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CBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

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7 resultado(s) para: Traumatismos Cardíacos. Tamponamento Cardíaco. Exsanguinação. Mortalidade.

Admissão noturna é fator de risco independente para mortalidade em pacientes vítimas de trauma - uma abordagem ao erro sistêmico

Night admission is an independent risk factor for mortality in trauma patients - a systemic error approach

Leonardo de Souza Barbosa; Geibel Santos dos Reis Júnior; Ricardo Zantieff Topolski Chaves; Davi Jorge Fontoura Solla; Leonardo Fernandes Canedo; André Gusmão Cunha

Rev. Col. Bras. Cir. 2015;42(4):209-214 : Artigo Original

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OBJETIVO: verificar o impacto do turno de admissão de pacientes vítimas de trauma, submetidos ao tratamento cirúrgico, na mortalidade hospitalar.
MÉTODOS: estudo de coorte observacional retrospectivo no período de novembro de 2011 a março de 2012, com dados coletados através de prontuário eletrônico. Foram analisadas estatisticamente as variáveis de interesse: idade, sexo, cidade de origem, estado civil, classificação de risco à admissão (baseado no Protocolo de Manchester), grau de contaminação, horário/turno de admissão, dia de admissão e desfecho hospitalar.
RESULTADOS: Quinhentos e sessenta e três pacientes traumatizados foram submetidos ao tratamento cirúrgico no período estudado, com média de idade de 35,5 anos (± 20,7), sendo 75% do sexo masculino, 49,9% admitidos no turno noturno e 36,4% aos finais de semana. Os pacientes admitidos à noite e aos finais de semana apresentaram maior mortalidade, 6,9% vs. 2,2%, p=0,014, e 5,4% vs. 3,9%, p=0,014, respectivamente. À análise multivariada, os fatores preditores independentes de mortalidade foram a admissão noturna (OR 3,15), a classificação de risco vermelho (OR 4,87), e a idade (OR 1,17).
CONCLUSÃO: a admissão no turno noturno e no final de semana foi associada com pacientes de maior gravidade e apresentaram maior taxa de mortalidade. A admissão no turno noturno foi fator independente de mortalidade em pacientes traumatizados cirúrgicos, juntamente com a classificação de risco vermelho e a idade.


Palavras-chave: Trauma. Mortalidade. Admissão do Paciente. Fatores de Tempo. Emergências.

Cinquenta pancreatectomias consecutivas sem mortalidade

Fifty consecutive pancreatectomies without mortality

Enio Campos Amico; Élio José Silveira da Silva Barreto; José Roberto Alves; Samir Assi João; Priscila Luana Franco Costa Guimarães; Joafran Alexandre Costa de Medeiros

Rev. Col. Bras. Cir. 2016;43(1):6-11 : Artigo Original

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OBJETIVO: apresentar uma série de casos consecutivos de ressecções pancreáticas com mortalidade nula, discutindo os aspectos relacionados ao preparo pré-operatório, técnica cirúrgica e cuidados pós-operatórios.
MÉTODOS: foram analisados prospectivamente 50 pacientes consecutivos submetidos à ressecções pancreáticas para o tratamento de doenças pancreáticas ou periampulares. As principais complicações locais foram definidas segundo critérios internacionais. A mortalidade intra-hospitalar foi considerada quando o óbito ocorreu nos primeiros 90 dias do pós-operatório.
RESULTADOS: a faixa etária variou entre 16 e 90 anos (média: 53,3 anos). Anemia (Hb<12g/dl) e icterícia pré-operatória estavam presentes, respectivamente, em 38% e 40% dos casos. A maior parte dos pacientes era portadora de tumor periampular (66%). O procedimento cirúrgico mais realizado foi a operação de Kausch-Whipple (70%). Em seis pacientes (12%) houve necessidade de ressecção de segmento do eixo mesentericoportal. O tempo cirúrgico médio foi 445,1 minutos. Vinte e dois pacientes (44%) evoluíram sem nenhuma complicação clínica e tiveram tempo médio de internação de 10,3 dias. As complicações mais frequentes foram: fístula pancreática (56%), retardo do esvaziamento gástrico (17,1%) e sangramento (16%).
CONCLUSÃO: nas últimas três décadas a ressecção pancreática ainda é considerada um desafio, principalmente fora dos grandes centros especializados. Apesar disso, com uma equipe habituada com esse procedimento, um baixo índice de mortalidade é possível.


