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CBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

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8 resultado(s) para: Apendicite. Apendicectomia. Complicações Intraoperatórias. Diagnóstico.

Perfil clínico-epidemiológico da apendicite aguda: análise retrospectiva de 638 casos

Clinical-epidemiological profile of acute appendicitis: retrospective analysis of 638 cases

Amanda Pereira Lima; Felipe José Vieira; Gabriela Procópio de Moraes Oliveira; Plínio dos Santos Ramos; Marielle Elisa Avelino; Felipe Garcia Prado; Gilson Salomão Júnior; Francisco Campos Silva; João Vicente Linhares Rodrigues

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(4):248-253 : Artigo Original

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OBJETIVO: descrever o perfil clinicoepidemiológico da apendicite aguda (AA) dos pacientes atendidos em um centro de referência da macrorregião de Juiz de Fora, MG.
MÉTODOS: estudo observacional retrospectivo, realizado no Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Geraldo Teixeira. Um total de 638 pacientes diagnosticados com AA foram selecionados. As variáveis analisadas foram sexo, idade, fase evolutiva, tempo de internação, diagnóstico anatomopatológico, uso de antibióticos, uso de dreno, complicações e mortalidade.
RESULTADOS: a AA foi mais prevalente no adulto jovem (19-44 anos) e no sexo masculino (65,20%). O tempo médio de internação foi de sete dias e a fase II foi a mais prevalente. O diagnóstico anatomopatológico de tumor primário de apêndice foi realizado em seis pacientes (0,94%), sendo o adenocarcinoma o tipo histológico mais frequente (66,7%). Quanto ao uso de antibióticos, 196 pacientes foram submetidos apenas à antiobioticoprofilaxia e 306 receberam antibioticoterapia. Da nossa casuística, 81 pacientes fizeram uso de dreno, cujo tempo de uso foi em média 4,8 dias. Considerando a mortalidade, 17 pacientes morreram (2,67%), predominando o sexo masculino (70,59%) e média de idade de 38,47 anos.
CONCLUSÃO: a AA apresenta maior prevalência no sexo masculino e no adulto jovem. O tempo de internação está diretamente associado à fase evolutiva. A complicação mais comum é a infecção de sítio cirúrgico. A mortalidade em nosso serviço ainda é alta comparada a centros desenvolvidos.


Palavras-chave: Apendicite. Cirurgia Geral. Abdome Agudo.

Tumor odontogênico ceratocístico

Keratocystic odontogenic tumor

Brenda de Souza Moura; Maria Aparecida Cavalcante; Wagner Hespanhol

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(6):466-471 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar a frequência do tumor odontogênico ceratocístico (TOC) no Serviço de Cirurgia Oral (SCO) do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (HUCFF/UFRJ), no que diz respeito à taxa de recidiva, ao sexo, à idade de recorrência e à localização da lesão.
MÉTODOS: foram examinados os prontuários clínicos e laudos histopatológicos de pacientes do SCO do HUCFF/UFRJ no período de 2002 a 2012. Os pacientes diagnosticados com TOC foram divididos em dois grupos quanto à ocorrência de recidiva: positivo (n=6) e negativo (n=19).
RESULTADOS: com relação à localização, houve predileção pela mandíbula. Em relação à média de idade dos pacientes, no grupo positivo foi 40,5, e no grupo negativo, de 35,53. Na distribuição por sexo, o grupo positivo apresentou distribuição igualitária, diferentemente do observado no grupo negativo, em que predominou o sexo masculino.
CONCLUSÕES: o TOC representou a segunda lesão mais frequente em nossos pacientes, tem menor recidiva no sexo masculino e tem a mandíbula como localização mais acometida.


Palavras-chave: Tumores Odontogênicos. Recidiva. Diagnóstico Diferencial.

Perfil das apendicectomias realizadas no Sistema Público de Saúde do Brasil

Profile of the appendectomies performed in the Brazilian Public Health System

Fernanda dos Santos; Gabriel Flamarim Cavasana; Tercio de Campos, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(1):4-8 : Artigo Original

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OBJETIVO: analisar o perfil das apendicectomias realizadas no Sistema de Saúde Pública (SUS) do Brasil e comparar as técnicas de apendicectomia, por via laparoscópica e laparotômica.
MÉTODO: este trabalho utilizou informações do DataSus de 2008 a 2014 (http://datasus.saude.gov.br). Foram comparados os dados dos doentes submetidos à apendicectomia laparotômica com aqueles submetidos à apendicectomia laparoscópica.
RESULTADOS: ao se comparar o crescimento total das apendicectomias, a via laparoscópica aumentou 279,7%, enquanto o aumento da cirurgia laparotômica foi 25% (p<0,001) no período do estudo. Com relação aos custos com despesas médicas e hospitalares, a apendicectomia vídeo-laparoscópica representou apenas 2,6% do gasto total em apendicectomias realizadas por hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) com custo médio 7,6% inferior ao das cirurgias por via laparotômica, porém sem significância estatística. A taxa de mortalidade foi 57,1% menor na via laparoscópica quando comparado com a laparotômica.
CONCLUSÃO: vem havendo um aumento significativo da via laparoscópica no tratamento das apendicites, mas o método ainda é pouco utilizado nos doentes do SUS. Os custos da apendicectomia laparoscópica se mostraram semelhantes aos observados nos acessos laparotômicos.


