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CBC - Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões - Journal of the Brazilian College of Surgeons

Número: 45.2 - 14 Artigos; e1659

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http://www.dx.doi.org/10.1590/0100-6991e-20181659

Artigo Original

Avaliação hemodinâmica de pacientes idosos durante colecistectomia vídeo-laparoscópica

Hemodynamic evaluation of elderly patients during laparoscopic cholecystectomy

Luiz Paulo Jacomelli Ramos, TCBC-RJ1; Rodrigo Barcellos Araújo2; Maria do Carmo Valente Castro3; Maria Roberta Meneguetti Seravalli Ramos4; José Antonio Cunha-e-Silva1; Antonio Carlos Iglesias, ECBC-RJ1

1. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Serviço de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
2. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Serviço de Anestesiologia, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
3. Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Serviço de Cardiologia, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
4. Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas/FIOCRUZ, Laboratório de Pesquisa Clínica, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Endereço para correspondência

Antônio Carlos Iglesias
E-mail: aciglesias.lf@gmail.com / joseantoniocunha@yahoo.com.br

Recebido em 08/12/2017
Aceito em 01/02/2018

Fonte de financiamento: nenhuma

Conflito de interesse: nenhum

Resumo

OBJETIVO: demonstrar as alterações hemodinâmicas durante a colecistectomia laparoscópica em pacientes idosos com auxílio da ecocardiografia trans-esofágica
MÉTODOS: foram estudados trinta e um pacientes idosos (com 60 anos de idade ou mais), ASA I ou II, submetidos à colecistectomia laparoscópica eletiva, sob anestesia geral padronizada, com aferição de parâmetros cardiovasculares através de ecocardiograma trans-esofágico em três momentos diferentes: antes do pneumoperitônio (T1), após a insuflação do CO2 (T2) e na desinsuflação (T3). As variações da pressão arterial sistólica, diastólica e média, da frequência cardíaca, do débito e do índice cardíaco, e da fração de ejeção foram avaliadas estatisticamente.
RESULTADOS: apesar de pequenas, somente as variações da pressão arterial diastólica (PAD) e da fração de ejeção (FE) foram estatisticamente significativas. A PAD, em mmHg, nos diferentes momentos, de acordo com a média e desvio padrão, foram: T1=67,5±10,3; T2=73,6±12,4; T3=66,7±9,8. E para a FE, em porcentagem (%), nos diferentes momentos, de acordo com média e desvio padrão, foram: T1=66,7±10,4; T2=63,2±9,9; T3=68,1±8,4. Não houve correlação estatística entre as variações hemodinâmicas, a idade e número de comorbidades dos pacientes.
CONCLUSÃO: a colecistectomia laparoscópica causa poucas alterações hemodinâmicas que são bem toleradas pela maioria dos pacientes idosos; o comprometimento prévio da função ventricular representa ameaça em pacientes idosos durante a cirurgia; parece haver menor efeito hemodinâmico causado pelo pneumoperitônio do que pelo posicionamento do paciente em Trendelemburg reverso durante a cirurgia.

Palavras-chave: Pressão Arterial. Hemodinâmica. Ecocardiografia Transesofagiana. Idoso. Laparoscopia. Pneumoperitônio Artificial.

INTRODUÇÃO

A colelitíase ou colecistopatia litiásica é a doença abdominal cirúrgica mais comum do idoso, com prevalência de 21,4% entre os 60 e 69 anos e 27,5% em indivíduos com mais de 70 anos de idade1. O aumento da expectativa de vida associado a maior incidência da colelitíase nos idosos tem resultado num maior número de cirurgias para tratamento da doença sintomática nesse grupo2. A colecistectomia vídeo-laparoscópica (CVL) é atualmente o procedimento de escolha para o tratamento da colelitíase, sendo usada com grande frequência mesmo na população idosa com eficácia comparável a população jovem1-6.

Apesar de diversos estudos avaliarem as alterações hemodinâmicas decorrentes do pneumoperitônio, os mecanismos envolvidos nas variações cardiovasculares ainda não foram totalmente esclarecidos, tendo sido realizados em grupos de pacientes não homogêneos, sob pressões intraabdominais variadas e com diferentes posições durante as cirurgias7-9 .

Este trabalho visa a demonstrar as alterações hemodinâmicas decorrentes do pneumoperitônio em pacientes idosos submetidos à CVL e monitorizados com ecocardiograma trans-esofágico (ETE).

