes foram submetidos apenas à antiobioticoprofilaxia e 306 receberam antibioticoterapia. Da nossa casuística, 81 pacientes fizeram uso de dreno, cujo tempo de uso foi em média 4,8 dias. Considerando a mortalidade, 17 pacientes morreram (2,67%), predominando o sexo masculino (70,59%) e média de idade de 38,47 anos.
CONCLUSÃO: a AA apresenta maior prevalência no sexo masculino e no adulto jovem. O tempo de internação está diretamente associado à fase evolutiva. A complicação mais comum é a infecção de sítio cirúrgico. A mortalidade em nosso serviço ainda é alta comparada a centros desenvolvidos.


Palavras-chave: Apendicite. Cirurgia Geral. Abdome Agudo.

Alterações na estrutura óssea relacionadas à idade

Age-related changes in bone architecture

Vincenzo Giordano, ACBC-RJ; José Sérgio Franco; Hilton Augusto Koch; Pedro José Labronici; Robinson Esteves S. Pires; Ney Pecegueiro do Amaral

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(4):276-285 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar as características histológicas e morfométricas de biópsias ósseas da região anterior da crista ilíaca de pacientes de diferentes faixas etárias.
MÉTODOS: foram estudadas 30 amostras de osso da crista ilíaca, utilizando-se microscopia óptica de campo claro. As amostras foram divididas pela faixa etária dos doadores em três grupos: Grupo 1 (n = 10), indivíduos com idade entre 25 e 39 anos; Grupo 2 (n = 10), indivíduos com idade entre 40 e 64 anos; Grupo 3 (n = 10), indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos. As amostras foram separadas aleatoriamente em dois conjuntos com 15 peças. No primeiro segmento do estudo (n = 15), foi avaliada histologicamente a propriedade osteogênica do enxerto, através da análise da reserva celular no periósteo, do número de osteócitos nas lacunas e da quantidade de canais de Havers e de Volkmann. No segundo segmento do estudo (n = 15), investigou-se morfologicamente a propriedade osteocondutora do enxerto, através da quantificação da rede trabecular (Vv) e da área trabecular (Sv).
RESULTADOS: histologicamente, observou-se que ocorre degeneração do tecido ósseo com a idade, caracterizada pelo adelgaçamento do periósteo, com substituição gradual da camada osteogênica por tecido fibroso, pequena quantidade de canais de Havers e de Volkmann, osteoplastos vazios e trabéculas finas de osso esponjoso, permitindo amplo espaço medular, em geral ocupado por células lipídicas e adipócitos. Morfologicamente, com relação à quantificação da rede trabecular (Vv), foi observada diferença estatisticamente significante entre os Grupos 1 e 3 e entre os Grupos 2 e 3, com redução da rede trabecular de cerca de 45% no idoso acima de 65 anos de idade; não foi observada diferença estatisticamente significante entre os Grupos 1 e 2. Não foi observada diferença estatística entre os grupos quanto à Sv.
CONCLUSÃO: os achados do presente experimento sugerem que nos indivíduos idosos (acima de 65 anos de idade), a propriedade osteogênica do enxerto ósseo autólogo diminui e a propriedade osteocondutora está comprometida.


Palavras-chave: Desenvolvimento Ósseo; Osso/biópsia; Osso/anatomia & histologia; Propriedades do osso; Ílio; Transplante ósseo.

Perfil do médico recém-formado no sul do Brasil e sua inserção profissional

Profile of the newly graduated physicians in southern Brazil and their professional insertion

Kátia Sheylla Malta Purim; Luiza de Martino Cruvinel Borges; Ana Carolina Possebom

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(4):295-300 : Ensino

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O conhecimento do perfil e inserção profissional dos recém-formados possibilita ajustes na educação médica. Este estudo avaliou 107 egressos de instituição privada no sul do país, utilizando questionário eletrônico autoaplicável. Houve participação similar de jovens de ambos os sexos e maior concentração masculina na área de cirurgia geral. Os egressos estão inseridos no mercado de trabalho público e privado. A maioria faz plantões extras em serviços de emergência e cirurgia do trauma, onde há maior necessidade de habilidades clinicas e cirúrgica. Esses achados apontam que a formação cirúrgica adequada durante a graduação é fundamental para a empregabilidade.