Palavras-chave: Pâncreas. Procedimentos Cirúrgicos Operatórios. Pancreatectomia. Pancreaticoduodenectomia. Mortalidade.

Métodos de avaliação nutricional preditores de mortalidade pós-operatória em pacientes submetidos à gastrectomia por câncer gástrico

Nutritional assessment methods as predictors of postoperative mortality in gastric cancer patients submitted to gastrectomy

Aline Kirjner Poziomyck; Leandro Totti Cavazzola, TCBC-RS; Luisa Jussara Coelho; Edson Braga Lameu; Antonio Carlos Weston, TCBC-RS; Luis Fernando Moreira, TCBC-RS

Rev. Col. Bras. Cir. 2017;44(5):482-490 : Artigo Original

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OBJETIVOS: determinar o método de avaliação nutricional que melhor prediz a mortalidade em 90 dias de pacientes submetidos à gastrectomia por câncer gástrico.
MÉTODOS: estudo prospectivo de 44 pacientes portadores de câncer gástrico, estágios II a IIIa, dos quais nove foram submetidos à gastrectomia parcial, 34 à gastrectomia total e um à esôfago-gastrectomia. Todos os pacientes foram avaliados nutricionalmente através do mesmo protocolo, até 72h da admissão hospitalar. Os parâmetros utilizados foram a Avaliação Subjetiva Global Produzida Pelo Paciente (ASG-PPP), antropometria clássica, incluindo peso e altura atuais, porcentagem de perda ponderal (%PP) e índice de massa corporal (IMC). A espessura do músculo adutor do polegar (MAP) em ambas mãos, mão dominante (MAPD) e mão não-dominante (MAPND) também foram realizadas, assim como o cálculo do índice nutricional prognóstico (IPN). O perfil laboratorial incluiu níveis séricos de albumina, eritrócitos, hemoglobina, hematócrito, leucócitos e contagem total de linfócitos (CTL).
RESULTADOS: dos 44 pacientes estudados, 29 (66%) eram desnutridos pelo método subjetivo, sendo 15 grau A, 18 grau B e 11 grau C. Os casos com ASG-PPP grau B e com MAPD 10,2±2,9 mm foram significativamente associados à maior mortalidade. As curvas ROC (intervalo de confiança de 95%) de ambas ASG-PPP e espessura da MAPD fidedignamente predisseram mortalidade em 30 e 90 dias. Nenhum método laboratorial permitiu prever a mortalidade em 90 dias.
CONCLUSÃO: a ASG-PPP e a espessura da MAPD podem ser utilizados como parâmetros pré-operatórios para risco de morte em pacientes submetidos à gastrectomia por câncer gástrico.


Palavras-chave: Avaliação Nutricional. Neoplasias Gástricas. Mortalidade. Prognóstico.

Aplicação dos escores POSSUM e P-POSSUM como preditores de morbimortalidade em cirurgia colorretal

The applicability of POSSUM and P-POSSUM scores as predictors of morbidity and mortality in colorectal surgery

Maria Emília Carvalho-e-Carvalho; Fábio Lopes de-Queiroz; Breno Xaia Martins-da-Costa; Marcelo Giusti Werneck-Côrtes; Vinícius Pires-Rodrigues