 

MÉTODOS

Trinta e um pacientes idosos, portadores de colelitíase, com 60 anos de idade ou mais, de ambos os sexos, diagnosticados através de ultrassonografia abdominal, oriundos do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG), ao longo de dois anos, foram submetidos à CVL de forma eletiva, e monitorizados com aparelho de ecocardiografia trans-esofágico durante o procedimento.

Foram incluídos no estudo idosos classificados como ASA I ou II (American Society of Anesthesiologist), após assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido, e com prévia autorização do Comitê de Ética e Pesquisa do HUGG sob o protocolo número 11607913600005258. Portadores de doenças cardiovasculares prévias ou esofágicas significativas foram excluídos, bem como os que apresentaram contra indicações absolutas à realização do ETE. Aqueles com quadro de colecistite aguda também foram excluídos.

Todos os pacientes foram submetidos à anestesia geral padronizada, com monitorização contínua. A indução anestésica foi feita com Fentanil 4mcg/kg, Propofol 2mg/kg e Atracúrio 0,5mg/kg após pré-oxigenação com oxigênio a 100% por três minutos. A intubação orotraqueal (IOT) era realizada dois a três minutos após o relaxante muscular. A manutenção anestésica foi feita com Sevorane.

Os pacientes foram ventilados sob o modo de ventilação controlada a volume, VCV, do inglês volume controlled ventilation, com parâmetro programado para volume total de 7ml/kg (ex.: VCV=490ml em uma pessoa com peso de 70Kg), uma frequência respiratória (FR) de 12irpm, com PEEP (pressão positiva expiratória final, do inglês positive end expiratory pressure) de 5cmH2O, que é a PEEP fisiológica e pico de 40cmH2O, com uma relação inspiratória/expiratória (I:E) de 1:2.

Todos os pacientes foram monitorizados com eletrocardiograma contínuo, oxímetro de pulso e capnógrafo. A aferição automática da pressão arterial sistêmica ocorreu a cada cinco minutos. Esses parâmetros foram registrados após IOT, com a confecção do pneumoperitônio e durante o estudo com o ETE.

A confecção do pneumoperitônio foi realizada por agulha de Veress e mantida por insuflação continua de dióxido de carbono (CO2) pelo trocarte de 11mm até alcançar uma pressão de 13mmHg. Os pacientes foram operados em decúbito dorsal, posição neutra, sem a posição de Trendelemburg reverso (TR), comum neste tipo de cirurgia.

As variáveis obtidas pelo ecocardiograma transesofágico foram o Índice Cardíaco (IC), o Débito Cardíaco (DC) e a Fração de Ejeção (FE), além da aferição da Pressão Arterial Sistólica (PAS), Pressão Arterial Diastólica (PAD), Pressão Arterial Média (PAM) e Frequência Cardíaca (FC), registradas em três momentos diferentes: antes do início do pneumoperitônio (T1), dez minutos após o início da insuflação do CO2 (T2) e cinco minutos após a desinsuflação (T3).

O T1 foi realizado antes do início do pneumoperitônio para termos os valores de base de todos os pacientes, sem qualquer interferência do pneumoperitônio. Já o T2, nos mostrou as variáveis quando o pneumoperitônio já estava estabelecido e a pressão intra-abdominal já tinha alcançado seu platô. E, por fim, o T3 foi mensurado cinco minutos após a desinsulflação, momento em que desejávamos obter os valores após um longo período de pneumoperitônio e também para poder avaliar a diferença dos valores hemodinâmicos com e sem a influência de CO2 na cavidade peritoneal.

A análise estatística das variações hemodinâmicas nos diferentes momentos foi feita pelo Teste t pareado. Para análise estatística, comparação e discussão dos resultados foram utilizados média e desvio padrão (DP) como medida.

 

RESULTADOS

Dos 31 pacientes estudados, nove eram do sexo feminino e 22 do sexo masculino. A média de idade foi de 67,2 anos. Três pacientes foram classificados como ASA I e 28 como ASA II. Entre estes últimos, 22 (71%) apresentavam somente uma comordidade (hipertensão arterial sistêmica - HAS); cinco (16,1%) tinham duas comorbidades (HAS e diabetes mellitus tipo 2 - DM) e um (3,2%) possuía três comorbidades (HAS, DM e artrose) (Tabela 1).

