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CBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

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10 resultado(s) para: Autopsia. Medicina Legal. Homicídio. Traumatismos Abdominais.

Lesão hepática isolada por arma de fogo: é possível realizar tratamento não operatório?

Isolated liver gunshot injuries: nonoperative management is feasible?

Sizenando Vieira Starling, TCBC-MG; Camila Issa de Azevedo; Aline Valente Santana; Bruno de Lima Rodrigues, ACBC-MG; Domingos André Fernandes Drumond, TCBC-MG

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(4):238-243 : Artigo Original

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OBJETIVO: analisar a segurança e efetividade do tratamento não operatório (TNO) da lesão hepática, como única lesão abdominal, em vítima de perfuração por projétil de arma de fogo (PAF) no abdome.
MÉTODOS: Foram estudados os pacientes com lesão hepática diagnosticada como única lesão abdominal provocada por PAF na região toracoabdominal direita, hemodinamicamente estáveis. Todos foram submetidos ao exame com tomografia computadorizada. Foram analisados: idade, sexo, índices de trauma, condição hemodinâmica e exame do abdome à admissão, resultados da tomografia computadorizada, lesões extra-abdominais existentes, níveis séricos de hemoglobina, evolução clínica, presença de complicações, tempo de permanência hospitalar, acompanhamento ambulatorial e óbito.
RESULTADOS: no período do estudo, 169 pacientes do protocolo de TNO apresentaram lesão hepática por projétil de arma de fogo. Destes, apenas 28 pacientes (16,6%) possuíam lesão hepática como única lesão abdominal e preencheram os critérios de inclusão no estudo. A média de idade foi 27,7 anos e 25 pacientes (89,2%) eram do sexo masculino. A média global dos índices de trauma verificada foi: RTS 7,45; ISS 10,9; e TRISS 98,7%. As lesões mais frequentes foram a grau II e grau III (85,7%). Um paciente apresentou complicação. Não houve óbito na série. A média de permanência hospitalar foi 5,3 dias.
CONCLUSÃO: A lesão hepática isolada no trauma penetrante por PAF é pouco frequente e o tratamento não operatório desse tipo de lesão é seguro e apresenta baixa morbidade.


Palavras-chave: Ferimentos e Lesões. Índices de Gravidade do Trauma. Fígado/cirurgia. Ferimentos Penetrantes. Traumatismos Abdominais.

Fatores de risco para óbito no trauma abdominal fechado com abordagem cirúrgica

Risk factors for mortality in blunt abdominal trauma with surgical approach

Silvania Klug Pimentel, TCBC-PR; Guilherme Vinicius Sawczyn; Melissa Mello Mazepa; Felipe Guilherme Gonçalves da Rosa; Adonis Nars, TCBC-PR; Iwan Augusto Collaço, TCBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(4):259-264 : Artigo Original

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OBJETIVO: identificar fatores de risco para óbito em pacientes submetidos à laparotomia exploradora após trauma abdominal contuso.
MÉTODOS: estudo retrospectivo, caso-controle, no qual foram revisados prontuários dos pacientes vítimas de trauma contuso submetidos à laparotomia. Foram avaliados: variáveis epidemiológicas, mecanismo de trauma, lesões anatômicas das vísceras abdominais, lesões associadas, necessidade de operação para controle de danos reoperação e desfecho.
RESULTADOS: dos 86 pacientes, 63% foram curados, 36% foram a óbito e um paciente foi excluído do estudo. Ambos os grupos possuíam epidemiologia e mecanismo de trauma semelhantes, predominantemente adultos jovens do sexo masculino, vítimas de acidente automobilístico. A maioria dos casos que evoluíram a óbito teve instabilidade hemodinâmica como indicação de laparotomia - 61% contra 38% do outro grupo. A presença de lesão de víscera maciça foi maior no grupo óbitos - 80% vs. 48%, e 61% destes tinham outra lesão abdominal associada contra 25% dos curados. Dos pacientes que faleceram, 96% apresentavam lesões graves associadas. Pacientes que necessitaram de cirurgia de controle de danos tiveram maior taxa de mortalidade. Apenas um de 18 pacientes com lesão de víscera oca isolada evoluiu a óbito. A média do escore de trauma TRISS dos curados (91,7%) foi significativamente maior do que a dos óbitos (46,3%).
CONCLUSÃO: os fatores de risco para óbito encontrados para vítimas de trauma abdominal fechado que necessitam de laparotomia exploradora são: instabilidade hemodinâmica como indicação para laparotomia, presença de lesão de víscera maciça, múltiplas lesões intra-abdominais, necessidade de cirurgia de controle de danos, lesões graves associadas e índice de trauma baixo.