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(1):1-6 : Artigo Original

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OBJETIVO: aplicar os escores POSSUM e P-POSSUM como ferramenta para predizer morbimortalidade em cirurgia colorretal.
MÉTODOS: estudo de coorte prospectivo de 551 pacientes submetidos à cirurgia colorretal em um hospital terciário de referência em cirurgia colorretal no Brasil. Os pacientes foram agrupados em categorias de risco pré-estabelecidas para comparação entre as taxas de morbimortalidade esperada e observada pelo POSSUM e P-POSSUM.
RESULTADOS: na análise de morbidade pelo POSSUM, a morbidade geral esperada foi significativamente maior que a observada (39,2% x 15,6%). O mesmo ocorreu com os pacientes agrupados na categoria II (28,9% x 10,5) e na categoria III (64,6% x 24,5%). Na categoria I, a morbidade esperada e observada foi semelhante (13,7% x 9,1%). Com relação à avaliação da mortalidade, esta foi estatisticamente maior do que a observada, nos pacientes da categoria III, e no total dos pacientes (11,3% x 5,6%). Nas categorias I e II observou-se o mesmo padrão da categoria III, porém sem significância estatística. Ao avaliar a mortalidade pelo escore P-POSSUM, a mortalidade geral esperada e observada foi semelhante (5,8% x 5,6%). Dos 31 pacientes que morreram, 20,2% foram submetidos a procedimentos de urgência e a sepse foi a principal causa.
CONCLUSÃO: o escore P-POSSUM foi uma ferramenta acurada para predizer mortalidade podendo ser utilizado com segurança neste perfil populacional, ao contrário do escore POSSUM.


Palavras-chave: Indicadores de Morbimortalidade. Cirurgia Colorretal. Mortalidade. Morbidade.

Estado inflamatório e nutricional em pacientes submetidos à ressecção cirúrgica de tumores do trato gastrointestinal

Inflammatory and nutritional statuses of patients submitted to resection of gastrointestinal tumors

Ana Valéria Gonçalves Fruchtenicht; Aline Kirjner Poziomyck; Audrey Machado dos Reis; Carlos Roberto Galia; Georgia Brum Kabke; Luis Fernando Moreira, TCBC-RS

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(2):1-11 : Artigo Original

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OBJETIVO: avaliar a associação entre o estado nutricional e inflamatório em pacientes com câncer do trato gastrointestinal submetidos à ressecção cirúrgica e identificar variáveis preditoras de mortalidade nestes pacientes.
MÉTODOS: estudo prospectivo de 41 pacientes com câncer do trato gastrointestinal submetidos à cirurgia entre outubro de 2012 e dezembro de 2014. O estado nutricional foi avaliado por métodos subjetivos e objetivos. A resposta inflamatória e o prognóstico foram avaliados através do Escore Prognóstico de Glasgow modificado (mGPS), razão Neutrófilo/Linfócito (NLR), Índice Nutricional Prognóstico de Onodera (mPNI), Índice Inflamatório Nutricional (INI) e razão Proteína C-reativa/Albumina (mPINI).
RESULTADOS: metade dos pacientes estava desnutrida e 27% apresentavam-se em risco nutricional. Associação positiva foi encontrada entre percentual de perda de peso (%PP) e os marcadores NLR (p=0,047), mPINI (p=0,014) e INI (p=0,015) e os níveis séricos de albumina (p=0,015), INI (p=0,026) e mPINI (p=0,026) se associaram significativamente às categorias da ASG-PPP. Na análise multivariada, a albumina foi o único marcador inflamatório independentemente relacionado ao óbito (p=0,004).
CONCLUSÃO: marcadores inflamatórios foram significativamente associados com a desnutrição, demonstrando que quanto maior a resposta inflamatória, piores foram os escores da ASG-PPP (B e C) e maior o %PP nesses pacientes. No entanto, mais estudos, com o objetivo de melhorar resultados cirúrgicos e determinar o papel desses marcadores como preditores de mortalidade são necessários.


Palavras-chave: Neoplasias Gastrointestinais. Estado Nutricional. Inflamação. Mortalidade.

