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CBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

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25 resultado(s) para: Traumatismos Abdominais. Diagnóstico Tardio. Diagnóstico. Ultrassonografia. Causas Externas. Traumatismo Múltiplo.

Avaliação ultrassonográfica da síndrome do túnel do carpo antes e após cirurgia bariátrica

Ultrasound evaluation on carpal tunnel syndrome before and after bariatric surgery

Adham do Amaral e Castro, Thelma Larocca Skare, Paulo Afonso Nunes Nassif, Alexandre Kaue Sakuma, Bruno Luiz Ariede, Wagner Haese Barros

Rev. Col. Bras. Cir. 2014;41(6):426-433 : Artigo Original

Resumo

Objetivo: verificar a prevalência da STC em pacientes obesos candidatos à cirurgia bariátrica comparada com a prevalência em indivíduos não obesos e em pacientes já submetidos ao procedimento cirúrgico para verificar se as medidas de perda de peso influem na prevalência e gravidade dos sintomas. Métodos: três grupos de indivíduos foram estudados: 1) candidatos à cirurgia bariátrica (pré-operatório); 2) já submetidos ao tratamento cirúrgico bariátrico (pós-operatório) e 3) grupo controle. Foram coletados dados demográficos e clínicos referentes à síndrome do túnel do carpo. Foi realizada ultrassonografia para medição da área da secção transversa do nervo mediano para o diagnóstico da síndrome. Resultados: foram incluídos 329 indivíduos (114 no grupo pré-operatório, 90 no grupo pós-operatório e 125 controles). Houve maior prevalência de parestesias quando se comparou o grupo pré-operatório com o controle (p<0,00001). Houve diminuição das parestesias (p=0,0002) e da área da secção transversa do nervo mediano (p=0.04) nos pacientes do pós-operatório, mas não houve diferença significativa na prevalência geral da síndrome do túnel do carpo. Foi observada diferença significativa entre os grupos pré e pós-operatório (p=0,05) nos indivíduos que realizavam trabalho não manual. Conclusão: houve maior prevalência da síndrome do túnel do carpo entre o grupo pré-operatório comparado com o controle, mas não se observou diferença significativa entre os grupos pré e pós-operatório no geral. Houve diferença entre os grupos pré e pós-operatório dentre os trabalhadores não manuais.


Palavras-chave: Obesidade, Síndrome do Túnel do Carpo, Ultrassonografia, Cirurgia Bariátrica

As alterações ultrassonográficas na veia axilar de portadoras de linfedema pós-mastectomia

Ultrasonografic changes in the axillary vein of patients with lymphedema after mastectomy

Gilberto Ferreira de Abreu Junior; Guilherme Benjamin Brandão Pitta; Marcelo Araújo, ACBC-BA; Aldemar de Araújo Castro; Walter Ferreira de Azevedo Junior; Fausto Miranda Junior, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(2):81-92 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: verificar se existe prevalência de alterações ultrassonográficas (AUS) na veia axilar de pacientes portadoras e não portadoras de linfedema do membro superior pós-mastectomia.
MÉTODOS: uma amostra de 80 mulheres, alocadas em dois grupos iguais, com e sem linfedema foi estudada com ultrassonografia modo B, Doppler colorido e pulsado. A variável primária AUS foi definida como: alteração do diâmetro venoso, espessamento parietal, imagens intraluminares, compressibilidade, colapso parietal à inspiração e característica do fluxo venoso axilar no lado operado. Como variáveis secundárias: estádio do linfedema, técnica operatória, número de sessões de radio e quimioterapia, volume do membro, peso e idade. As diferenças entre as proporções nos grupos foram verificadas com o teste qui-quadrado de Pearson e/ou exato de Fisher. Para variáveis contínuas usamos o teste de Mann-Whitney. Para estimar a magnitude das associações utilizou-se como medida de frequência a prevalência de AUS em ambos os grupos e como medida de associação, a razão de prevalência (RP) obtida em função do risco relativo (RR) e estimada por meio do teste de homogeneidade de Mantel-Haenszel. Adotou-se o nível de significância estatístico de 5% (pd"0,05).
RESULTADOS: somente o critério "espessamento parietal" se relacionou fortemente com o grupo com linfedema (p=0,001). A prevalência de AUS foi 55% no grupo com linfedema e 17,5% no grupo sem linfedema, com diferença de prevalências de 37,5%.
CONCLUSÃO: a prevalência de AUS foi maior nas pacientes submetidas à mastectomia e com linfedema do que naquelas sem linfedema.


Palavras-chave: Neoplasias da mama. Veia Axilar. Linfedema. Ultrassonografia.

A acurácia da ultrassonografia com Doppler na avaliação da maturação da fístula arteriovenosa para hemodiálise

Accuracy of doppler ultrasonography in the evaluation of hemodialysis arteriovenous fistula maturity

João Humberto da Fonseca Junior; Guilherme Benjamin Brandão Pitta; Fausto Miranda Júnior

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(3):138-142 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: testar a acurácia da ultrassonografia com Doppler (USD) na avaliação da maturação do acesso vascular para hemodiálise.
MÉTODOS: foram incluídos pacientes que não haviam feito uma fistula arteriovenosa (FAV) anteriormente. Cada paciente foi submetido a dois exames de USD. Após o início da hemodiálise, foram acompanhados durante o primeiro mês utilizando o acesso e verificando sua adequação às sessões de hemodiálise. Foram aferidas: especificidade, sensibilidade, acurácia, curva ROC (Receiver operator characteristic), curva TG-ROC (Two graph - receiver operator characteristic) e regressão logística.
RESULTADOS: foram incluídos na pesquisa 76 pacientes, 51 concluíram o estudo. O volume de fluxo (VF) médio e o diâmetro médio da veia de drenagem (DVD) foram, respectivamente, para cada grupo: 940 ml/min (IC95%: 829-1052 ml/min); 325 ml/min (IC95%: 140-510 ml/min); e 0,48cm (IC95%: 0,45-0,52 cm); 0,33cm (IC95%: 0,27-0,40 cm). A área sob a curva ROC do VF e do DVD foram, respectivamente, 0,926 e 0,766.
CONCLUSÃO: A acurácia da medida de volume de fluxo aferido na veia de drenagem para avaliar a maturação da fistula de hemodiálise foi 85%, o melhor parâmetro disponível isoladamente.