 

 

A normalidade das variáveis hemodinâmicas estudadas foi verificada em T1 (previamente à confecção do pneumoperitônio) através do teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov. As estatísticas descritivas dos parâmetros hemodinâmicos no momento pré-insulflação (T1) nos 31 pacientes idosos submetidos à colecistectomia vídeo-laparoscópica tiveram os seguintes resultados de acordo com a média e desvio padrão: PAS=108,3±14,8; PAD=67,5±10,3; PAM=82,9±11,3; FC=64,1±12,6; DC=4,14±1,33; IC=2,49±0,81; FE=66,7±10,4. O p-valor do teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov não apresentou significância estatística em nenhum dos parâmetros avaliados.

Após confecção do pneumoperitônio observamos, de forma geral, pequena variação nos parâmetros hemodinâmicos, com repercussão clínica pouco expressiva. O aumento na pressão arterial sistólica e diastólica foi mínimo, apesar de estatisticamente significativo no caso da PAD (P=0,014).

A PAS, em mmHg, nos diferentes momentos de acordo com média e desvio padrão, foram: T1=108,3±14,8; T2=115,7±17,0; T3=111,6±14,4. E as variações encontradas foram de: T2-T1=7,1±21,6; e T3-T2=-4,1±21,7. As variações não tiveram significância estatística com p valor =0,067 e 0,301, respectivamente.

A PAD, em mmHg, nos diferentes momentos de acordo com média e desvio padrão, foram: T1=67,5±10,3; T2=73,6±12,4; T3=66,7±9,8. E as variações encontradas foram de: T2-T1=6,2±13,2; e T3-T2=-6,9±12,3. As variações tiveram significância estatística com p valor =0,014 e 0,004, respectivamente (Figura 1 e Tabela 2).

 


Figura 1. Média da Pressão Arterial Diastólica (PAD) em mmHg.

 

 

 

A PAM, em mmHg, nos diferentes momentos de acordo com média e desvio padrão, foram: T1=82,9±11,3; T2=88,5±13,7; T3=82,5±10,7. E as variações encontradas foram de: T2-T1=5,6±17,5; e T3-T2=-6,0±16,7. As variações não tiveram significância estatística com p valor =0,082 e 0,054, respectivamente.

A FC, em batimentos por minuto (bpm), nos diferentes momentos de acordo com média e desvio padrão, foram: T1=64,1±12,6; T2=64,0±13,3; T3=65,7±8,3. E as variações encontradas foram de: T2-T1=-0,1±14,2; e T3-T2=1,7±11,0. As variações não tiveram significância estatística com p-valor=0,960 e 0,393, respectivamente.

O DC, em ml/min, nos diferentes momentos de acordo com média e desvio padrão, foram: T1=4,4±1,33; T2=4,26±1,39; T3=4,42±1,18. E as variações encontradas foram de: T2-T1=0,13±1,23; e T3-T2=0,16±1,12. As variações não tiveram significância estatística com p-valor= 0,573 e 0,442, respectivamente.

O IC, em L/min/m3, nos diferentes momentos de acordo com média e desvio padrão, foram: T1=2,49±0,81; T2=2,57±0,86; T3=2,66±0,73. E as variações encontradas foram de: T2-T1=0,08±0,73; e T3-T2=0,09±0,66. As variações não tiveram significância estatística com p-valor= 0,527 e 0,451, respectivamente.

A FE, em porcentagem (%), nos diferentes momentos de acordo com média e desvio padrão, foram: T1=66,7±10,4; T2=63,2±9,9; T3=68,1±8,4. E as variações encontradas foram de: T2-T1=-3,5±8,8; e T3-T2=4,9±8,9. Apesar de pequena, a queda da fração de ejeção foi estatisticamente significativa, diminuindo 5,24% (p=0,035) na variação de T2-T1. E no período após a desinsuflação do CO2 a fração de ejeção voltou a aumentar (P=0,005) (Figura 2 e Tabela 3).

 


Figura 2. Média da Fração de Ejeção (FE) em %.

 

 

 

A seguir, na tabela 4, mostramos os resultados, em média, das variáveis do estudo sendo comparados os diferentes momentos.