Palavras-chave: Educação Médica. Recursos Humanos em Saúde. Internato e Residência. Exercício Profissional. Cirurgia Geral.

Ruptura de aneurisma de tronco celíaco em paciente com Doença de Behçet

Rupture of celiac trunk aneurysm in patient with Behçet Disease

Márcio Luís Lucas; Tiago Frankini; Ângelo Frankini; Newton Aerts; Tatiana Freitas Tourinho

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(5):404-406 : Relato de Caso

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Relatamos o caso de um aneurisma roto do tronco celíaco em um paciente de 32 anos, do sexo masculino, portador de Doença de Behçet (DB). A ressecção do aneurisma foi realizada e o paciente está bem, com acompanhamento de 32 meses. Até onde sabemos, este é o primeiro caso relatado de um aneurisma do tronco celíaco roto tratado com sucesso em um paciente com DB.


Palavras-chave: Síndrome de Behcet. Aneurisma. Aneurisma Roto. Plexo Celíaco. Cirurgia Geral.

Papel da cirurgia no manejo de mulheres com doença trofoblástica gestacional

The role of surgery in the management of women with gestational trophoblastic disease

Lana de Lourdes Aguiar Lima; Lílian Padron; Raphael Câmara; Sue Yazaki Sun; Jorge Rezende Filho, TCBC-RJ; Antônio Braga

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(1):94-101 : Artigo de Revisão

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Doença trofoblástica gestacional inclui um grupo interrelacionado de doenças originadas do tecido placentário, com tendências distintas de invasão local e metástase. A alta sensibilidade das dosagens seriadas de gonadotrofina coriônica humana aliada aos avanços do tratamento quimioterápico tornou a neoplasia trofoblástica gestacional, curável, na maioria das vezes, através da quimioterapia. No entanto, a cirurgia permanece ainda, da maior importância na condução de pacientes com doença trofoblástica gestacional, melhorando seu prognóstico. A cirurgia é necessária no controle de complicações da doença, tais como hemorragia, e em casos de neoplasia resistente/recidivada. Esta revisão discute as indicações e o papel das intervenções cirúrgicas durante o manejo de mulheres com gravidez molar e neoplasia trofoblástica gestacional.


Palavras-chave: Doença Trofoblástica Gestacional. Cirurgia Geral. Histerectomia. Toracotomia. Craniotomia.

Inguinodinia em pacientes submetidos à hernioplastia inguinal convencional

Inguinodynia in patients submitted to conventional inguinal hernioplasty

Bruno Garcia Dias; Marcelo Protásio dos Santos; Ana Barbara de Jesus Chaves; Mariana Willis; Marcio Couto Gomes; Fernandes Tavares Andrade; Valdinaldo Aragão de Melo; Paulo Vicente dos Santos Filho

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(2):112-115 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar a incidência de dor crônica e o seu impacto na qualidade de vida de pacientes submetidos à hernioplastia inguinal pela técnica de Lichtenstein.
MÉTODOS: trata-se de estudo transversal descritivo, de pacientes operados de hérnia inguinal pela técnica de Lichtenstein sob anestesia raquidiana, no período de fevereiro de 2013 a fevereiro de 2015, e que já haviam completado seis meses de pós-operatório. Os pacientes foram questionados sobre a presença de dor inguinal crônica e, caso confirmada, convidados a uma consulta na qual foi feita análise da qualidade da dor e seu impacto na qualidade de vida.
RESULTADOS: do total de 158 pacientes submetidos ao procedimento, 7,6% foram identificados como portadores de inguinodinia. Destes, houve impacto na qualidade de vida em 25%.
CONCLUSÃO: observou-se incidência de inguinodinia pós-hernioplastia com repercussão na qualidade de vida semelhante à literatura mundial.