Palavras-chave: Traumatismo Múltiplo. Traumatismos Abdominais. Ferimentos e Lesões. Fatores de Risco.

Indicadores de lesões intra-abdominais "ocultas" em pacientes vítimas de trauma fechado admitidas sem dor abdominal ou alterações no exame físico do abdome

Predictors of "occult" intra-abdominal injuries in blunt trauma patients

José Gustavo Parreira, TCBC-SP; Juliano Mangini Dias Malpaga; Camilla Bilac Olliari; Jacqueline A. G. Perlingeiro, TCBC-SP; Silvia C. Soldá, TCBC-SP; José Cesar Assef, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):311-317 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar os indicadores de lesões intra-abdominais em vítimas de trauma fechado admitidas sem dor abdominal ou alterações no exame físico do abdome.
MÉTODO: estudo retrospectivo das vítimas de trauma fechado com idade superior a 13 anos, admitidas no período de 2008-2010. Selecionamos para estudo todos que foram submetidos à tomografia computadorizada de abdome e/ou laparotomia exploradora e que, à admissão, não apresentavam dor abdominal ou alterações ao exame físico do abdome. Os doentes foram separados em: Grupo 1 (com lesões intra-abdominais) e Grupo 2 (sem lesões intra-abdominais). As variáveis foram comparadas entre os grupos, considerando p<0,05 como significativo. Em um segundo passo, selecionamos as variáveis com p<0,20 na análise bivariada para criar modelo de regressão logística pelo método forward stepwise.
RESULTADOS: foram incluídos 268 casos. Os doentes com lesão abdominal caracterizaram-se por apresentar, significativamente (p<0,05), menor média de AIS em segmento cefálico (1,0 ± 1,4 vs. 1,8 ± 1,9), bem como, maior média de AIS em tórax (1,6 ± 1,7 vs. 0,9 ± 1,5) e de ISS (25,7 ± 14,5 vs. 17,1 ± 13,1). A frequência de lesões abdominais foi significativamente maior nas vítimas de atropelamentos (37,3%) e motociclistas (36%) (p<0,001). A regressão logística construiu um modelo utilizando as seguintes variáveis: motociclista como mecanismo de trauma (p<0,001- OR=5,51; IC95% 2,40-12,64), presença de fraturas de costelas (p<0,003 - OR=3,00; IC95% 1,47-6,14), atropelamento como mecanismo de trauma (p=0,008 - OR=2,85; IC95% 1,13-6,22) e exame físico neurológico anormal a admissão (p=0,015 - OR=0,44; IC95% 0,22-0,85).
CONCLUSÃO: as lesões intra-abdominais foram relacionadas principalmente com o mecanismo de trauma e a presença de lesões torácicas.


Palavras-chave: Diagnóstico. Diagnóstico Tardio. Causas Externas. Traumatismo Múltiplo. Traumatismos Abdominais.

Avaliação epidemiológica de vítimas de trauma hepático submetidas a tratamento cirúrgico

Epidemiological evaluation of hepatic trauma victims undergoing surgery

Mitre Kalil, RCBC-ES; Isaac Massaud Amim Amaral

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(1):22-27 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar as variáveis epidemiológicas e as modalidades diagnósticas e terapêuticas relacionadas ao trauma hepático de pacientes submetidos à laparotomia exploradora em um hospital público de referência da Região Metropolitana de Vitória-ES.
MÉTODOS: estudo retrospectivo de revisão de prontuários dos pacientes vítimas de trauma com lesão hepática isolada ou associada a outros órgãos, submetidos à laparotomia exploradora, no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2013.
RESULTADOS: foram estudados 392 pacientes submetidos à laparotomia, dos quais 107 com lesões hepáticas. A relação masculino:feminino foi 6,6:1 e a média de idade dos pacientes foi 30,12 anos. O trauma hepático penetrante ocorreu em 78,5% dos pacientes, principalmente por arma de fogo. Lesões associadas ocorreram em 86% dos casos e as lesões intra-abdominais foram mais comuns no trauma penetrante (p<0,01). A técnica operatória mais utilizada foi a hepatorrafia, e a cirurgia para controle de danos foi feita em 6,5% dos pacientes. A quantidade média de hemoderivados utilizados foi 6,07 unidades de hemoconcentrado e 3,01 unidades de plasma fresco. A incidência de complicações pós-operatórias foi 29,9%, e as mais frequentes foram as infecciosas, incluindo pneumonia, peritonite e abscesso intra-abdominal. A taxa de sobrevida dos pacientes acometidos de trauma contuso foi 60% e de trauma penetrante, 87,5% (p<0,05).
CONCLUSÃO: apesar dos avanços tecnológicos de diagnósticos e tratamentos, as taxas de morbimortalidade nos traumas hepáticos permanecem elevadas, especialmente nos pacientes acometidos de trauma hepático contuso em relação ao trauma penetrante.


