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CBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

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4 resultado(s) para: Úlcera da Perna. Curativos Biológicos. Transplante de Pele.

Desenluvamentos de tronco e membros: comparação dos resultados da avaliação precoce ou tardia pela cirurgia plástica

Degloving injuries of trunk and limbs: comparison of outcomes of early versus delayed assessment by the plastic surgery team

Daniel Francisco Mello; José Cesar Assef, TCBC-SP; Sílvia Cristine Soldá, TCBC-SP; AméRico Helene Jr

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(3):143-148 : Artigo Original

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OBJETIVO: analisar os casos de desenluvamentos de tronco e membros, comparando os resultados da avaliação precoce ou tardia pela equipe de cirurgia plástica.
MÉTODOS: análise retrospectiva de prontuários. Os pacientes foram separados em dois grupos: Avaliação precoce - Grupo I (realizada no intervalo de até 12 horas após o trauma) e Avaliação tardia - Grupo II (realizada mais de 12 horas após o trauma). Definiu-se como enxertia primária aquela realizada com pele proveniente do retalho traumático. Foram excluídos os casos com acometimento de mãos, pés ou genitália.
RESULTADOS: foram atendidos 47 pacientes. A superfície corporal lesada média foi 8,2%. Os membros inferiores foram os locais mais acometidos, em 95,7%, isoladamente ou em associação com lesões em outros locais. A avaliação da Cirurgia Plástica foi solicitada tardiamente em 25 casos. Observou-se tempo médio de internação de 36,1 dias para o grupo I e de 57,1 para o grupo II (p=0,026). Em relação ao número de cirurgias (enxertias de pele), observou-se média de 1,3 no grupo I e 1,6 no grupo II (p=0,034).
CONCLUSÃO: em doentes politraumatizados, vítimas de desenluvamento de tronco e membros, podemos concluir, no que se refere ao tempo de internação e número de operações, que a avaliação da Cirurgia Plástica deve ser precoce.


Palavras-chave: Transplante de pele. Lesões dos Tecidos Moles. Técnicas de Fechamento de Ferimentos. Procedimentos Cirúrgicos Dermatológicos. Fáscia/cirurgia.

Escleroterapia ecoguiada com espuma para tratamento da insuficiência venosa crônica grave

Ultrasound-guided foam sclerotherapy for severe chronic venous insufficiency

Guilherme Camargo Gonçalves de-Abreu; Otacílio de Camargo Júnior; Márcia Fayad Marcondes de-Abreu; José Luís Braga de-Aquino, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(5):511-520 : Artigo de Revisão

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A insuficiência venosa crônica é caracterizada por alterações cutâneas decorrentes da hipertensão venosa que, nas formas graves, evoluem com úlceras nos membros inferiores. As varizes dos membros inferiores são a causa mais frequente de insuficiência venosa crônica, que tem como tratamentos clássicos a cirurgia de varizes e a terapia compressiva. Novas técnicas de termo-ablação venosa por laser e radiofrequência são alternativas minimamente invasivas para o tratamento de varizes. A aplicabilidade dos diferentes métodos é limitada por requisitos anatômicos e clínicos. A escleroterapia ecoguiada com espuma consiste na injeção endovenosa da espuma esclerosante monitorada pelo Ultrassom Doppler. A escleroterapia tem grande aplicabilidade para tratamento das varizes e, provavelmente, é mais barato que outros métodos. Entretanto é, até o momento, o método menos estudado.


Palavras-chave: Varizes. Insuficiência Venosa. Úlcera da Perna. Escleroterapia. Ultrassom.

“Punch grafts” nas úlceras de membros inferiores de difícil tratamento

Punch grafts to treat lower limb intractable sores

Júlio Wilson Fernandes; Rafael Sonoda Akamine; Eduardo Castilho Casagrande

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(6):659-664 : Nota Técnica

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As ulcerações recidivantes de membros inferiores, decorrentes de decúbito prolongado, trauma, diabetes ou queimaduras, podem não responder adequadamente aos tratamentos convencionais, clínicos e cirúrgicos. Frequentemente, nestes casos, enxertos de pele laminada não se integram ao leito receptor, deixando o uso de retalhos de vizinhança e microcirúrgicos como únicas alternativas. Estes retalhos implicam em maior morbidade e criam defeitos secundários, a serem reparados por enxertos de pele, após fornecerem o segmento cutâneo, fasciocutâneo ou miocutâneo para o tratamento do defeito primário. Descrevemos o uso não convencional de enxertos em punch (“punch grafts”) no tratamento de ulcerações de membros inferiores, em situações em que a enxertia de pele laminada convencional não teve sucesso e retalhos não foram empregados. Pelo êxito desta técnica, seu uso deve ser considerado como uma valiosa alternativa no tratamento de úlceras recidivantes de membros inferiores. Sendo uma técnica simples e de fácil aprendizado, pode ser empregada por cirurgiões de diferentes especialidades, mesmo em locais remotos, onde inexistam as facilidades de um centro médico-hospitalar especializado.


Palavras-chave: Úlcera da Perna. Curativos Biológicos. Transplante de Pele.

O impacto da terapia física descongestiva e da bandagem elástica no controle da dor de pacientes com úlceras venosas

The impact of decongestive physical therapy and elastic bandaging on the control of pain in patients with venous ulcers

Geraldo Magela Salomé; Lydia Masako Ferreira, TCBC-SP

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(2):1-9 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar a dor em indivíduos com úlceras venosas tratadas com bandagem elástica e com terapia física descongestiva.
MÉTODOS: foram estudados 90 pacientes, divididos em três grupos com 30 pacientes cada: grupo tratado com bandagem elástica e terapia física descongestiva; grupo tratado com bandagem elástica; e grupo tratado sem bandagem elástica e com curativo primário conforme o tipo de tecido e exsudato. Utilizou-se a Escala Numérica de Dor para quantificar a intensidade da dor e o Questionário de Dor de McGill para a avaliação qualitativa da dor.
RESULTADOS: na primei ra avaliação, todos os pacientes que participaram do estudo relataram dor intensa. Na quinta avaliação, a maioria dos pacientes tratados com bandagem elástica e terapia física descongestiva não relatou dor; a maioria dos pacientes do grupo da bandagem elástica relatou dor leve; e a maioria dos pacientes tratados apenas com curativo primário relatou dor leve a moderada. A maioria dos pacientes dos grupos bandagem elástica e curativo primário, nas cinco avaliações realizadas através do questionário de McGill, utilizou descritores dos grupos sensorial, afetivo, avaliativo e miscelânea para descrever a dor. Porém, na quarta e quinta avaliações, a maioria dos pacientes do grupo bandagem elástica e terapia física descongestiva não utilizaram nenhum dos descritores.
CONCLUSÃO: os pacientes tratados com terapia física descongestiva e bandagem elástica apresentaram melhora da dor a partir da terceira avaliação realizada.


Palavras-chave: Úlcera da Perna. Úlcera Varicosa. Bandagens Compressivas. Modalidades de Fisioterapia. Medição da Dor.

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