Palavras-chave: Hérnia Inguinal. Dor Crônica. Herniorrafia. Cirurgia Geral.

Cirurgia no Sistema Brasileiro de Saúde: financiamento e distribuição de médicos

Surgery in Brazilian Health Care: funding and physician distribution

Nivaldo Alonso; Benjamin B. Massenburg; Rafael Galli; Lucas Sobrado; Dario Birolini, ECBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(2):202-207 : Artigo Original

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OBJETIVO: analisar dados demográficos do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, que promove cobertura de saúde universal a toda população, e discutir os problemas revelados, com particular ênfase nos cuidados cirúrgicos.
MÉTODOS: os dados foram obtidos a partir dos bancos de dados de saúde pública da Demografia Médica, do Conselho Federal de Medicina, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde. A densidade e a distribuição do trabalho médico e dos estabelecimentos de saúde foram avaliadas, e as regiões geográficas foram analisadas usando o índice de desigualdade público-privado (IDPP).
RESULTADOS: o Brasil tem, em média, dois médicos por 1000 habitantes, que são desigualmente distribuídos no país. Tem 22.276 cirurgiões gerais certificados (11,49 por 100.000 habitantes). Existem no país 257 escolas de medicina, com 25.159 vagas por ano, e apenas cerca de 13.500 vagas de residência médica. O índice de desigualdade público-privado é de 3,90 para o país e varia de 1,63 no Rio de Janeiro até 12,06 na Bahia.
CONCLUSÃO: uma parte significativa da população brasileira ainda encontra muitas dificuldades no acesso ao tratamento cirúrgico, particularmente na região norte e nordeste do país. Médicos e, particularmente, cirurgiões são escassos no sistema público de saúde e incentivos devem ser criados para assegurar uma força médica igual no setor público e no setor privado em todas as regiões do país.


Palavras-chave: Cirurgia Geral. Sistema Único de Saúde. Assistência à Saúde.

Preditores de mortalidade em pacientes com fratura de pelve por trauma contuso

Mortality predictors in patients with pelvic fractures from blunt trauma

Wagner Oséas Corrêa; Vinícius Guilherme Rocha Batista; Erisvaldo Ferreira Cavalcante Júnior; Michael Pereira Fernandes; Rafael Fortes; Gabriela Zamunaro Lopes Ruiz; Carla Jorge Machado; Mario Pastore Neto

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(3):222-230 : Artigo Original

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OBJETIVO: analisar a associação de mortalidade com variáveis sociodemográficas, clínicas, lesões e complicações em pacientes com trauma de pelve decorrente de trauma contuso.
MÉTODOS: estudo retrospectivo e observacional com dados de registro de trauma obtidos durante cinco anos. O óbito foi a variável de estratificação das análises. Para verificar se as variáveis de interesse tinham associação com o óbito, foi realizado o teste t de Student e teste do Qui-quadrado (ou Fisher) e Wilcoxon-Mann Whitney . Os fatores independentemente associados ao óbito foram analisados por modelo logístico binomial, e com base nos testes de Wald e por Critérios de Informação de Akaike (AIC) e Bayesiano de Schwarz (BIC).
RESULTADOS: dos 28 pacientes com fratura de pelve por trauma contuso, 23 (82,1%) eram homens; 16 (57,1%) com média de idade de 38,8 anos (desvio padrão 17,3). Houve 98 lesões ou fraturas nos 28 pacientes. Quanto à gravidade, sete pacientes tiveram Injury Severity Score superior a 24 (25%). O tempo de internação hospitalar médio foi 26,8 dias (DP=22,4). Quinze pacientes (53,6%) tiveram internação em UTI. A incidência de óbito foi de 21,4%. A análise mostrou que idade igual ou maior do que 50 anos e presença de coagulopatia foram fatores independentemente associados ao óbito.
CONCLUSÃO: as fraturas de pelve podem ter mortalidade elevada. Neste estudo a mortalidade foi superior ao que é descrito na literatura. A idade acima de 50 anos e a coagulopatia se revelaram fatores de risco nessa população.