Palavras-chave: Fígado. Traumatismos Abdominais. Ferimentos e Lesões. Armas de Fogo. Acidentes de Trânsito.

Avaliação do Escore de Trauma Revisado (RTS) em 200 vítimas de trauma com mecanismos diferentes

Analysis of the Revised Trauma Score (RTS) in 200 victims of different trauma mechanisms

Bruno Durante Alvarez, AcCBC-PR; Danilo Mardegam Razente, AcCBC-PR; Daniel Augusto Mauad Lacerda, AcCBC-PR; Nicole Silveira Lother; Luiz Carlos von-Bahten, TCBC-PR; Carla Martinez Menini Stahlschmidt, ACBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(5):334-340 : Artigo Original

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OBJETIVO: analisar o perfil epidemiológico e a mortalidade associada ao escore de trauma revisado (RTS) em vítimas de trauma atendidas em um hospital universitário.
MÉTODOS: estudo transversal descritivo de protocolos de trauma (coletados prospectivamente) de dezembro de 2013 a fevereiro de 2014, incluindo vítimas de trauma admitidas na sala de emergência do Hospital Universitário Cajuru. Três grupos foram criados: (G1) trauma penetrante em abdome e tórax, (G2) trauma contuso em abdome e tórax, e (G3) trauma cranioencefálico. As variáveis analisadas foram: sexo, idade, dia da semana, mecanismo de trauma, tipo de transporte, RTS, tempo de internamento e mortalidade.
RESULTADOS: analisou-se 200 pacientes, com média de idade de 36,42 ± 17,63 anos, sendo 73,5% do sexo masculino. A média de idade no G1 foi significativamente menor do que nos demais grupos (p <0,001). A maioria (40%) dos atendimentos ocorreu nos finais de semana e o serviço de transporte pré-hospitalar mais frequente (58%) foi o SIATE (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência). O tempo de internamento foi significativamente maior no G1, em comparação aos demais grupos (p <0,01). Quanto à mortalidade, houve 12%, 1,35% e 3,95% de óbitos nos grupos G1, G2 e G3, respectivamente. A mediana do RTS entre os óbitos foi 5,49, 7,84 e 1,16, respectivamente, para os três grupos.
CONCLUSÃO: a maioria dos pacientes eram homens jovens. O RTS mostrou-se efetivo na predição de mortalidade no trauma cranioencefálico, entretanto falhou ao analisar pacientes vítimas de trauma contuso e penetrante.


Palavras-chave: Traumatologia. Traumatismos/epidemiologia. Traumatismos abdominais. Traumatismos torácicos. Traumatismos craniocerebrais. Escala de Gravidade do Ferimento.

Perfil dos pacientes vítimas de trauma renal atendidos em um hospital universitário de Curitiba

Profile of renal trauma victims treated at a university hospital in Curitiba

Cesar Augusto Broska Júnior; André de Castro Linhares; André Montes Luz; Carlos Roberto Naufel Júnior, TCBC-PR; Mariana Santos de-Oliveira; André Luiz Benção; Gabriela Veronese

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(5):341-347 : Artigo Original

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OBJETIVO: estudar o perfil das vítimas de traumas renais submetidos a tratamento cirúrgico e clínico em um hospital de Curitiba.
MÉTODOS: estudo transversal quantitativo analítico retrospectivo de pacientes com trauma renal admitidos no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba entre fevereiro de 2011 e janeiro de 2014.
RESULTADOS: fizeram parte do estudo 38 pacientes, sendo quatro mulheres e 34 homens, com média de idade de 28,4 anos. A maior parte dos traumas (60,5%) foi decorrente de mecanismo fechado, em especial acidentes automobilísticos envolvendo motos, tratados de maneira conservadora na maior parte dos casos. Os pacientes que necessitaram de tratamento cirúrgico possuíam lesões renais graves ou alguma outra lesão associada, geralmente intra-abdominal. O tempo de internamento foi menor no grupo de tratamento conservador (10,8 dias) em relação ao grupo de tratamento cirúrgico (18,8 dias), assim como a mortalidade também foi menor no grupo de tratamento conservador (8,3%) comparada ao cirúrgico (14,3%). Nenhuma morte foi relacionada à lesão renal em si.
CONCLUSÃO: os pacientes com traumatismo renal neste estudo foram homens jovens, vítimas de acidentes automobilísticos com motos, ocorrendo durante a noite e madrugada. A maioria das lesões foi tratada de modo conservador.