Palavras-chave: Fístula arteriovenosa. Hemodiálise. Ultrassonografia Doppler em Cores.

Lesão hepática isolada por arma de fogo: é possível realizar tratamento não operatório?

Isolated liver gunshot injuries: nonoperative management is feasible?

Sizenando Vieira Starling, TCBC-MG; Camila Issa de Azevedo; Aline Valente Santana; Bruno de Lima Rodrigues, ACBC-MG; Domingos André Fernandes Drumond, TCBC-MG

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(4):238-243 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: analisar a segurança e efetividade do tratamento não operatório (TNO) da lesão hepática, como única lesão abdominal, em vítima de perfuração por projétil de arma de fogo (PAF) no abdome.
MÉTODOS: Foram estudados os pacientes com lesão hepática diagnosticada como única lesão abdominal provocada por PAF na região toracoabdominal direita, hemodinamicamente estáveis. Todos foram submetidos ao exame com tomografia computadorizada. Foram analisados: idade, sexo, índices de trauma, condição hemodinâmica e exame do abdome à admissão, resultados da tomografia computadorizada, lesões extra-abdominais existentes, níveis séricos de hemoglobina, evolução clínica, presença de complicações, tempo de permanência hospitalar, acompanhamento ambulatorial e óbito.
RESULTADOS: no período do estudo, 169 pacientes do protocolo de TNO apresentaram lesão hepática por projétil de arma de fogo. Destes, apenas 28 pacientes (16,6%) possuíam lesão hepática como única lesão abdominal e preencheram os critérios de inclusão no estudo. A média de idade foi 27,7 anos e 25 pacientes (89,2%) eram do sexo masculino. A média global dos índices de trauma verificada foi: RTS 7,45; ISS 10,9; e TRISS 98,7%. As lesões mais frequentes foram a grau II e grau III (85,7%). Um paciente apresentou complicação. Não houve óbito na série. A média de permanência hospitalar foi 5,3 dias.
CONCLUSÃO: A lesão hepática isolada no trauma penetrante por PAF é pouco frequente e o tratamento não operatório desse tipo de lesão é seguro e apresenta baixa morbidade.


Palavras-chave: Ferimentos e Lesões. Índices de Gravidade do Trauma. Fígado/cirurgia. Ferimentos Penetrantes. Traumatismos Abdominais.

Trauma vascular na Amazônia - o desafio das grandes distâncias

Vascular trauma in the Amazon - the challenge of great distances

Adenauer Marinho de Oliveira Góes Junior; Allan Dias Vasconcelos Rodrigues; Fábio Brito Braga; Mariseth Carvalho de Andrade; Simone de Campos Vieira Abib

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(4):244-252 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: avaliar a incidência de desfechos desfavoráveis, em pacientes operados por trauma vascular, e sua relação com a distância entre o local do acidente e o hospital onde o paciente recebeu o tratamento definitivo.
MÉTODOS: estudo descritivo e retrospectivo. Dados coletados nos prontuários de pacientes operados por lesões vasculares, entre fevereiro de 2011 e fevereiro de 2013, no único hospital de trauma com atendimento especializado em cirurgia vascular em uma vasta área da Amazônia. Foram analisados data do trauma, sexo, idade, mecanismo e topografia da lesão, tratamento cirúrgico, reintervenção, período de internação, complicações, amputação e mortalidade. A incidência de desfechos desfavoráveis foi avaliada de acordo com a distância entre a cidade onde ocorreu a lesão vascular eo hospital.
RESULTADOS: foram estudados 173 pacientes, com 255 lesões; 95,95% do sexo masculino (p<0,05), média de idade de 28,92 anos; 47,4% das lesões por projéteis de arma de fogo (p<0,05); distribuição topográfica: 45,66% (p<0,05) nos vasos dos membros inferiores, 37,57% nos membros superiores, 6,94% de lesões abdominais, 5,2% torácicas e 4,62% lesões do pescoço; 51,42% tiveram hospitalização por sete dias ou menos (p<0,05); amputação foi necessária em 15,6% e a mortalidade 6,36%.
CONCLUSÃO: distâncias superiores a 200km foram associadas à internação prolongada; distâncias superiores a 300km foram associadas à maior probabilidade de amputação de membros; traumatismos vasculares graves estiveram associados a uma maior probabilidade de óbito quando os pacientes precisaram ser transportados por mais de 200km para o tratamento cirúrgico.


Palavras-chave: Causas Externas. Ferimentos e Lesões. Lesões do Sistema Vascular. Vasos Sanguíneos. Artéria Ulnar.

Fatores de risco para óbito no trauma abdominal fechado com abordagem cirúrgica

Risk factors for mortality in blunt abdominal trauma with surgical approach

Silvania Klug Pimentel, TCBC-PR; Guilherme Vinicius Sawczyn; Melissa Mello Mazepa; Felipe Guilherme Gonçalves da Rosa; Adonis Nars, TCBC-PR; Iwan Augusto Collaço, TCBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(4):259-264 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: identificar fatores de risco para óbito em pacientes submetidos à laparotomia exploradora após trauma abdominal contuso.
MÉTODOS: estudo retrospectivo, caso-controle, no qual foram revisados prontuários dos pacientes vítimas de trauma contuso submetidos à laparotomia. Foram avaliados: variáveis epidemiológicas, mecanismo de trauma, lesões anatômicas das vísceras abdominais, lesões associadas, necessidade de operação para controle de danos reoperação e desfecho.
RESULTADOS: dos 86 pacientes, 63% foram curados, 36% foram a óbito e um paciente foi excluído do estudo. Ambos os grupos possuíam epidemiologia e mecanismo de trauma semelhantes, predominantemente adultos jovens do sexo masculino, vítimas de acidente automobilístico. A maioria dos casos que evoluíram a óbito teve instabilidade hemodinâmica como indicação de laparotomia - 61% contra 38% do outro grupo. A presença de lesão de víscera maciça foi maior no grupo óbitos - 80% vs. 48%, e 61% destes tinham outra lesão abdominal associada contra 25% dos curados. Dos pacientes que faleceram, 96% apresentavam lesões graves associadas. Pacientes que necessitaram de cirurgia de controle de danos tiveram maior taxa de mortalidade. Apenas um de 18 pacientes com lesão de víscera oca isolada evoluiu a óbito. A média do escore de trauma TRISS dos curados (91,7%) foi significativamente maior do que a dos óbitos (46,3%).
CONCLUSÃO: os fatores de risco para óbito encontrados para vítimas de trauma abdominal fechado que necessitam de laparotomia exploradora são: instabilidade hemodinâmica como indicação para laparotomia, presença de lesão de víscera maciça, múltiplas lesões intra-abdominais, necessidade de cirurgia de controle de danos, lesões graves associadas e índice de trauma baixo.