Palavras-chave: Ferimentos e Lesões. Pelve. Traumatismo Múltiplo. Cirurgia Geral.

Modelo de programa de treinamento em cirurgia robótica e resultados iniciais

Model of a training program in robotic surgery and its initial results

Fernando Athayde Veloso Madureira, TCBC-RJ; José Luís Souza Varela, TCBC-RJ; Delta Madureira Filho, ECBC-RJ; Luis Alfredo Vieira D`Almeida; Fábio Athayde Veloso Madureira, TCBC-RJ; Alexandre Miranda Duarte, TCBC-RJ; Otávio Pires Vaz; José Reinan Ramos, TCBC-RJ

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(3):302-307 : Ensino

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OBJETIVO: descrever a implantação de um programa de treinamento em cirurgia robótica e apontar as operações em Cirurgia Geral que podem ser feitas com vantagens utilizando a plataforma robótica.
MÉTODOS: estudo prospectivo do Grupo de Cirurgia Robótica em Cirurgia Geral e Colorretal do Hospital Samaritano (Rio de Janeiro, Brasil), de outubro de 2012 a dezembro 2015. São descritas as etapas do treinamento e particularidades.
RESULTADOS: no período do estudo foram realizadas 293 operações robóticas em Cirurgia Geral: 108 cirurgias para obesidade mórbida, 59 colorretais, 55 cirurgias na área da transição esôfago-gástrica, 16 colecistectomias, 27 hérnias da parede abdominal, 13 hernioplastias inguinais, duas gastrectomias com linfadenectomia à D2, uma vagotomia, duas hernioplastias diafragmáticas, quatro cirurgias hepáticas, duas adrenalectomias, duas esplenectomias, uma pancreatectomia, uma anastomose biliodigestiva. O índice de complicações foi de 2,4% sem complicações maiores.
CONCLUSÃO: o Programa de Cirurgia Robótica do Hospital Samaritano foi implementado de forma segura e com resultados iniciais acima da literatura. Parece haver benefício em se utilizar a plataforma robótica nos super obesos, nas reoperações de cirurgia de obesidade e de hérnias de hiato, hérnias de hiato gigantes e para-esofágicas, hérnias ventrais com múltiplos defeitos e ressecções baixas de reto.


Palavras-chave: Procedimentos Cirúrgicos Robóticos. Capacitação em Serviço. Curva de Aprendizado. Laparoscopia. Cirurgia Geral.

Avaliação da eficácia de três marcadores imunoistoquímicos envolvidos nos diferentes tempos da cicatrização da ferida cirúrgica

Comparative efficacy of immunohistochemical markers in surgical healing

Octávio Antonio Azevedo da Costa Filho; Jurandir Marcondes Ribas Filho; Bruno Luiz Ariede; Tereza Cavalcanti; João Guilherme Seifert Scapini; Camila Vitola Pasetto

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(4):367-373 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar a eficácia de três marcadores imunoistoquímicos envolvidos no processo de cicatrização de ferida cirúrgica.
MÉTODOS: estudo experimental em 40 ratos da raça Wistar, dos marcadores metaloproteinases e metaloproteinase da matriz 9 (MMP-9), fator de transformação do crescimento beta (TGF-β) e miofibroblasto e alfa actina de músculo liso (α-AML), estudados a partir de fragmentos de cicatriz cirúrgica de incisão abdominal envolvendo pele, aponeurose e peritônio. Os animais foram distribuídos em quatro subgrupos de dez de acordo com o dia da morte, programada em três, sete, 14 e 21 dias.
RESULTADOS: na expressão da MMP-9 ocorreu aumento progressivo de sua concentração, mais evidente do 7º ao 14º dias variando a imuno-expressão tecidual entre 2,65% e 11,50%.TGF- β mostrou expressão em nível alto no 3º dia, caiu no 7º, voltando a subir no 14º, com pequena queda no 21º dia variando a imuno-expressão tecidual entre 0,03% e 2,92%. A α-AML apresentou níveis com pouca variação e discreto aumento variando a imuno-expressão tecidual entre 0,88% e 3,23%.
CONCLUSÃO: a MMP-9 se apresentou como melhor marcador, seguido pela TGF-β. Já o α-AML não se mostrou um bom sinalizador da evolução da reparação tissular.