Palavras-chave: Apendicite. Apendicectomia. Laparoscopia. Gastos em Saúde

Panorama do câncer de mama em mulheres no norte do Tocantins - Brasil

Overview of female breast cancer in northern Tocantins - Brazil

Nader Nazir Suleiman; Nanci Nascimento; João Manuel Santos Botelho; Rachel Carvalho Coelho

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(4):316-322 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar a variação temporal dos percentuais de câncer mamário feminino em estádios precoce e tardio e analisar as variáveis sócio-demográficas associadas com esses estádios.
MÉTODOS: estudo de dados secundários realizado entre 2000 e 2015 no Hospital Regional de Araguaína, Araguaína, TO, Brasil.
RESULTADOS: foram diagnosticados 51,1% de casos de câncer mamário em fase avançada e 48,9% em fase precoce. Não houve diferença significativa dos percentuais de pacientes com estádios precoces e tardios ao longo dos anos avaliados. As mulheres de raça/cor preta, analfabeta e de procedência do sudeste do Pará apresentaram maior porcentagem de estadiamento tardio no momento do diagnóstico.
CONCLUSÕES: a maioria das mulheres foi diagnosticada com doença avançada; a evolução temporal da proporção de casos (avançado/precoce) não demonstrou mudanças variacionais ao longo dos anos; foi identificado associação da doença em estádio avançado nas mulheres de raça/cor preta, analfabetas e provenientes do sudeste do Pará.


Palavras-chave: Neoplasias da Mama. Epidemiologia Descritiva. Estadiamento de Neoplasias. Diagnóstico Tardio.

Condroradionecrose de laringe após radioterapia

Laryngeal chondroradionecrosis following radiotherapy

Giulianno Molina Melo; Paula Demetrio Souza; Luiz Castro Bastos Filho; Murilo Catafesta Neves; Kleber Simões do Espirito Santo; Onivaldo Cervantes; Márcio Abrahão

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(4):374-382 : Artigo Original

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OBJETIVO: estudar a condroradionecrose de laringe por complicação de radio-quimioterapia para tratamento do câncer de laringe e propor um fluxograma de tratamento com a utilização de câmara hiperbárica.
MÉTODOS: estudo retrospectivo de pacientes portadores de carcinoma de laringe admitidos em dois hospitais terciários num período de cinco anos.
RESULTADOS: de 131 pacientes portadores de câncer de laringe, 28 foram submetidos à radio e quimioterapia exclusiva e destes, três evoluíram com condroradionecrose. O tratamento destes pacientes foi realizado com câmara hiperbárica e com desbridamento cirúrgico, conforme proposição do fluxograma. Todos os pacientes tiveram a laringe preservada.
CONCLUSÃO: a incidência de condroradionecrose de laringe por complicação de radioterapia e quimioterapia em nossa casuística foi de 10,7% e o tratamento com oxigenoterapia hiperbárica, com base no nosso fluxograma, foi efetivo no controle desta complicação.


Palavras-chave: Oxigenoterapia. Neoplasias Laríngeas. Necrose. Radioterapia Adjuvante. Complicações Intraoperatórias.

Fatores de risco associados às complicações de apendicite aguda

Risk factors associated with complications of acute appendicitis

Ana Paula Marconi Iamarino; Yara Juliano; Otto Mauro Rosa; Neil Ferreira Novo; Murillo de Lima Favaro; Marcelo Augusto Fontenelle Ribeiro Júnior

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(6):560-566 : Artigo Original

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OBJETIVO: identificar os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento de complicações em pacientes portadores de apendicite aguda.
MÉTODOS: estudo caso controle de dados dos prontuários de 402 pacientes internados com apendicite aguda em um hospital de nível secundário, separados em dois grupos: grupo controle, com 373 pacientes que evoluíram sem complicações pós-operatórias (Grupo 1) e grupo estudo, com 29 pacientes que apresentaram complicações (Grupo 2). Foram avaliados dados demográficos, sinais e sintomas da doença, exames de imagem e dados da internação.
RESULTADOS: os fatores associados às complicações foram febre, alterações radiológicas e ultrassonográficas, descompressão brusca positiva e diarreia. Migração da dor, náuseas, vômitos e descompressão brusca positiva foram os achados significativamente mais frequentes nos dois grupos (p=0,05). Já a duração dos sinais e sintomas, em dias, no grupo 2 foi significativamente maior que no grupo 1, com mediana de três dias para o grupo com complicações (p=0,05).
CONCLUSÃO: alterações nos exames de imagem, febre, diarreia, descompressão brusca positiva, tempo de duração de sintomas e menor faixa etária estão associados à maior frequência de complicações na apendicite aguda, o que reforça a importância da anamnese, do exame físico e da indicação de exames complementares na abordagem desses pacientes.