Palavras-chave: Traumatismo Múltiplo. Traumatismos Abdominais. Ferimentos e Lesões. Fatores de Risco.

Indicadores de lesões intra-abdominais "ocultas" em pacientes vítimas de trauma fechado admitidas sem dor abdominal ou alterações no exame físico do abdome

Predictors of "occult" intra-abdominal injuries in blunt trauma patients

José Gustavo Parreira, TCBC-SP; Juliano Mangini Dias Malpaga; Camilla Bilac Olliari; Jacqueline A. G. Perlingeiro, TCBC-SP; Silvia C. Soldá, TCBC-SP; José Cesar Assef, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(5):311-317 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: avaliar os indicadores de lesões intra-abdominais em vítimas de trauma fechado admitidas sem dor abdominal ou alterações no exame físico do abdome.
MÉTODO: estudo retrospectivo das vítimas de trauma fechado com idade superior a 13 anos, admitidas no período de 2008-2010. Selecionamos para estudo todos que foram submetidos à tomografia computadorizada de abdome e/ou laparotomia exploradora e que, à admissão, não apresentavam dor abdominal ou alterações ao exame físico do abdome. Os doentes foram separados em: Grupo 1 (com lesões intra-abdominais) e Grupo 2 (sem lesões intra-abdominais). As variáveis foram comparadas entre os grupos, considerando p<0,05 como significativo. Em um segundo passo, selecionamos as variáveis com p<0,20 na análise bivariada para criar modelo de regressão logística pelo método forward stepwise.
RESULTADOS: foram incluídos 268 casos. Os doentes com lesão abdominal caracterizaram-se por apresentar, significativamente (p<0,05), menor média de AIS em segmento cefálico (1,0 ± 1,4 vs. 1,8 ± 1,9), bem como, maior média de AIS em tórax (1,6 ± 1,7 vs. 0,9 ± 1,5) e de ISS (25,7 ± 14,5 vs. 17,1 ± 13,1). A frequência de lesões abdominais foi significativamente maior nas vítimas de atropelamentos (37,3%) e motociclistas (36%) (p<0,001). A regressão logística construiu um modelo utilizando as seguintes variáveis: motociclista como mecanismo de trauma (p<0,001- OR=5,51; IC95% 2,40-12,64), presença de fraturas de costelas (p<0,003 - OR=3,00; IC95% 1,47-6,14), atropelamento como mecanismo de trauma (p=0,008 - OR=2,85; IC95% 1,13-6,22) e exame físico neurológico anormal a admissão (p=0,015 - OR=0,44; IC95% 0,22-0,85).
CONCLUSÃO: as lesões intra-abdominais foram relacionadas principalmente com o mecanismo de trauma e a presença de lesões torácicas.


Palavras-chave: Diagnóstico. Diagnóstico Tardio. Causas Externas. Traumatismo Múltiplo. Traumatismos Abdominais.

Avaliação epidemiológica de vítimas de trauma hepático submetidas a tratamento cirúrgico

Epidemiological evaluation of hepatic trauma victims undergoing surgery

Mitre Kalil, RCBC-ES; Isaac Massaud Amim Amaral

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(1):22-27 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: avaliar as variáveis epidemiológicas e as modalidades diagnósticas e terapêuticas relacionadas ao trauma hepático de pacientes submetidos à laparotomia exploradora em um hospital público de referência da Região Metropolitana de Vitória-ES.
MÉTODOS: estudo retrospectivo de revisão de prontuários dos pacientes vítimas de trauma com lesão hepática isolada ou associada a outros órgãos, submetidos à laparotomia exploradora, no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2013.
RESULTADOS: foram estudados 392 pacientes submetidos à laparotomia, dos quais 107 com lesões hepáticas. A relação masculino:feminino foi 6,6:1 e a média de idade dos pacientes foi 30,12 anos. O trauma hepático penetrante ocorreu em 78,5% dos pacientes, principalmente por arma de fogo. Lesões associadas ocorreram em 86% dos casos e as lesões intra-abdominais foram mais comuns no trauma penetrante (p<0,01). A técnica operatória mais utilizada foi a hepatorrafia, e a cirurgia para controle de danos foi feita em 6,5% dos pacientes. A quantidade média de hemoderivados utilizados foi 6,07 unidades de hemoconcentrado e 3,01 unidades de plasma fresco. A incidência de complicações pós-operatórias foi 29,9%, e as mais frequentes foram as infecciosas, incluindo pneumonia, peritonite e abscesso intra-abdominal. A taxa de sobrevida dos pacientes acometidos de trauma contuso foi 60% e de trauma penetrante, 87,5% (p<0,05).
CONCLUSÃO: apesar dos avanços tecnológicos de diagnósticos e tratamentos, as taxas de morbimortalidade nos traumas hepáticos permanecem elevadas, especialmente nos pacientes acometidos de trauma hepático contuso em relação ao trauma penetrante.


Palavras-chave: Fígado. Traumatismos Abdominais. Ferimentos e Lesões. Armas de Fogo. Acidentes de Trânsito.

Drenagem biliar ecoguiada: uma nova era da cirurgia endoscópica

Ultrasound-guided biliary drainage: a new era of endoscopic surgery

Joel Fernandez de Oliveira; Diogo Turiani Hourneaux de Moura; Eduardo Turiani Hourneaux de Moura; Hugo Gonçalo Guedes; José Pinhata Otoch; Everson Luiz de Almeida Artifon

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(3):198-208 : Artigo de Revisão

Resumo

Apesar da taxa de sucesso da colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPRE), em cerca de 10% dos casos há falha no acesso à via biliar. Nesse contexto o ultrassom endoscópico (UE), que inicialmente só era utilizado para o diagnóstico e estadiamento de doenças, hoje, tem importância terapêutica. O objetivo dessa atualização é demonstrar as diversas formas de drenagem biliar ecoguiada, bem como, compará-la com a drenagem transparieto-hepática (DTPH).