Palavras-chave: Ferimentos e Lesões. Rim/Lesões. Traumatismos Abdominais. Traumatismo Múltiplo. Traumatologia.

Óbitos por trauma abdominal: análise de 1888 autopsias médico-legais

Deaths from abdominal trauma: analysis of 1888 forensic autopsies

Polyanna Helena Coelho Bordoni; Daniela Magalhães Moreira dos Santos; Jaísa Santana Teixeira; Leonardo Santos Bordoni

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(6):582-595 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar o perfil epidemiológico dos óbitos por trauma abdominal no Instituto Médico Legal de Belo Horizonte.
MÉTODOS: estudo retrospectivo dos laudos de óbitos relacionados a trauma abdominal necropsiados no período de 2006 a 2011.
RESULTADOS: foram analisados 1888 laudos necroscópicos de trauma abdominal. O trauma penetrante foi mais comum que o contuso, e o decorrente de projéteis de arma de fogo mais prevalente que o relacionado a armas brancas. A maioria dos indivíduos era do sexo masculino, morena, solteira e ativa do ponto de vista ocupacional. A média etária foi de 34 anos. O homicídio foi a circunstância do óbito mais prevalente, seguido dos acidentes de trânsito, e quase a metade dos casos foi recebida no Instituto Médico Legal proveniente de uma unidade saúde. Os órgãos abdominais mais lesados no trauma penetrante foram o fígado e os intestinos, e no trauma contuso foram o fígado e o baço. A pesquisa de alcoolemia foi positiva em um terço das necropsias onde foi realizada. Cocaína e maconha foram as substâncias mais encontradas nos exames toxicológicos.
CONCLUSÃO: nesta amostra houve predominância do trauma abdominal penetrante, em homens jovens, morenos e solteiros, sendo o fígado o órgão mais lesado.


Palavras-chave: Autopsia. Medicina Legal. Homicídio. Traumatismos Abdominais.

Exclusão de lesões intra-abdominais em vítimas de trauma fechado através de variáveis clínicas e ultrassom abdominal completo

Ruling out intra-abdominal injuries in blunt trauma patients using clinical criteria and abdominal ultrasound

Flávia Helena Barbosa Moura, AsCBC-SP; José Gustavo Parreira, TCBC-SP; Thiara Mattos; Giovanna Zucchini Rondini; Cristiano Below; Jacqueline Arantes G. Perlingeiro, TCBC-SP; Silvia Cristine Soldá, TCBC-SP; José Cesar Assef, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(6):626-632 : Artigo Original

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OBJETIVO: identificar vítimas de trauma fechado de abdome nas quais as lesões intra-abdominais possam ser excluídas por critérios clínicos e por ultrassonografia abdominal completa.
MÉTODOS: análise retrospectiva de vítimas de trauma fechado em que se analisou as seguintes variáveis clínicas: estabilidade hemodinâmica, exame neurológico normal à admissão, exame físico do tórax, do abdome e da pelve normais à admissão e ausência de lesões distrativas (Abbreviated Injury Scale >2 em crânio, tórax e/ou extremidades). Em seguida estudou-se o resultado da ultrassonografia no grupo de pacientes com todas as variáveis clínicas avaliadas.
RESULTADOS: estudamos 5536 vítimas de trauma fechado. Lesões intra-abdominais com AIS>1 foram identificadas em 144 (2,6%) casos; em pacientes com estabilidade hemodinâmica, estavam presentes em 86 (2%); naqueles com estabilidade hemodinâmica e exame neurológico normal à admissão em 50 (1,8%); nos casos com estabilidade hemodinâmica, exame neurológico e do tórax normais à admissão em 39 (1,5%); em pacientes com estabilidade hemodinâmica e com exame neurológico, do tórax, do abdome e da pelve normais em 12 (0,5%); naqueles com estabilidade hemodinâmica e com exame neurológico, do tórax, do abdome e da pelve normais e ausência de lesões distrativas, em apenas dois (0,1%) pacientes. Nos pacientes com todas as variáveis clínicas, 693 apresentavam ultrassonografia abdominal completa normal e, neste grupo, não foram identificadas lesões intra-abdominais posteriormente.
CONCLUSÃO: pela somatória de critérios clínicos e ultrassonografia abdominal completa, é possível identificar um grupo de vítimas de trauma fechado com baixa chance de apresentar lesões intra-abdominais significativas.


Palavras-chave: Traumatismos Abdominais. Diagnóstico Tardio. Diagnóstico. Ultrassonografia. Causas Externas. Traumatismo Múltiplo.