Palavras-chave: Apendicite. Apendicectomia. Complicações Intraoperatórias. Diagnóstico.

Exclusão de lesões intra-abdominais em vítimas de trauma fechado através de variáveis clínicas e ultrassom abdominal completo

Ruling out intra-abdominal injuries in blunt trauma patients using clinical criteria and abdominal ultrasound

Flávia Helena Barbosa Moura, AsCBC-SP; José Gustavo Parreira, TCBC-SP; Thiara Mattos; Giovanna Zucchini Rondini; Cristiano Below; Jacqueline Arantes G. Perlingeiro, TCBC-SP; Silvia Cristine Soldá, TCBC-SP; José Cesar Assef, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(6):626-632 : Artigo Original

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OBJETIVO: identificar vítimas de trauma fechado de abdome nas quais as lesões intra-abdominais possam ser excluídas por critérios clínicos e por ultrassonografia abdominal completa.
MÉTODOS: análise retrospectiva de vítimas de trauma fechado em que se analisou as seguintes variáveis clínicas: estabilidade hemodinâmica, exame neurológico normal à admissão, exame físico do tórax, do abdome e da pelve normais à admissão e ausência de lesões distrativas (Abbreviated Injury Scale >2 em crânio, tórax e/ou extremidades). Em seguida estudou-se o resultado da ultrassonografia no grupo de pacientes com todas as variáveis clínicas avaliadas.
RESULTADOS: estudamos 5536 vítimas de trauma fechado. Lesões intra-abdominais com AIS>1 foram identificadas em 144 (2,6%) casos; em pacientes com estabilidade hemodinâmica, estavam presentes em 86 (2%); naqueles com estabilidade hemodinâmica e exame neurológico normal à admissão em 50 (1,8%); nos casos com estabilidade hemodinâmica, exame neurológico e do tórax normais à admissão em 39 (1,5%); em pacientes com estabilidade hemodinâmica e com exame neurológico, do tórax, do abdome e da pelve normais em 12 (0,5%); naqueles com estabilidade hemodinâmica e com exame neurológico, do tórax, do abdome e da pelve normais e ausência de lesões distrativas, em apenas dois (0,1%) pacientes. Nos pacientes com todas as variáveis clínicas, 693 apresentavam ultrassonografia abdominal completa normal e, neste grupo, não foram identificadas lesões intra-abdominais posteriormente.
CONCLUSÃO: pela somatória de critérios clínicos e ultrassonografia abdominal completa, é possível identificar um grupo de vítimas de trauma fechado com baixa chance de apresentar lesões intra-abdominais significativas.


Palavras-chave: Traumatismos Abdominais. Diagnóstico Tardio. Diagnóstico. Ultrassonografia. Causas Externas. Traumatismo Múltiplo.

Avaliação do nível glicêmico em retalho miocutâneo do reto abdominal monopediculado após oclusão venosa: estudo experimental em ratos

Glucose level evaluation in monopedicled rectus abdominis myocutaneous flap after venous occlusion: experimental study in rats

Gustavo Levacov Berlim; Antônio Carlos Pinto Oliveira; Ciro Paz Portinho; Emerson Morello; Carolina Barbi Linhares; Marcus Vinicius Martins Collares

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-6 : Artigo Original

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OBJETIVO: validar um modelo experimental para mensuração de níveis glicêmicos em retalhos cirúrgicos com a utilização de glicosímetros comuns, e analisar os critérios diagnósticos para hipoperfusão destes retalhos.
MÉTODOS: foram realizados retalhos miocutâneos verticais de reto abdominal com pedículos superiores, bilateralmente, em 20 ratos Wistar machos, divididos em dois grupos: com e sem oclusão venosa do pedículo. Os níveis de glicose foram mensurados nos retalhos e na circulação sistêmica com glicosímetros comuns. A acurácia de critérios diagnósticos alternativos foi testada para a detecção de hipoperfusão.
RESULTADOS: a partir de 15 minutos de oclusão venosa, houve uma redução significativa dos níveis de glicose medidos no retalho congesto (p<0,001). Utilizando como critério diagnóstico uma diferença mínima de 20mg/dl nos níveis glicêmicos do retalho e do sangue sistêmico, 30 minutos após a oclusão, a sensibilidade foi de 100% (intervalo de confiança de 95% - 83,99 a 100%) e especificidade de 90% (intervalo de confiança de 95% - 69,90 a 97,21%) para o diagnóstico de congestão do retalho.
CONCLUSÃO: os resultados demonstraram que é possível medir níveis de glicose em retalhos miocutâneos verticais de reto abdominal de ratos Wistar, perfundidos ou congestos, utilizando um glicosímetro comum. Os critérios diagnósticos que comparam os níveis de glicose nos retalhos com os níveis sistêmicos foram mais precisos na avaliação da perfusão tecidual.


Palavras-chave: Modelos Animais. Perfusão. Retalhos Cirúrgicos. Glucose. Diagnóstico.

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