Palavras-chave: Endoscopia Gastrointestinal. Ductos Biliares. Ultrassonografia de Intervenção. Icterícia Obstrutiva. Endossonografia.

Avaliação do Escore de Trauma Revisado (RTS) em 200 vítimas de trauma com mecanismos diferentes

Analysis of the Revised Trauma Score (RTS) in 200 victims of different trauma mechanisms

Bruno Durante Alvarez, AcCBC-PR; Danilo Mardegam Razente, AcCBC-PR; Daniel Augusto Mauad Lacerda, AcCBC-PR; Nicole Silveira Lother; Luiz Carlos von-Bahten, TCBC-PR; Carla Martinez Menini Stahlschmidt, ACBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(5):334-340 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: analisar o perfil epidemiológico e a mortalidade associada ao escore de trauma revisado (RTS) em vítimas de trauma atendidas em um hospital universitário.
MÉTODOS: estudo transversal descritivo de protocolos de trauma (coletados prospectivamente) de dezembro de 2013 a fevereiro de 2014, incluindo vítimas de trauma admitidas na sala de emergência do Hospital Universitário Cajuru. Três grupos foram criados: (G1) trauma penetrante em abdome e tórax, (G2) trauma contuso em abdome e tórax, e (G3) trauma cranioencefálico. As variáveis analisadas foram: sexo, idade, dia da semana, mecanismo de trauma, tipo de transporte, RTS, tempo de internamento e mortalidade.
RESULTADOS: analisou-se 200 pacientes, com média de idade de 36,42 ± 17,63 anos, sendo 73,5% do sexo masculino. A média de idade no G1 foi significativamente menor do que nos demais grupos (p <0,001). A maioria (40%) dos atendimentos ocorreu nos finais de semana e o serviço de transporte pré-hospitalar mais frequente (58%) foi o SIATE (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência). O tempo de internamento foi significativamente maior no G1, em comparação aos demais grupos (p <0,01). Quanto à mortalidade, houve 12%, 1,35% e 3,95% de óbitos nos grupos G1, G2 e G3, respectivamente. A mediana do RTS entre os óbitos foi 5,49, 7,84 e 1,16, respectivamente, para os três grupos.
CONCLUSÃO: a maioria dos pacientes eram homens jovens. O RTS mostrou-se efetivo na predição de mortalidade no trauma cranioencefálico, entretanto falhou ao analisar pacientes vítimas de trauma contuso e penetrante.


Palavras-chave: Traumatologia. Traumatismos/epidemiologia. Traumatismos abdominais. Traumatismos torácicos. Traumatismos craniocerebrais. Escala de Gravidade do Ferimento.

Perfil dos pacientes vítimas de trauma renal atendidos em um hospital universitário de Curitiba

Profile of renal trauma victims treated at a university hospital in Curitiba

Cesar Augusto Broska Júnior; André de Castro Linhares; André Montes Luz; Carlos Roberto Naufel Júnior, TCBC-PR; Mariana Santos de-Oliveira; André Luiz Benção; Gabriela Veronese

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(5):341-347 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: estudar o perfil das vítimas de traumas renais submetidos a tratamento cirúrgico e clínico em um hospital de Curitiba.
MÉTODOS: estudo transversal quantitativo analítico retrospectivo de pacientes com trauma renal admitidos no Hospital Universitário Evangélico de Curitiba entre fevereiro de 2011 e janeiro de 2014.
RESULTADOS: fizeram parte do estudo 38 pacientes, sendo quatro mulheres e 34 homens, com média de idade de 28,4 anos. A maior parte dos traumas (60,5%) foi decorrente de mecanismo fechado, em especial acidentes automobilísticos envolvendo motos, tratados de maneira conservadora na maior parte dos casos. Os pacientes que necessitaram de tratamento cirúrgico possuíam lesões renais graves ou alguma outra lesão associada, geralmente intra-abdominal. O tempo de internamento foi menor no grupo de tratamento conservador (10,8 dias) em relação ao grupo de tratamento cirúrgico (18,8 dias), assim como a mortalidade também foi menor no grupo de tratamento conservador (8,3%) comparada ao cirúrgico (14,3%). Nenhuma morte foi relacionada à lesão renal em si.
CONCLUSÃO: os pacientes com traumatismo renal neste estudo foram homens jovens, vítimas de acidentes automobilísticos com motos, ocorrendo durante a noite e madrugada. A maioria das lesões foi tratada de modo conservador.


Palavras-chave: Ferimentos e Lesões. Rim/Lesões. Traumatismos Abdominais. Traumatismo Múltiplo. Traumatologia.

Cirurgia de controle de danos torácico

Thoracic damage control surgery

Roberto Gonçalves, TCBC-SP; Roberto Saad Jr, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(5):374-381 : Artigo de Revisão

Resumo

A cirurgia de controle de danos surgiu com a filosofia de se aplicar manobras essenciais para controle de sangramento e contaminação abdominal, em doentes traumatizados, nos limites de suas reservas fisiológicas. Este conceito se estendeu para as lesões torácicas, onde manobras relativamente simples, podem abreviar o tempo operatório de doentes in extremis. Este artigo tem como objetivo, revisar as diversas técnicas de controle de dano em órgãos torácicos, que devem ser de conhecimento do cirurgião que atua na emergência.


Palavras-chave: Traumatismo Múltiplo. Traumatismos Torácicos. Medicina de Emergência.