Palavras-chave: Cicatrização. Cirurgia Geral. Imuno-Histoquímica. Fatores de Crescimento de Fibroblastos.

Uma breve história da cirurgia das glândulas salivares

A brief history of salivary gland surgery

Giulianno Molina Melo; Onivaldo Cervantes; Marcio Abrahao; Luciene Covolan; Elenn Soares Ferreira; Heloisa Allegro Baptista

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(4):403-412 : Artigo de Revisão

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As neoplasias das glândulas salivares são relativamente raras, compreendendo cerca de 1% das neoplasias de todo corpo, com incidência de 1/100.000 habitantes por ano. As neoplasias benignas predominam sobre as malignas. O prognóstico depende muito do tipo histológico, grau de diferenciação, localização, infiltração de tecidos vizinhos e da presença de metástases regionais ou a distância. O principal tratamento ainda é a cirurgia, com os seus desafios e dificuldades, devido aos ramos do nervo facial nas glândulas salivares maiores, seguido de radioterapia e em casos selecionados quimioterapia adjuvante. O objetivo desta revisão é fornecer ao leitor uma abordagem histórica sobre o tratamento das doenças das glândulas salivares, com especial atenção às doenças da glândula parótida assim como peculiaridades associadas aqueles que as estudaram ao longo da história.


Palavras-chave: Cirurgia Geral. Glândula Parótida. Neoplasias Parotídeas. História da Medicina

Corona Mortis: descrição anatômica e cirúrgica em 60 hemipelvis cadavéricas

Corona Mortis: anatomical and surgical description on 60 cadaveric hemipelvises

Túlio Fabiano de Oliveira Leite; Lucas Alves Sarmento Pires; Kiyoshi Goke; Júlio Guilherme Silva; Carlos Alberto Araujo Chagas

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(6):553-559 : Artigo Original

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OBJETIVO: relatar a prevalência da corona mortis arterial e descrever suas aplicabilidades cirúrgicas e clínicas.
MÉTODOS: sessenta hemipelvises (50 homens e 10 mulheres) fixadas em uma solução de formalina a 10% foram dissecadas com o propósito de obter informações sobre a corona mortis. Medidas do calibre e comprimento da artéria obturatória e seu ramo anastomótico foram mensuradas com o auxílio de um paquímetro digital e submetidas a análises e comparações estatísticas no programa GraphPad Prism 6.
RESULTADOS: a corona mortis arterial esteve presente em 45% da amostra estudada. A origem mais comum da artéria obturatória foi da artéria ilíaca interna, porém, houve um caso excepcional no qual a artéria obturatória se originou da artéria femoral. O calibre do ramo anastomótico foi em média 2.7mm, enquanto que o calibre da artéria obturatória foi 2.6mm.
CONCLUSÃO: as conexões vasculares entre os sistemas obturatório, ilíacos interno e externo e epigástrico inferior são relativamente comuns sobre o ramo superior da pube. O diâmetro e a trajetória dessa artéria anastomótica podem variar. Assim, lesões iatrogênicas, fraturas pélvicas e acetabulares podem resultar em hemorragias graves que colocam a vida do paciente em risco.


Palavras-chave: Corona Mortis. Variação Anatômica. Anatomia. Cirurgia Geral.

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