 

 

DISCUSSÃO

Apesar das vantagens já reconhecidas da CVL em relação à cirurgia convencional10, o pneumoperitônio leva a alterações cardiovasculares que são bem toleradas por indivíduos saudáveis, mas podem constituir ameaça a pacientes que apresentam comorbidades, frequentes nos idosos. Diversos trabalhos demonstraram alterações hemodinâmicas durante a colecistectomia laparoscópica com resultados conflitantes11-14. Joris et al.14 mostraram em estudo com pacientes jovens saudáveis que os efeitos combinados da anestesia, posição de Trendelemburg reverso e pneumoperitônio levam à diminuição do índice cardíaco em 50% associado ao aumento da PAM e da resistência vascular sistêmica (RVS). As mesmas alterações foram apresentadas por Mc Laughlin et al.15 em trabalho semelhante, com redução significativa do DC. Apesar disso, nesta mesma faixa etária, há estudos que não mostraram qualquer alteração no DC16, PAM, FC ou FE9. Do mesmo modo, vários trabalhos com idosos também não mostraram mudanças significativas nos parâmetros hemodinâmicos durante o pneumoperitônio. Dhoste et al.17 concluem em seu artigo com pacientes idosos ASA III, que a insuflação abdominal gradual, até 12mmHg, seguida de uma inclinação de dez graus na posição de TR não altera a estabilidade cardiovascular, mantendo-se o DC. Joshi et al.7 avaliaram pacientes com média de idade de 67 anos através de monitorização com ETE durante colecistectomia laparoscópica, e apesar de ter observado aumento da PAM e RVS, não evidenciou alteração da fração de ejeção. Cunningham et al.12, similarmente, também não observaram qualquer alteração neste parâmetro e sugerem que a função ventricular mantémse preservada.

Estudo recente composto por pacientes jovens e idosos submetidos à CVL concluiu que esta cirurgia induz a alterações hemodinâmicas significativas causadas em sua maioria pela insuflação de CO2, e que, quanto maior a pressão intra-abdominal estabelecida maior será o nível de variação hemodinâmica e a absorção de CO2 pelo peritônio18. Porém, somente foram avaliadas nesse trabalho as variações da PAM, PAS e FC, dados insuficientes para tais afirmações. Em nosso estudo, não observamos grande variação na PAM, DC e IC. A FE se altera discretamente com o pneumoperitônio, caindo 5,24% (P=0,035) (Figura 2) em relação ao período anterior a insuflação do CO2, o que clinicamente pouco significou. Porém, vale ressaltar que em pacientes com a função ventricular comprometida esta alteração pode representar uma ameaça.

Os principais responsáveis pelas alterações hemodinâmicas durante a colecistectomia laparoscópica são o efeito mecânico compressivo do pneumoperitônio, a absorção do CO2 e o estabelecimento da posição de Trendelemburg reverso (TR), sendo difícil determinar isoladamente a contribuição de cada um desses fatores para estas alterações12. A diminuição da pré-carga, o aumento da pós-carga e a liberação sistêmica de fatores humorais estão associados a essas mudanças19. Neste trabalho os pacientes foram operados em posição neutra e o resultado mostra alterações tímidas da função cardíaca durante o pneumoperitônio. Ressalta-se que a aferição no momento T2 ocorreu somente dez minutos após inicio da insuflação do gás e, portanto, com mínima absorção de CO2 até então. Estes achados podem sugerir que a posição de TR tem maior participação nas alterações hemodinâmicas do que a confecção do pneumoperitônio. Outros autores já sugeriram o mesmo19. Ainda na mesma linha, Dorsay et al. 20 afirmaram que a realização do pneumoperitônio, por si só, tem mínimo efeito hemodinâmico, e que a posição TR seria a responsável, em seu estudo, pela diminuição do DC, tendo a redução do retorno venoso como etiologia.

Podemos concluir com nosso estudo que a colecistectomia laparoscópica leva a alterações hemodinâmicas, que em sua maioria são discretas e clinicamente pouco expressivas, sendo bem toleradas em pacientes idosos. Pacientes idosos com a função ventricular comprometida podem apresentar maior risco durante a cirurgia laparoscópica pela diminuição da fração de ejeção. O efeito da insuflação do CO2 nas variações hemodinâmicas, por si só, mostrou-se pouco significativo. Pode haver uma maior contribuição da posição de TR nas variações hemodinâmicas do que a confecção do pneumoperitônio. No presente estudo, somente as variações da pressão arterial diastólica (PAD) e da fração de ejeção (FE) foram estatisticamente significativas. Não houve correlação estatística entre as variações hemodinâmicas, a idade e número de comorbidade dos pacientes.

 

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