Tumor odontogênico ceratocístico

Keratocystic odontogenic tumor

Brenda de Souza Moura; Maria Aparecida Cavalcante; Wagner Hespanhol

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(6):466-471 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: avaliar a frequência do tumor odontogênico ceratocístico (TOC) no Serviço de Cirurgia Oral (SCO) do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (HUCFF/UFRJ), no que diz respeito à taxa de recidiva, ao sexo, à idade de recorrência e à localização da lesão.
MÉTODOS: foram examinados os prontuários clínicos e laudos histopatológicos de pacientes do SCO do HUCFF/UFRJ no período de 2002 a 2012. Os pacientes diagnosticados com TOC foram divididos em dois grupos quanto à ocorrência de recidiva: positivo (n=6) e negativo (n=19).
RESULTADOS: com relação à localização, houve predileção pela mandíbula. Em relação à média de idade dos pacientes, no grupo positivo foi 40,5, e no grupo negativo, de 35,53. Na distribuição por sexo, o grupo positivo apresentou distribuição igualitária, diferentemente do observado no grupo negativo, em que predominou o sexo masculino.
CONCLUSÕES: o TOC representou a segunda lesão mais frequente em nossos pacientes, tem menor recidiva no sexo masculino e tem a mandíbula como localização mais acometida.


Palavras-chave: Tumores Odontogênicos. Recidiva. Diagnóstico Diferencial.

Preditores de mortalidade em pacientes com fratura de pelve por trauma contuso

Mortality predictors in patients with pelvic fractures from blunt trauma

Wagner Oséas Corrêa; Vinícius Guilherme Rocha Batista; Erisvaldo Ferreira Cavalcante Júnior; Michael Pereira Fernandes; Rafael Fortes; Gabriela Zamunaro Lopes Ruiz; Carla Jorge Machado; Mario Pastore Neto

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(3):222-230 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: analisar a associação de mortalidade com variáveis sociodemográficas, clínicas, lesões e complicações em pacientes com trauma de pelve decorrente de trauma contuso.
MÉTODOS: estudo retrospectivo e observacional com dados de registro de trauma obtidos durante cinco anos. O óbito foi a variável de estratificação das análises. Para verificar se as variáveis de interesse tinham associação com o óbito, foi realizado o teste t de Student e teste do Qui-quadrado (ou Fisher) e Wilcoxon-Mann Whitney . Os fatores independentemente associados ao óbito foram analisados por modelo logístico binomial, e com base nos testes de Wald e por Critérios de Informação de Akaike (AIC) e Bayesiano de Schwarz (BIC).
RESULTADOS: dos 28 pacientes com fratura de pelve por trauma contuso, 23 (82,1%) eram homens; 16 (57,1%) com média de idade de 38,8 anos (desvio padrão 17,3). Houve 98 lesões ou fraturas nos 28 pacientes. Quanto à gravidade, sete pacientes tiveram Injury Severity Score superior a 24 (25%). O tempo de internação hospitalar médio foi 26,8 dias (DP=22,4). Quinze pacientes (53,6%) tiveram internação em UTI. A incidência de óbito foi de 21,4%. A análise mostrou que idade igual ou maior do que 50 anos e presença de coagulopatia foram fatores independentemente associados ao óbito.
CONCLUSÃO: as fraturas de pelve podem ter mortalidade elevada. Neste estudo a mortalidade foi superior ao que é descrito na literatura. A idade acima de 50 anos e a coagulopatia se revelaram fatores de risco nessa população.


Palavras-chave: Ferimentos e Lesões. Pelve. Traumatismo Múltiplo. Cirurgia Geral.

Panorama do câncer de mama em mulheres no norte do Tocantins - Brasil

Overview of female breast cancer in northern Tocantins - Brazil

Nader Nazir Suleiman; Nanci Nascimento; João Manuel Santos Botelho; Rachel Carvalho Coelho

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(4):316-322 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: avaliar a variação temporal dos percentuais de câncer mamário feminino em estádios precoce e tardio e analisar as variáveis sócio-demográficas associadas com esses estádios.
MÉTODOS: estudo de dados secundários realizado entre 2000 e 2015 no Hospital Regional de Araguaína, Araguaína, TO, Brasil.
RESULTADOS: foram diagnosticados 51,1% de casos de câncer mamário em fase avançada e 48,9% em fase precoce. Não houve diferença significativa dos percentuais de pacientes com estádios precoces e tardios ao longo dos anos avaliados. As mulheres de raça/cor preta, analfabeta e de procedência do sudeste do Pará apresentaram maior porcentagem de estadiamento tardio no momento do diagnóstico.
CONCLUSÕES: a maioria das mulheres foi diagnosticada com doença avançada; a evolução temporal da proporção de casos (avançado/precoce) não demonstrou mudanças variacionais ao longo dos anos; foi identificado associação da doença em estádio avançado nas mulheres de raça/cor preta, analfabetas e provenientes do sudeste do Pará.


Palavras-chave: Neoplasias da Mama. Epidemiologia Descritiva. Estadiamento de Neoplasias. Diagnóstico Tardio.

Relação entre o mecanismo de trauma e lesões diagnosticadas em vítimas de trauma fechado

Trauma mechanism predicts the frequency and the severity of injuries in blunt trauma patients

José Gustavo Parreira; Giovanna Zucchini Rondini; Cristiano Below; Giuliana Olivi Tanaka; Julia Nunes Pelluchi; Jacqueline Arantes-Perlingeiro; Silvia Cristine Soldá; José César Assef

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(4):340-347 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: analisar a correlação do mecanismo de trauma com a frequência e a gravidade das lesões.
MÉTODOS: análise retrospectiva das informações do registro de trauma em período de 15 meses. O mecanismo de trauma foi classificado em seis tipos: ocupantes de veículo de quadro rodas envolvidos em acidente de tráfego (AUTO), pedestres vítimas de atropelamento (ATRO), motociclistas vítimas de acidentes de tráfego (MOTO), vítimas de quedas de altura (QUED), vítimas de agressão física com instrumentos contundentes (AGRE) e vítimas de queda do mesmo nível (QMN).
RESULTADOS: o mecanismo de trauma foi classificado em 3639 casos, sendo 337 (9,3%) AUTO, 855 (23,5%) ATRO, 924 (25,4%) MOTO, 455 (12,5%) QUED, 424 (11,7%) AGRE e 644 (17,7%) QMN. Houve diferença significativa na comparação entre os grupos das médias dos índices do Revised Trauma Score (RTS), do Injury Severity Score (ISS) e da Abbreviated Injury Scale (AIS) do segmento cefálico, torácico, abdominal e extremidades (p<0,05). Lesões graves em segmento cefálico foram mais frequentes nas vítimas de ATRO, seguidos de AGRE e QUED (p<0,001). Lesões graves em tórax foram mais frequentes em AUTO, seguidos de QUED e ATRO (p<0,001). As lesões abdominais foram menos frequentes nas vítimas de QMN (p=0,004). Lesões graves em extremidades foram mais frequentes em ATRO, seguidos de MOTO e QUED (p<0,001).
CONCLUSÃO: com a análise do mecanismo de trauma é possível prever a frequência e a gravidade das lesões em vítimas de trauma fechado.