Tamponamento cardíaco por cateter central de inserção periférica em prematuros: papel da ultrassonografia à beira do leito e abordagem terapêutica

Cardiac tamponade by peripherally inserted central catheter in preterm infants: role of bedside ultrasonography and therapeutic approach

Livia Lopes Barreiros; FiLipe Moreira de Andrade, TCBC-MG; Ronaldo Afonso Torres; Lucas Vilas Boas Magalhães; Bruno dos Santos Farnetano; Rossano Kepler Alvim Fiorelli, TCBC-RJ

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(3):1-7 : Artigo Original

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OBJETIVO: determinar a incidência de derrame pericárdico com tamponamento cardíaco em recém-natos prematuros em uma unidade de terapia intensiva pediátrica, com ênfase na relação entre o derrame pericárdico e a inserção de cateter central de inserção periférica, e avaliar o papel da ultrassonografia à beira do leito na abordagem desses casos.
MÉTODOS: análise retrospectiva dos pacientes internados em unidade de terapia intensiva pediátrica, entre julho de 2014 e dezembro de 2016, que apresentaram derrame pericárdico com repercussão hemodinâmica, avaliados por ultrassonografia.
RESULTADOS: foram estudados 426 pacientes admitidos na unidade neonatal de cinco leitos, com realização 285 ultrassonografias à beira do leito. Foram encontrados seis casos de derrame pericárdico, sendo quatro casos com choque obstrutivo e necessidade de realização de drenagem pericárdica, sem mortalidade relacionada ao procedimento e com melhora hemodinâmica em todos os pacientes após o procedimento. A incidência de derrame pericárdico foi de 2,4 casos por ano.
CONCLUSÃO: a incidência de derrame pericárdico é baixa em neonatos, porém o diagnóstico precoce é fundamental devido à alta morbimortalidade, especialmente nos casos de instalação abrupta. Todos os casos foram diagnosticados pela ultrassonografia à beira do leito, demonstrando sua importância no rastreio desses casos, especialmente em nos quadros de choque de etiologia incerta e neonatos com instabilidade hemodinâmica de início súbito que estão em uso de acesso venoso central.


Palavras-chave: Derrame Pericárdico. Tamponamento Cardíaco. Recém-Nascido Prematuro. Unidades de Terapia Intensiva Neonatal.

Trauma cardíaco fatal na cidade de Manaus/AM, Brasil

Fatal cardiac trauma in the city of Manaus, Amazonas state, Brazil

Antônio Oliveira de Araújo; Fernando Luiz Westphal, TCBC-AM; Luiz Carlos de Lima; Jéssica de Oliveira Correia; Pedro Henrique Gomes; Emanoel Nascimento Costa; Luciana Mac edo Level Salomão; Cleinaldo Nascimento Costa, TCBC-AM

Rev. Col. Bras. Cir. 2018;45(4):1-8 : Artigo Original

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OBJETIVO: determinar o índice de trauma cardíaco fatal na cidade de Manaus e esclarecer os mecanismos de trauma e de morte, o tratamento hospitalar prévio, assim como as lesões associadas ao trauma cardíaco.
MÉTODOS: estudo retrospectivo, observacional, transversal, que revisou os laudos de necropsias do Instituto Médico Legal de Manaus entre novembro de 2015 e outubro de 2016, cuja causa mortis foi lesão cardíaca.
RESULTADOS: o índice de trauma cardíaco foi de 5,98% (138 casos) dentre 2306 necropsias realizadas no período do estudo. Homens foram afetados em 92%. A mediana de idade foi de 27 anos (14 a 83). A arma de fogo foi o mecanismo de trauma em 62,3% e a arma branca em 29,7%. A exsanguinação foi responsável pela maioria das mortes e o tamponamento cardíaco esteve presente emsegundo lugar. Óbito no local ocorreu em 86,2%. Os ventrículos foram as câmaras mais lesionadas. O hemotórax foi descrito em 90,6%. Apenas 23 (16,7%) doentes foram removidos até o pronto socorro, porém seis deles (26,2%) não foram submetidos à toracotomia, apenas à drenagem de tórax. O pulmão foi acometido em 57% unilateralmente e 43% bilateralmente.
CONCLUSÃO: o trauma cardíaco fatal representou um índice de 5,98% na cidade de Manaus. A maioria dos doentes morre na cena do trauma, geralmente devido à exsanguinação causada por ferimento de arma de fogo. Cerca de um quarto dos pacientes que chegaram ao pronto socorro e morreram, não foram diagnosticados com trauma cardíaco em tempo hábil.


Palavras-chave: Traumatismos Cardíacos. Tamponamento Cardíaco. Exsanguinação. Mortalidade.

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