O papel da tomografia no trauma abdominal penetrante

The role of computerized tomography in penetrating abdominal trauma

Eduardo Lopes Martins Filho; Melissa Mello Mazepa; Camila Roginski Guetter, AcCBC-PR; Silvânia Klug Pimentel, TCBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-7 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar o papel da tomografia computadorizada de abdome no manejo do trauma abdominal penetrante.
MÉTODOS: estudo de coorte histórico de pacientes tratados por trauma penetrante em abdome anterior, dorso ou transição tóraco-abdominal que realizaram tomografia computadorizada à admissão. Avaliou-se a localização do ferimento e a presença de achados tomográficos, e o manejo desses pacientes quanto ao tratamento não operatório ou laparotomia. A sensibilidade e especificidade da tomografia computadorizada foram calculadas de acordo com a evolução do tratamento não operatório ou com os achados cirúrgicos.
RESULTADOS: foram selecionados 61 pacientes, 31 com trauma em abdome anterior e 30 em dorso ou transição tóraco-abdominal. A taxa de mortalidade foi de 6,5% (n=4), todos no pós-operatório tardio. Onze pacientes com trauma em abdome anterior foram submetidos a tratamento não operatório e 20 à laparotomia. Dos 30 pacientes com trauma em dorso ou transição tóraco-abdominal, 23 realizaram tratamento não operatório e sete foram submetidos à laparotomia. Houve três falhas do tratamento não operatório. Em traumas penetrantes do abdome anterior, a sensibilidade da TC foi de 94,1% e o valor preditivo negativo, 93,3%. Em lesões de dorso ou transição tóraco-abdominal, a sensibilidade foi de 90%, e o valor preditivo negativo foi de 95,5%. Em ambos os grupos, a especificidade e o valor preditivo positivo foram de 100%.
CONCLUSÃO: a acurácia da tomografia computadorizada foi adequada para direcionar o manejo de pacientes estáveis que puderam ser tratados de forma conservadora, evitando cirurgia mandatória em 34 pacientes e reduzindo a morbimortalidade de laparotomias não terapêuticas.


Palavras-chave: Tomografia. Traumatismos Abdominais. Sensibilidade e Especificidade. Tratamento Conservador. Traumatismo Múltiplo.

Avaliação de treinamento básico em ultrassom na triagem inicial do trauma abdominal

Basic ultrasound training assessment in the initial abdominal trauma screening

Luan Geraldo Ocaña Oliveira; Debora Tagliari; Mariana Juliato Becker; Thiago Adame; José Cruvinel Neto, TCBC-SP; Fernando Antônio Campelo Spencer Netto, TCBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-6 : Artigo Original

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OBJETIVO: verificar a eficiência e a utilidade do treinamento básico em ultrassom no trauma (Focused Assessment with Sonography in Trauma - FAST) para emergencistas, na avaliação primária do trauma abdominal.
MÉTODOS: estudo longitudinal, observacional, realizado durante o período de 2015 a 2017, com 11 emergencistas do Hospital Universitário do Oeste do Paraná, submetidos ao treinamento em ultrassom na emergência e trauma (USET® - SBAIT). Resultados dos FAST começaram ser coletados dois meses após o curso. Estes foram comparados com escore composto de exames complementares e achados cirúrgicos. Informações foram armazenadas em banco de dados do programa Microsoft Excel® e submetidas à análise estatística.
RESULTADOS: foram realizados FAST em 120 pacientes. No estudo, 38,4% dos pacientes avaliados apresentavam índice de choque ≥0,9. O escore composto detectou 40 pacientes com líquido livre peritoneal. FAST detectou 27 casos de líquido livre peritoneal. A sensibilidade do método foi de 67,5%, a especificidade de 98,7%, o valor preditivo positivo de 96,4%, o valor preditivo negativo de 85,39% e a acurácia foi de 88%. Todos que tiveram FAST positivo apresentavam índice de choque ≥0,9. Quinze pacientes com FAST positivo e sinais de instabilidade foram conduzidos imediatamente para cirurgia.
CONCLUSÕES: o treinamento básico de emergencistas em FAST demonstrou eficiência e utilidade na avaliação do trauma abdominal. Por seu baixo custo e facilidade de implantação, esta modalidade deve ser considerada como estratégia de triagem de pacientes com trauma abdominal nos sistemas de saúde.


Palavras-chave: Ultrassonografia. Capacitação/ultrassom. Traumatismo Múltiplo. Traumatismos Abdominais. Sistemas Automatizados de Assistência Junto ao Leito. Cuidados de Suporte Avançado de Vida no Trauma.

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