Palavras-chave: Causas Externas. Ferimentos e Lesões. Fraturas Ósseas. Traumatismo Múltiplo.

Fatores de risco associados às complicações de apendicite aguda

Risk factors associated with complications of acute appendicitis

Ana Paula Marconi Iamarino; Yara Juliano; Otto Mauro Rosa; Neil Ferreira Novo; Murillo de Lima Favaro; Marcelo Augusto Fontenelle Ribeiro Júnior

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(6):560-566 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: identificar os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento de complicações em pacientes portadores de apendicite aguda.
MÉTODOS: estudo caso controle de dados dos prontuários de 402 pacientes internados com apendicite aguda em um hospital de nível secundário, separados em dois grupos: grupo controle, com 373 pacientes que evoluíram sem complicações pós-operatórias (Grupo 1) e grupo estudo, com 29 pacientes que apresentaram complicações (Grupo 2). Foram avaliados dados demográficos, sinais e sintomas da doença, exames de imagem e dados da internação.
RESULTADOS: os fatores associados às complicações foram febre, alterações radiológicas e ultrassonográficas, descompressão brusca positiva e diarreia. Migração da dor, náuseas, vômitos e descompressão brusca positiva foram os achados significativamente mais frequentes nos dois grupos (p=0,05). Já a duração dos sinais e sintomas, em dias, no grupo 2 foi significativamente maior que no grupo 1, com mediana de três dias para o grupo com complicações (p=0,05).
CONCLUSÃO: alterações nos exames de imagem, febre, diarreia, descompressão brusca positiva, tempo de duração de sintomas e menor faixa etária estão associados à maior frequência de complicações na apendicite aguda, o que reforça a importância da anamnese, do exame físico e da indicação de exames complementares na abordagem desses pacientes.


Palavras-chave: Apendicite. Apendicectomia. Complicações Intraoperatórias. Diagnóstico.

Óbitos por trauma abdominal: análise de 1888 autopsias médico-legais

Deaths from abdominal trauma: analysis of 1888 forensic autopsies

Polyanna Helena Coelho Bordoni; Daniela Magalhães Moreira dos Santos; Jaísa Santana Teixeira; Leonardo Santos Bordoni

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(6):582-595 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: avaliar o perfil epidemiológico dos óbitos por trauma abdominal no Instituto Médico Legal de Belo Horizonte.
MÉTODOS: estudo retrospectivo dos laudos de óbitos relacionados a trauma abdominal necropsiados no período de 2006 a 2011.
RESULTADOS: foram analisados 1888 laudos necroscópicos de trauma abdominal. O trauma penetrante foi mais comum que o contuso, e o decorrente de projéteis de arma de fogo mais prevalente que o relacionado a armas brancas. A maioria dos indivíduos era do sexo masculino, morena, solteira e ativa do ponto de vista ocupacional. A média etária foi de 34 anos. O homicídio foi a circunstância do óbito mais prevalente, seguido dos acidentes de trânsito, e quase a metade dos casos foi recebida no Instituto Médico Legal proveniente de uma unidade saúde. Os órgãos abdominais mais lesados no trauma penetrante foram o fígado e os intestinos, e no trauma contuso foram o fígado e o baço. A pesquisa de alcoolemia foi positiva em um terço das necropsias onde foi realizada. Cocaína e maconha foram as substâncias mais encontradas nos exames toxicológicos.
CONCLUSÃO: nesta amostra houve predominância do trauma abdominal penetrante, em homens jovens, morenos e solteiros, sendo o fígado o órgão mais lesado.


Palavras-chave: Autopsia. Medicina Legal. Homicídio. Traumatismos Abdominais.

Exclusão de lesões intra-abdominais em vítimas de trauma fechado através de variáveis clínicas e ultrassom abdominal completo

Ruling out intra-abdominal injuries in blunt trauma patients using clinical criteria and abdominal ultrasound

Flávia Helena Barbosa Moura, AsCBC-SP; José Gustavo Parreira, TCBC-SP; Thiara Mattos; Giovanna Zucchini Rondini; Cristiano Below; Jacqueline Arantes G. Perlingeiro, TCBC-SP; Silvia Cristine Soldá, TCBC-SP; José Cesar Assef, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(6):626-632 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: identificar vítimas de trauma fechado de abdome nas quais as lesões intra-abdominais possam ser excluídas por critérios clínicos e por ultrassonografia abdominal completa.
MÉTODOS: análise retrospectiva de vítimas de trauma fechado em que se analisou as seguintes variáveis clínicas: estabilidade hemodinâmica, exame neurológico normal à admissão, exame físico do tórax, do abdome e da pelve normais à admissão e ausência de lesões distrativas (Abbreviated Injury Scale >2 em crânio, tórax e/ou extremidades). Em seguida estudou-se o resultado da ultrassonografia no grupo de pacientes com todas as variáveis clínicas avaliadas.
RESULTADOS: estudamos 5536 vítimas de trauma fechado. Lesões intra-abdominais com AIS>1 foram identificadas em 144 (2,6%) casos; em pacientes com estabilidade hemodinâmica, estavam presentes em 86 (2%); naqueles com estabilidade hemodinâmica e exame neurológico normal à admissão em 50 (1,8%); nos casos com estabilidade hemodinâmica, exame neurológico e do tórax normais à admissão em 39 (1,5%); em pacientes com estabilidade hemodinâmica e com exame neurológico, do tórax, do abdome e da pelve normais em 12 (0,5%); naqueles com estabilidade hemodinâmica e com exame neurológico, do tórax, do abdome e da pelve normais e ausência de lesões distrativas, em apenas dois (0,1%) pacientes. Nos pacientes com todas as variáveis clínicas, 693 apresentavam ultrassonografia abdominal completa normal e, neste grupo, não foram identificadas lesões intra-abdominais posteriormente.
CONCLUSÃO: pela somatória de critérios clínicos e ultrassonografia abdominal completa, é possível identificar um grupo de vítimas de trauma fechado com baixa chance de apresentar lesões intra-abdominais significativas.


Palavras-chave: Traumatismos Abdominais. Diagnóstico Tardio. Diagnóstico. Ultrassonografia. Causas Externas. Traumatismo Múltiplo.

Avaliação do nível glicêmico em retalho miocutâneo do reto abdominal monopediculado após oclusão venosa: estudo experimental em ratos

Glucose level evaluation in monopedicled rectus abdominis myocutaneous flap after venous occlusion: experimental study in rats

Gustavo Levacov Berlim; Antônio Carlos Pinto Oliveira; Ciro Paz Portinho; Emerson Morello; Carolina Barbi Linhares; Marcus Vinicius Martins Collares

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-6 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: validar um modelo experimental para mensuração de níveis glicêmicos em retalhos cirúrgicos com a utilização de glicosímetros comuns, e analisar os critérios diagnósticos para hipoperfusão destes retalhos.
MÉTODOS: foram realizados retalhos miocutâneos verticais de reto abdominal com pedículos superiores, bilateralmente, em 20 ratos Wistar machos, divididos em dois grupos: com e sem oclusão venosa do pedículo. Os níveis de glicose foram mensurados nos retalhos e na circulação sistêmica com glicosímetros comuns. A acurácia de critérios diagnósticos alternativos foi testada para a detecção de hipoperfusão.
RESULTADOS: a partir de 15 minutos de oclusão venosa, houve uma redução significativa dos níveis de glicose medidos no retalho congesto (p<0,001). Utilizando como critério diagnóstico uma diferença mínima de 20mg/dl nos níveis glicêmicos do retalho e do sangue sistêmico, 30 minutos após a oclusão, a sensibilidade foi de 100% (intervalo de confiança de 95% - 83,99 a 100%) e especificidade de 90% (intervalo de confiança de 95% - 69,90 a 97,21%) para o diagnóstico de congestão do retalho.
CONCLUSÃO: os resultados demonstraram que é possível medir níveis de glicose em retalhos miocutâneos verticais de reto abdominal de ratos Wistar, perfundidos ou congestos, utilizando um glicosímetro comum. Os critérios diagnósticos que comparam os níveis de glicose nos retalhos com os níveis sistêmicos foram mais precisos na avaliação da perfusão tecidual.


Palavras-chave: Modelos Animais. Perfusão. Retalhos Cirúrgicos. Glucose. Diagnóstico.

O papel da tomografia no trauma abdominal penetrante

The role of computerized tomography in penetrating abdominal trauma

Eduardo Lopes Martins Filho; Melissa Mello Mazepa; Camila Roginski Guetter, AcCBC-PR; Silvânia Klug Pimentel, TCBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-7 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: avaliar o papel da tomografia computadorizada de abdome no manejo do trauma abdominal penetrante.
MÉTODOS: estudo de coorte histórico de pacientes tratados por trauma penetrante em abdome anterior, dorso ou transição tóraco-abdominal que realizaram tomografia computadorizada à admissão. Avaliou-se a localização do ferimento e a presença de achados tomográficos, e o manejo desses pacientes quanto ao tratamento não operatório ou laparotomia. A sensibilidade e especificidade da tomografia computadorizada foram calculadas de acordo com a evolução do tratamento não operatório ou com os achados cirúrgicos.
RESULTADOS: foram selecionados 61 pacientes, 31 com trauma em abdome anterior e 30 em dorso ou transição tóraco-abdominal. A taxa de mortalidade foi de 6,5% (n=4), todos no pós-operatório tardio. Onze pacientes com trauma em abdome anterior foram submetidos a tratamento não operatório e 20 à laparotomia. Dos 30 pacientes com trauma em dorso ou transição tóraco-abdominal, 23 realizaram tratamento não operatório e sete foram submetidos à laparotomia. Houve três falhas do tratamento não operatório. Em traumas penetrantes do abdome anterior, a sensibilidade da TC foi de 94,1% e o valor preditivo negativo, 93,3%. Em lesões de dorso ou transição tóraco-abdominal, a sensibilidade foi de 90%, e o valor preditivo negativo foi de 95,5%. Em ambos os grupos, a especificidade e o valor preditivo positivo foram de 100%.
CONCLUSÃO: a acurácia da tomografia computadorizada foi adequada para direcionar o manejo de pacientes estáveis que puderam ser tratados de forma conservadora, evitando cirurgia mandatória em 34 pacientes e reduzindo a morbimortalidade de laparotomias não terapêuticas.


Palavras-chave: Tomografia. Traumatismos Abdominais. Sensibilidade e Especificidade. Tratamento Conservador. Traumatismo Múltiplo.

Avaliação de treinamento básico em ultrassom na triagem inicial do trauma abdominal

Basic ultrasound training assessment in the initial abdominal trauma screening

Luan Geraldo Ocaña Oliveira; Debora Tagliari; Mariana Juliato Becker; Thiago Adame; José Cruvinel Neto, TCBC-SP; Fernando Antônio Campelo Spencer Netto, TCBC-PR

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-6 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: verificar a eficiência e a utilidade do treinamento básico em ultrassom no trauma (Focused Assessment with Sonography in Trauma - FAST) para emergencistas, na avaliação primária do trauma abdominal.
MÉTODOS: estudo longitudinal, observacional, realizado durante o período de 2015 a 2017, com 11 emergencistas do Hospital Universitário do Oeste do Paraná, submetidos ao treinamento em ultrassom na emergência e trauma (USET® - SBAIT). Resultados dos FAST começaram ser coletados dois meses após o curso. Estes foram comparados com escore composto de exames complementares e achados cirúrgicos. Informações foram armazenadas em banco de dados do programa Microsoft Excel® e submetidas à análise estatística.
RESULTADOS: foram realizados FAST em 120 pacientes. No estudo, 38,4% dos pacientes avaliados apresentavam índice de choque ≥0,9. O escore composto detectou 40 pacientes com líquido livre peritoneal. FAST detectou 27 casos de líquido livre peritoneal. A sensibilidade do método foi de 67,5%, a especificidade de 98,7%, o valor preditivo positivo de 96,4%, o valor preditivo negativo de 85,39% e a acurácia foi de 88%. Todos que tiveram FAST positivo apresentavam índice de choque ≥0,9. Quinze pacientes com FAST positivo e sinais de instabilidade foram conduzidos imediatamente para cirurgia.
CONCLUSÕES: o treinamento básico de emergencistas em FAST demonstrou eficiência e utilidade na avaliação do trauma abdominal. Por seu baixo custo e facilidade de implantação, esta modalidade deve ser considerada como estratégia de triagem de pacientes com trauma abdominal nos sistemas de saúde.


Palavras-chave: Ultrassonografia. Capacitação/ultrassom. Traumatismo Múltiplo. Traumatismos Abdominais. Sistemas Automatizados de Assistência Junto ao Leito. Cuidados de Suporte Avançado de Vida no Trauma.

Oclusão ressuscitativa por meio de balão endovascular da aorta (REBOA): revisão atualizada

Resuscitative endovascular balloon occlusion of the aorta (REBOA): an updated review

Marcelo Augusto Fontenelle Ribeiro Júnior, TCBC-SP; Megan Brenner; Alexander T. M. Nguyen; Célia Y. D. Feng; Raíssa Reis de-Moura; Vinicius C. Rodrigues; Renata L. Prado

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-9 : Artigo de Revisão

Resumo

Em um cenário atual onde a lesão traumática e suas consequências representam 9% das causas de morte no mundo, o manejo da hemorragia não compressível do tronco pode ser problemático. Com a melhoria da medicina, a abordagem desses pacientes deve ser precisa e imediata, para que as consequências possam ser mínimas. Portanto, visando o método ideal de manejo, estudos levaram ao desenvolvimento da técnica de oclusão ressuscitativa por balão endovascular da aorta (Resuscitative Endovascular Balloon Occlusion of the Aorta – REBOA). Este procedimento foi utilizado em centros de trauma selecionados como um complemento durante a reanimação para pacientes vítimas de trauma com hemorragia não compressível do tronco. Embora o uso dessa técnica esteja aumentando, sua eficácia ainda não é clara. Este artigo objetiva, por meio de uma revisão detalhada, trazer uma visão atualizada sobre este procedimento, sua técnica, variações, benefícios, limitações e futuro.


Palavras-chave: Radiologia Intervencionista. Traumatismo Múltiplo. Abdome. Choque Hemorrágico.

Metástases pulmonares em crianças: estamos operando desnecessariamente?

Pulmonary metastases in children: are we operating unnecessarily?

Andrey Kaliff Pontes; Fabio Mendes Botelho Filho, ASCBC-MG; Marcelo Eller Miranda; Karla Emília de Sá Rodrigues; Bernardo Almeida Campos; Paulo Custódio Furtado Cruzeiro; Clecio Picarro; Edson Samesima Tatsuo; Diogo Ramalho Tavares Marinho; Thiago Luiz do Nascimento Lazaroni; Renan Farias Rolim Viana; Ricardo de Mattos Paixão

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-6 : Artigo Original

Resumo

OBJETIVO: determinar, em pacientes pediátricos portadores de neoplasias malignas, as características de nódulos pulmonares identificados à tomografia computadorizada, capazes de diferenciar nódulos benignos de metástases.
MÉTODOS: estudo retrospectivo de pacientes submetidos a ressecções pulmonares de nódulos diagnosticados como metástases em um período de sete anos. Achados de tomografia e da cirurgia, assim como resultados dos exames anatomopatológicos foram comparados.
RESULTADOS: nove pacientes, submetidos a 11 intervenções cirúrgicas, foram estudados. Entre as variáveis estudadas, apenas o tamanho do nódulo, maior do que 12,5mm provou ser estatisticamente significante para predizer malignidade.
CONCLUSÃO: esse estudo sugere que, entre as características tomográficas de nódulos pulmonares de crianças portadoras de neoplasias malignas, apenas o tamanho da lesão foi preditor de malignidade.


Palavras-chave: Neoplasias Pulmonares. Metástase Neoplásica/diagnóstico por imagem. Osteossarcoma. Tomografia Computadorizada por Raios X. Toracotomia. Criança.

Modelo de curso presencial e via telemedicina para preparação em desastres: uma análise comparativa

In-person and telemedicine course models for disaster preparedness: a comparative analysis

Alcir Escócia Dorigatti; Bruno Monteiro Tavares Pereira, TCBC-SP; Romeo Lages Simões; Juliana Rodrigues Matsuguma; Thiago Rodrigues Araujo Calderan; Gustavo Pereira Fraga, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-5 : Ensino

Resumo

OBJETIVO: comparar o desempenho dos alunos nos cursos presenciais e via telemedicina para a capacitação e atuação necessária em desastres, se valendo da telemedicina como uma ferramenta efetiva de treinamento.
MÉTODOS: pesquisa online realizada após o término do curso de preparação em desastres, realizado presencialmente, bem como, por videoconferência. Comparou-se o desempenho dos alunos do curso presencial e via telemedicina.
RESULTADOS: na comparação dos resultados obtidos com os dados pré e pós-teste entre os alunos que cursaram via telemedicina e presencialmente, observou-se que nas duas modalidades do curso houve aumento do conhecimento (p<0,001). Constatou-se ainda que não houve diferenças estatisticamente significativas na avaliação posterior entre os cursos presenciais e via telemedicina (p=1,0), no entanto, houve diferença com significância no momento avaliativo pré-teste (p<0,001).
CONCLUSÃO: as videoconferências podem ser utilizadas de forma efetiva para a capacitação de profissionais da área de saúde na gestão de desastres, sendo capaz de prover o conhecimento de forma adequada e ser ferramenta importante para alcance à distância em educação continuada.


Palavras-chave: Telemedicina. Educação Médica. Videoconferência. Traumatismo Múltiplo. Centros de Traumatologia. Planejamento em Desastres.

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